Este castelo pertence à M@G@,Dominadora carioca há mais de 25 anos envolvida nesta prática BDSM

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 18


E a Senhora Sarita prossegue._”Um novo candidato a meu escravo, também,está presente.E aponta para mim:
_”Marcilius”.
Aplausos,de novo.Alguns murmúrios:
_”Felizardo,hein!”
_”Este está com tudo!”
_”Vai entrar para uma senzala de respeito!”e risos.
Eu não sei onde enfio minha cara.Estou envergonhadíssimo, apesar do tom de aprovação nos comentários.Meu rosto deve estar escarlate.
Logo,sou esquecido pelo burburinho que se forma para os cumprimentos às duas novas companheiras.
Novamente,o sino.
_”Meus queridos.A Rainha Kenya vai nos brindar com uma apresentação” diz a Rainha anfitriã.Silêncio absoluto só rompido pelo som de uma sonata de Schubert.
A rainha loura se encaminha para uma cruz,sempre trazendo, pela coleira,a sua escrava.
A moça é presa na cruz,com algemas,de costas para a platéia. Inicia-se uma surra de chicote que vai deixando escuros vergões na pele morena.Admiro a valentia dela.Não solta um “Ai”e nem reclama ou chora.Gotículas de sangue começam a escorrer.A surra termina.
Aldréa se aproxima,a chamado da Rainha Kenya.Traz uma vasilha,com pedras de gelo que passa no corpo supliciado.A escrava,então,é presa,agora,de frente para a platéia.Seu sexo é invadido pelos dedos da rainha que a beija,com sofreguidão. Seus corpos se fundem um ao outro.Gemidos de prazer se fazem ouvir.A Rainha Kenya morde os mamilos de Leonyr que se contorce mais e mais, de encontro à rainha.
Aldréa se aproxima com algumas velas acesas.A rainha pega, uma a uma,e deixa escorrer a parafina,pelo corpo da escrava.
Ouve-se apenas:”Obrigada,senhora!”que a mulata diz,apaixonadamente.
A Rainha Sarita é convidada a aproximar-se.Vem com um chicote pequeno com o qual fustiga o sexo da escrava.Esta se contorce em espasmos e uiva.O orgasmo dela é assistido por todos.
Estou aterrorizado com a possibilidade de servir como espetáculo ali.
O sino toca de novo e a voz de Sarita é ouvida :
_”Meus amados convidados.Nossa festa,hoje,está terminada. Estou muito grata a todos por terem comparecido.Espero que tenham se divertido bastante.Até o nosso próximo encontro, mês que vem.”
Um a um,os convidados se despedem dela,e uns dos outros,e saem.
_”Mestre Dreyfuss!” o franzino homem se aproxima dela, atendendo ao chamado.
_”Posso lhe pedir um favor?”ela pergunta.
”Tantos quantos quiseres,minha querida!” sorridente,ele responde.
_”Preciso de uma carona para o meu novo escravo” ela me olha e pisca.
Eu permaneço quieto.Estou pensando onde estarão minhas roupas, porque entrar no meu prédio vestido desse jeito,e descalço,vai ser um escândalo.
Ernst se aproxima e me entrega as minhas roupas,impecáveis.
_”Vista-se.” É a ordem dela,para mim.Num lance rápido,estou pronto para ir embora.
Antes de sair,sou vendado e levado para o carro.
Sem despedidas,saio dali de volta para casa.
Deixo para trás, imagens, emoções, aromas, sons que estão gravados em minha memória e que vão povoar meus pensamentos durante a viagem de volta.

(continua)

domingo, 16 de dezembro de 2007

MEU HORÓSCOPO XAMÂNICO



CORUJA


De 21/11 a 20/12 A lua da neve


Corujas são muito observadoras e silenciosas.

Pessoas coruja são inteligentes, bem articuladas e discretas.

Seu olho para os detalhes faz delas perfeccionistas.

A Coruja necessita de liberdade de expressão.

É vivaz e presta muita atenção aos detalhes.

Curiosa e adaptável, tende a abarcar mais do que pode.

É valente e decidida, e sabe ser versátil.

Sua natureza é sincera e estudiosa, e pode ser muito compreensiva, ainda que às vezes lhe falte tato.

No amor, adora a aventura e é atraído por pessoas exóticas.

Precisa variedade e intensidade de sentimentos, mas, acima de tudo, alguém com quem possa conversar e compartilhar seus múltiplos interesses intelectuais.

Dá-se bem com Falcão e Salmão

Deve cultivar: Concentração, otimismo e entusiasmo vital

Deve evitar: Auto-indulgência e exagero;

ViscoMineral: Obsidiana

Cor: Dourado

Direção: Noroeste

Medicina da Coruja: É o poder de discernir as coisas em momentos de incerteza e levar uma vida coerente, com planos a longo prazo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

VISITANTE ILUSTRE

Rodas de Fogo
Ponha a coleira em mim
então eu fico de joelhos
e começo a latir
a dor é bela como nunca
venha abrir a jaula
e eu entro na esfera celestial
Lá onde estavam as estrelas
giram rodas de fogo
nós celebramos uma paixão
a dor é bela como nunca
Venha até mim devagar
ponha-me em correntes
e aperte o nó com força
então eu poderei rir
venha abrir a jaula
e eu entro na esfera celestial
Lá onde estavam as estrelas
giram rodas de fogo
nós celebramos uma paixão
a dor é bela como nunca
Ponha a coleira em mim
então eu fico de joelhos
e começo a latir
a dor é bela como nunca
venha abrir a jaula
e eu entro na esfera celestial
Lá onde estavam as estrelas
giram rodas de fogo
nós celebramos uma paixão
a dor é bela como você
Lá onde estavam as estrelas
giram rodas de fogo
nós celebramos uma paixão
a dor é bela como eu
Lá onde estavam as estrelas
giram rodas de fogo
nós celebramos uma paixão
a dor é bela como você
( Rammstein)

domingo, 9 de dezembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO": CAPÍTULO 17


_”Pega esta escova e este sabonete e me dê banho” foi a ordem.Pego a escova, derramo uma pequena quantidade do líquido e, vigorosamente,inicio a massagem do banho.
_”Huuuuuummmmmmmm.Isso é boooooommmmmmm.Muuuuuito booommmmmm mesmo” ela murmura,de olhos semicerrados.
Estou empolgado com esta nova obrigação.Ensaboa-la,esfregar-lhe o corpo,lavar-lhe os cabelos,uma forma de carinho que estou gostando de lhe proporcionar.
_”Quando eu sair dessa banheira,você pode lavar-se na mesma água.Entendeu?”
Mais uma humilhação.Tomar banho na água suja do banho dela.
_”Traz a toalha e ajuda-me a sair daqui.”
Eu a embrulho,na toalha,e tomo a liberdade de pegá-la no colo para sair da banheira.
_”Tira as mãos de cima de mim,imundo!” ela diz,aborrecida.
_”De joelhos! Sempre de joelhos,na minha presença!”
Eu me coloco de joelhos,a seus pés.
Ela,de passagem, acaricia cada um dos gatos.
_”Estes são Zulu,Morgana e Nigro,meus maravilhosos amiguinhos.”
Aldréa traz a roupa que ela vai vestir e finaliza os atavios necessários para que ela esteja perfeita e encantadora.
”Quando eu sair pode tomar seu banho.Eu o aguardo no salão da festa.”
Ela diz,assim que se completa seu traje,e sai acompanhada de Aldréa.
Ernst fica comigo e observa o meu banho.Eu me esparramo na banheira e até esqueço que a água não é limpa.Um relaxamento bom toma conta de mim e começo a cochilar.Não tenho noção de hora. Imagino que seja bem tarde porque estou com sono.Desperto com beijos.Meus lábios são tomados por uma boca sequiosa e ardente.Fico estupefato ao deparar com Ernst.
_”Seja benvindo,irmão de coleira!” ele diz.
_”O quÊ??????????????????????? Irmão de coleira????????? Bebeu,cara?” E salto da banheira,como se tivesse visto o diabo,em pessoa.
Ele está com a toalha na mão mas não permito que se aproxime de mim.Ele anda para um lado e eu corro para outro.
_”Pega a toalha,irmão” ele sorri,com uma voz doce e amável.
_”Olha aqui,cara! Não sei do que você está falando.Só lhe aviso UMA coisa.Não repita isso.Eu não beijo marmanjo.Minha praia é outra. OUVIU?????????” estou vociferando,meio histérico.
_”Fica calmo,amigo.Não quis ofende-lo.Nós,escravos da Rainha Sarita, somos irmãos de coleira e costumamos nos tratar com carinho para que ela se sinta feliz.Não sou “bicha” não.”A voz dele permanece calma e agradável.
_”Escuta bem! Eu não sei nada dessa coisa de escravos.Mas,beijar macho não faz a minha cabeça.Eu ainda vou esclarecer estas coisas com aquela maluca que você chama de Rainha.Brincar dessas coisas aqui,tudo bem,mas... ESCRAVO?????Você sabia que a abolição aconteceu faz tempo?”
A gargalhada dele soa longe.E ri,e ri,e ri sem parar.
Eu ali,nu,histérico vendo aquele homem,às gargalhadas.Imagino que espetáculo estamos dando.E começo a rir,contagiado.
Ele se aproxima.
_”Sai p´ra lá!”eu pulo para trás.
_”Pega!”ele me entrega a toalha e me enrolo nela.
Há uma túnica de tecido cru,esticada numa poltrona.Ele aponta:
_”Sua nova fantasia.Veste e iremos encontrar a Rainha Sarita,no salão”
”Descalço?”pergunto”Sim.Descalço.”ele responde.
Saímos dali e entramos naquele salão de acessórios,para suplício.
O movimento é grande,todos falam baixo,alguns soluços e grunhidos aqui e ali.
Imponente,em seu trono,a Rainha Sarita.
_”Vai lá e senta,aos pés dela”, Ernst cochichou.
Não sei dizer o que me move a cumprir este ritual.Constato o que há muito já observei.Apesar do rosto bonito,Sarita não tem um corpo perfeito,é roliça demais.Enxergo,agora,o que pode me atrair nela.Ela é luminosa.Há uma luz interna que emana dela,dando-lhe esta aura de poder e domínio.
Sigo até o trono e sento aos pés dela.
Ela me faz um carinho na cabeça e sorri:
_”Bom menino!”sussurra.
Ernst se dirige a um sino e toca.
Faz-se silêncio.A Rainha Sarita se levanta e,em voz audível a todos,comunica:
_”Meus queridos amigos,estamos hoje aqui para mais uma linda festa.Quero aproveitar para apresentar,a todos, mais alguns companheiros.A rainha Kenya e sua escrava Leonyr,pessoas lindas que se juntam a nós.”
Apresentam -se a loura alta,que traz puxada por uma guia,presa a uma coleira,a mulata que havia mijado em mim.Aplausos se fazem soar,no ambiente.
(continua)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

APÓS O BANHO,NUA


Após o banho,

nua ainda,

o corpo úmido

ao meu encontro,

visão, relembro,

cálido êxtase,

os seios entrevistos

no decote frouxo,

agora,

nua,

toalha molhando-se,

ressurgem após o banho,

fremindo,

suave embalo,

avidez de língua e mãos,

nua,

vens,

perfume, sulcos na pele,

ansiada espera,

curvas, a entrega ao meu olhar,

bocas, rosa túmida,

pétala, sucção, espuma,

resplandeces para mim,

nua,

após o banho.

(Fernando Py)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

FISTING

A palavra fisting ou fist fuck vem do inglês fist = punho,e quer dizer, literalmente "foder com o punho".
Consiste numa prática sexual que envolve a inserção da mão, e algumas vezes do braço,na vagina e/ou no ânus e reto.
Uma prática que pode ser considerada como preliminar ao fisting é o finger-fucking,ou seja,a inserção de um ou mais dedos na vagina ou no ânus.
Por se tratar de uma prática muito invasiva, se faz necessário tomar alguns cuidados para que não se incorra em acidentes.
1) exige-se algum tempo para o bottom permitir tal penetração.Deve-se testar,com calma,a gradativa elasticidade anal;

2) esta elasticidade pode ser testada com o aumento gradativo dos dildos(consolos);
3) havendo uma certa regularidade de sessões,a abertura se mantém e a expansão do esfíncter se faz mas rápida e eficientemente.Esta regularidade deve permitir um descanso do organismo( o ideal seria de 15 em 15 dias).Se as sessões são mais espaçadas que isto o prazo de dilatação passa a ser maior;
4) o medo inicial pode levar à contração do esfíncter anal e dificultar a penetração.O recomendado é conversar com o bottom para que ele se tranqüilize,relaxe e encontre prazer nesta penetração;
5) outra forma de relaxar o bottom é realizar o rimming(muitos dos TOPs não gostam disso).Pode-se substituir por carinhos nas regiões anal e vaginal;
6) a cada etapa,de dilatação,é natural algum desconforto.Este será tanto menor quanto maior for a habilidade do TOP;
7) um bottom masoquista terá mais facilidade,em cada etapa,por que a dor,por si só, lhe será prazeirosa;
8) depois de introduzida a mão,aproveite o prazer deste contato. Tanto para o TOP,quanto para o bottom é um momento de muita intimidade. Toque,com suavidade a parte interna do bottom e use palavras de encorajamento e tesão;
9) riscos que esta pr ática oferece:ruptura do reto ou vagina(se a penetração for feita com brutalidade ou com acessórios inadequados); qualquer tipo de contaminação(é recomendável o uso de luvas cirúrgicas que protegerão os dois parceiros); ferimentos internos(o TOP deve manter suas unhas cortadas,bem curtas);
10) não há riscos no sentido de se perder a elasticidade dos músculos(seja da vagina ou seja do ânus).Ambas as regiões possuem músculos que são preparados para atividades de expansão e contração;
11)ao menor sinal de sangramento deve-se ficar atento.Um sangramento ralo é natural.Se este se intensificar deve-se interromper a prática.Se o sangramento continuar intenso,procurar a ajuda competente.LEMBRE-SE:uma hemorragia intestinal pode levar à morte em alguns minutos;

12) o lubrificante recomendado é o KY( a base de água),ou similar.Há que se ter,em mãos,mais de um tubo por sessão(desaconselhável a vaselina);
13) para quem não tem fetiche por scat é recomendável que o bottom faça um enema,em casa,e venha com o intestino limpo. Evitam-se, assim, acidentes no sentido de liberação de fezes.
14) esta prática pode ser muito eficiente, no exercício do tesão e do prazer,por que a mão do TOP alcança finais de enervação encontrados na vagina(a mão do TOP encontra,diretamente,o controvertido “ponto G”) e no reto(no caso masculino,há a possibilidade de se massagear, diretamente,a próstata);
15) há uma variação do fisting que é a introdução de pés,foot-fucking, tanto na vagina quanto no ânus( os cuidados devem ser os mesmos);
16) para uma prazeirosa cumplicidade, nesta prática, é necessário muita tranqüilidade do TOP,muito relaxamento do bottom e muita sintonia entre ambos porque é o contato mais íntimo que dois parceiros podem usufruir;
17) se durante a inserção,por algum motivo,o bottom se apavorar,o TOP JAMAIS tirará a mão (ou dedos) de forma brusca.Espere o botom relaxar e saia DEVAGAR.A pressa pode formar uma situação de vácuo e causar danos mais sérios;
18) como toda as práticas do BDSM,esta também,só deverá ser vivida por um TOP experiente e consciente do que está fazendo.

19)NÃO FAÇA DE SEU BOTTOM UMA COBAIA.Pode não trazer bons resultados;
20) um bottom experiente pode ser de grande valia para um TOP iniciante,aqui.Aproveite a experiência de seu bottom para aprender;
21) NUNCA INGIRA DROGAS OU ÁLCOOL:SÃO SUBSTÂNCIAS QUE TIRAM A LUCIDEZ DO TOP E TORNAM O BOTTOM PERMISSIVO DEMAIS.PODE-SE PERDER OS LIMITES DE SEGURANÇA.


(Castelã_SM)
















sábado, 1 de dezembro de 2007

AMAR É


quinta-feira, 29 de novembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 16


Ela coloca duas algemas,me prende aos ganchos que existem ali e traz uma palmatória de borracha começando a me surrar,sem violência.
Minha bunda esquenta a cada investida.Meu pau lateja,na mesma medida.Está duro e com muito tesão.
_”Eu sabia que você iria gostar disso” diz debochada, observando meu lambuzado pau,que se expressa,sem vergonha.Parece que saio de órbita,em delírio.A cadência das borrachadas,o aquecimento contínuo que se espalha pelo corpo,me alucinando,em sensações desconhecidas,até então.Atenta ao meu desempenho,ela percebe que meu orgasmo se avizinha e pára de bater.
_”Agora não,mocinhoJá teve sua festa hoje.Você vai aprender que só pode gozar quando EU permitir.Entendeu?”ela diz com tanta tranqüilidade,que quase acredito.
_”Você não está delirando,não?” pergunto atrevido.
Uma bofetada estala na minha cara.Meu pau explode,em gozo.
_”Que é que é isso?” ela está furiosa.”Se atreve a me desobedecer?” seus olhos faíscam.”Vai saber o quanto lhe custará isso” e sai da cela,de forma intempestiva.
Quando volta,vem acompanhada de um homem pequeno e magro.Logo atrás,vem Aldréa abraçada a uma linda,alta e robusta mulata.
_”Este é o moço?” o homem pergunta,avaliando cada parte do meu corpo.A voz é forte,grave e firme.Não combina com alguém com físico tão franzino.
_”Este é Mestre Dreyfuss,mocinho” diz a Rainha Sarita à guisa de apresentação.
_”Olá!” digo eu e recebo,de imediato,uma bofetada.
_”Alguém aqui permitiu que falasse?” diz Sarita.
Começo a me divertir com essas atitudes dela.Parece um jogo onde a minha pessoa é ninguém, e gosto disso.Sinto como uma espécie de alívio por deixar de ser responsável por atitudes minhas.Mandam e obedeço.Não preciso decidir nada. Na minha vida profissional,tudo depende de minhas decisões.Acordos são feitos e desfeitos,somente,a partir de pareceres meus.
Aqui,neste jogo erótico,minha vontade não prevalece,pelo contrário,é o que menos conta e,isso,está me trazendo enorme satisfação.Estou ansioso para ver e participar das novas etapas deste envolvimento.
_”Traga-o aqui”a autoridade de Dreyfuss se faz ouvir.
Sou levado a um recanto da cela.Ali,o chão é de cimento e há um ralo.Da parede pende um chuveiro.No centro há uma argola presa ao chão. Sou algemado àquela argola e fico de joelhos.
_”Venham vocês aqui” Dreyfuss chama,Aldréa e a mulata.
_”Façam-no de privada.”
Estou surpreso,sem saber o que isso significa, exatamente.
Primeiro,veio Aldréa que urinou em cima de mim.Depois,foi a vez da mulata,que fez o mesmo.Por último,foi ele mesmo,Dreyfuss,que me cobriu com jatos de urina quente.
Minha indignação foi tamanha que fiquei sem palavras,para reclamar.
Meus olhos estão de tal forma,arregalados,que Sarita me olha e explode em gargalhadas.
_”Vão saltar das órbitas!” e continua às gargalhadas.
_”Agora é a minha vez” diz ela,e recebo um novo banho de urina.
_”Sua maluca,o que pensa que está fazendo?” minha voz soa gutural e estranha,tal o meu nervosismo.
Aquele início de boa vontade,em continuar o jogo,escoa pelo ralo,junto com a urina.
_”Você ainda não aprendeu o que significa ser escravo.Depois de algum tempo, por aqui,vai entrar na linha,direitinho”
Abre o chuveiro e a água gelada e limpa me proporciona alívio daquela escabrosidade.
Todos saem e permaneço ali,à espera.
Apesar do inusitado,o tesão esteve presente em cada momento desses.Toco meu pau,estou excitado.Para minha surpresa, as imagens que vêm à memória,na minha excitação,são aquelas dos supliciados,naquele salão.
Incluindo aí até a sessão de mijo.
De cada grito,que me lembro,mais e mais transito no meu solitário prazer. .
_”Será que estou louco?Como posso ter tesão por esta nojeira?”
Aldréa e Ernst entram e me soltam. Dão-me uma toalha para me enxugar.
Sou levado a um quarto enorme.Há uma ampla cama,com dossel,em metal dourado.Colcha branca com desenhos,em vermelho.Ao pé da cama há um tapete branco coberto com almofadões vermelhos.Do teto,pendem dezenas de correntes de vários comprimentos,algumas chegam ao chão.Um espelho,com moldura dourada,cobre inteiramente,uma das paredes.Há,também,uma mesa em mármore branco, com estrutura em metal dourado.As cadeiras são,do mesmo metal,almofadadas em vermelho.O piso é de granito preto.A luz, mortiça,vem de dois abajures,também, pretos,em forma de pilastras.
Três gatos pretos,preguiçosamente,se esparramam nas almofadas.
_”Vem aqui.” Ouço a conhecida voz que vem de trás de um biombo.Só então, reparo que o cômodo ainda continua,além do que posso ver ali.Ela está recostada dentro de uma banheira com água coberta por pétalas de rosas.O aroma das flores está presente, em todo o ambiente.
( continua)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

VISITANTE ILUSTRE




SONETO DO MEMBRO MONSTRUOSO




Esse disforme, e rígido porraz



Do semblante me faz perder a cor:



E assombrado d'espanto, e de terror



Dar mais de cinco passos para trás:






A espada do membrudo Ferrabrás



De certo não metia mais horror:



Esse membro é capaz até de pôr



A amotinada Europa toda em paz.






Creio que nas fodais recreações



Não te hão de a rija máquina sofrer



Os mais corridos, sórdidos cações:






De Vênus não desfrutas o prazer:



Que esse monstro, que alojas nos calções,



É porra de mostrar, não de foder.






(Manuel Bocage)

sábado, 24 de novembro de 2007

O QUE SIGNIFICA O EMBLEMA BDSM



O Emblema BDSM não tem simbolismo "óbvio" porque foi criado para ser enigmático. Para os observadores baunilhas que poderiam se ofender ou repelir o BDSM, é meramente uma peça de joalheria atraente. Conseqüentemente, podemos usá-la tão livremente como uma saudação entre amigos, meneio de cabeça, e piscar para os outros BDSMistas que podemos passar por acaso pelas ruas ou avenidas do nosso dia-a-dia.

Para que está no meio, no entanto, o Emblema BDSM é cheio de significados.

As três divisões representam as várias tríades do BDSM. Em primeiro lugar, as três divisões do próprio BDSM: B&D, D/s e S&M. Em segundo, os três modos do comportamento: São, Seguro, e Consensual. Em terceiro, as três divisões da comunidade: Tops (Doms/Dommes), Bottoms (submissos) e Switchers.É essa segunda simbologia que justifica os buracos em cada uma das divisões.

Desde que o BDSM seja no mínimo um tipo de jogo e no máximo um estilo de amor, os buracos representam a incompletude do individual dentro do contexto BDSM. Por mais "inteiros" e "juntos" os indivíduos possam estar, sempre fica uma lacuna dentro deles que somente pode ser preenchida por um outro indivíduo complementar. BDSM não pode ser feito sozinho.

A similaridade do símbolo BDSM com o símbolo do Yin-Yang não é acidental. Como a curva de fora do Yin-Yang representa a tênue fronteira onde um termina e o outro começa, então as bordas curvadas nesse caso representam a separação indistinta de B&D, D/s e S&M.

O metal e a cor metálica do medalhão representam as correntes e ferros da relação servidão/propriedade. Os três campos internos são pretos, representando a celebração do lado obscuro da sexualidade controlado dentro do BDSM.
As linhas curvas propriamente ditas podem ser vistas como uma representação estilizada de um chicote que este balança, ou até mesmo um braço em vias de entregar-se a um erótico spanking. O círculo que envolve a tudo isso, claro, representa a unidade do todo e do uno de uma comunidade que pretege a si mesma.

copyright 1995, 1997,
Quagmyr@aol.com


(tradução Tarja Domme)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 15


Meu sono é interrompido por Ernst.Sacudindo o meu braço:
_”Ô cara,não vai participar da festa? Prefere dormir?”
Dou um salto.De momento,não me lembro de onde estou.
O aroma e a música trazem-me à realidade,num instante.
_”Sim,s...,sim,a festa”gaguejo e rio sem graça.
Ao entrar no salão,fico admirado com tanta animação quase muda.Ninguém fala alto,ouve-se apenas,gemidos,grunhidos e soluços,algumas risadas também.
Em cada canto há uma ação diferente.Percorro uma a uma.Vejo um homem colocar a mão inteira na xana de uma mulher.Igualmente,uma mulher coloca a mão inteira,até o braço,no ânus de um homem.Os penetrados se contorcem em esgares de prazer.Mais adiante,um homem,preso à cruz tem seus genitais aprisionados por uma prensa que os comprime,dolorosamente.O homem que lhe impinge tal suplício,beija-o apaixonadamente.Em seguida,presos à correntes que descem do teto,um homem e uma mulher são torturados. Ele tem seu saco escrotal fixado,por pregos,à uma tábua e ela tem agulhas que perfuram seus grandes lábios vaginais.A mulher que lhes aplica tal tormento penetra a vagina da mulher com os dedos fazendo com que esta se contraia em espasmos de prazer.O homem recebe um sexo oral ministrado por um jovem.
Mais adiante,um homem é,severamente,açoitado pela Rainha Cérida, preso a um cavalete.No chão,observo gotas de tesão que pingam do seu pau, inexplicavelmente duro.
Num recanto,menos visível,uma mulher é penetrada por dois homens e solta grunhidos de prazer e tesão.
O interessante,nisso tudo é a reação do meu corpo. Despudoradamente,meu cacete avança duro e nem me preocupo em exibi-lo,tão emperdigado.A cada nova cena,o tesão aumenta em mim.Lembrei-me das bofetadas recebidas e que,assombrosamente,eu gostara.
A Rainha Sarita aparece,do nada e me pega pela mão.
_”Quer experimentar alguma coisa? Podemos começar com algo bem leve” rosto sério de quem faz daquilo algo de muita importância.
_”Tenho vergonha de me expor assim,aos outros” respondo
_” Não seja por isso.Venha” ordena e me conduz.
Voltamos ao espaço das celas e entramos em uma que tem como único móvel um cavalete.

(continua)



terça-feira, 20 de novembro de 2007

TARAS



Tuas marcas...eita...
Meu troféu!!!
São vergões impetuosos
Que liberam gotas de rubi
...a cor do prazer.
Um prazer sádico,
que aporta
na demência dos sentidos.
Sentidos esses ...
vazios da razão
Apenas com senso
do consenso
...de consentir
De inspiração dionísica
esse pantagruélico banquete
de infernais desejos
... e taras
Com ardor se consuma
... e se consome
Em tenras
...e esfomeadas carnes.
Enfim...
um insuperável gozo!!!

(Castelã_SM)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 14


”Que lábios,que mãos,que língua.Uauuuuuuuu!” derramo todo o sêmen que tenho,num orgasmo frenético e abundante.
Relaxo,sinto-me largado.Aldréa cuida de limpar tudo e sai.
Estou sozinho e não sei o que se seguirá,agora.
Permaneço ali,sonolento,por um tempo enorme,não sei precisar o quanto.
De olhos vendados,sinto a presença de alguém.
”Está gostando da festa?” um riso,maroto,se faz ouvir acompanhando a voz que,agora,reconheço,de imediato.
Ela tira a minha venda.
_”Olá,amiga”, eu respondo,”até agora,está tudo bem,apenas estou com fome e sede.Aliás,muuuuita fome e muuuita sede,para ser sincero”.
_”AMIGA?hahahaha.Você é arrogante,mesmo! AMIGA? Deixe de atrevimento. Desde quando você ouviu falar que sou sua amiga?Um reles escravo querendo bancar o tal,aqui dentro?” retornou zangada.
_”ESCRAVO?euuuuuuuuuuuuuuuuuuuu?Você está sonhando,menina! respondo amuado.
_”Estou vendo logo que você não quer participar da festa.” Ela anda vagarosa e calculadamente p´ra lá e p´ra cá.
Olho para ela sem entender nada.
_”Que festa?Aonde?”
_”Ué,não viu toda aquela gente feliz lá fora?”
_”Claro que vi.A SUA noção de festa não é a mesma que a minha.Estou com fome,sedento e cansado.Que raios de festa é essa em que estou trancado numa cela sem comida,bebida e sozinho?”
_”Só depende de você.Comer,beber e se divertir.Aliás,segundo eu soube,você já se divertiu muito,aqui dentro.Não pode reclamar.”
_”Ahhhhhhhhh.Já haviam contado para ela o que havia acontecido” penso.
_”Depende de mim?Até agora não tive oportunidade de escolher coisa alguma. Fantasia,local,aliás,nem sei onde estou.Fui seqüestrado e nem imagino o que me espera depois disso.”
Uma gargalhada estrondosa invade a cela.Ela ri sem parar e quase sem fôlego.
_”Se-ques-tra-do?”ela continua rindo.
_”Trouxemos você para se divertir.Raptá-lo fazia parte da minha fantasia e consegui amigos que o fizessem,para mim.Só isso”
_”Será que você parou para pensar se EU queria isso?
_”Está falando muito.Vem cá” me solta da mesa onde eu estava e me puxa para bem perto dela.Nossos corpos se espremem um contra o outro.O perfume dela me preenche as narinas,suas curvas preenchem meu corpo e meu sexo se mobiliza.
_”Bem que me disseram que você é bem potente.Estou sentindo”um riso rouco nos meus ouvidos.Nos beijamos, selvagemente.Minhas mãos procuram seu corpo, às apalpadelas.Agarro a bunda carnuda e os seios fartos.
Minha língua caminha por seu pescoço e ombros.Ela geme.Sua língua invade a minha boca e eu a prendo,vigorosamente.Ela sacode a cabeça e se solta.Morde meus mamilos e eu uivo.Chupo seus peitos e me perco,em abundância.Neste meio tempo nos encaminhamos para a cama alta e eu a suspendo para encaixá-la no meu pau.Surgindo,debaixo da mesa,Aldréa me agarra e coloca o preservativo. Eu me assusto com aquela,inesperada,presença mas,logo me sinto envolvido pelos braços,pernas e boca de Sarita.Eu a penetro e a tomo com força.Sinto sua xana pulsante,quente e gulosa.
_”Mete,mete,garanhão.Meu puto gostoso.”
Aí vem o inesperado.Ela estala uma bofetada na minha cara.E outra,e mais outra.Apesar do susto,ao invés de murchar,meu pau se torna cada vez mais duro e esfomeado.Mais bofetadas.Mais tesão.Mais prazer.Nosso clímax chega junto.
Ela uiva.Eu estou exausto.
Ela se recompõe e diz.
_”Ernst virá busca-lo e leva-lo para o bufê.Poderá comer e beber à vontade.”
Sai, em seguida.
O jovem louro, que estava aos pés dela, no trono, entra e me conduz de volta ao salão de iguarias.
Como e bebo à vontade.Até pareço um famélico que jamais viu comida na vida,tal a fúria com que ataco os bocados oferecidos.
Decido esticar-me num amplo sofá encravado na rocha.Um agradável torpor toma conta de mim.Um rápido cochilo ao som de uivos e gritos vindos do salão ao lado.Luto contra a preguiça que invade meu corpo.Sinto uma remota curiosidade de saber o que acontece lá.

(continua)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

CONFECÇÃO DE ACESSÓRIO: ARGOLAS PARA PORTA


Material necessário:

- 2 pedaços roliços de madeira(podem ser cortados de um cabo de vassoura) de 20 cm cada.
- 2 tiras com 3 cm de largura (pode ser pedaço de cinto,alça de isopor,ou similar) e 25 cm de comprimento

- 2 argolas de metal (5 cm de diâmetro.As minhas mandei fazer num serralheiro com a medida de um fundo de garrafa)

- tinta da cor que desejar

Como fazer:

Pinte os tocos de madeira.Deixe secar.
Costure as tiras em torno dos tocos,formando um anel.
Costure a outra ponta das tiras,nas argolas,tb,formando um anel.
Coloque na porta,fechada,deixando os tocos do lado de fora.
Prenda as algemas,nas argolas.
Obs.: Para os pés,as tiras devem ser um pouco mais longas.



(Castelã_SM)

domingo, 11 de novembro de 2007

A RIQUEZA NAS DIFERENÇAS


As grandes empresas,fabricantes de armas,a cada dia mais ricas,calcam seu sucesso e crescimento no estímulo à irracional intolerância pelas diferenças. Esta intolerância faz com que proliferem guerras nos mais remotos rincões desta terra.
Tem-se a impressão que dever-se-ia criar e “vestir” um uniforme para o mundo.
Cadê a síntese de cada um?
Cadê a experiência vivenciada em cada história individual e tão rica para trocas?
Cadê a propalada e utópica “liberdade” a que todos clamam para si e que não respeitam NOS OUTROS?
A comunidade BDSMista brasileira está engatinhando,em sua expansão,e iniciativas regionais se multiplicam e merecem aplausos.
Por mais diferenças que possam haver na prática,na abordagem,no tesão por esta ou aquela técnica, ou nesta ou naquela forma de realização,é vital que a unidade perdure para que não se abram brechas que fragilizem o todo.
Cada um praticante é digno de admiração pela liberdade conquistada,pela dignidade usufruída em sua escolha,pela coragem de se assumir em uma realização fora de padrões considerados “normais”.
Se cada um trilhou caminhos próprios e diversos,será ótimo na medida que isto sirva para uma troca de experiências.
Há quem seja mais experiente,são mais “rodados”, e há quem esteja enveredando,por esta trilha,em tempo mais recente.Todos estarão aptos para cambiar informações e serão dignos de respeito por isso.
Não cabem intolerâncias injustificáveis...
Não cabem “egos inflados”...Não cabe a “última palavra”... As diferenças devem servir,apenas e sempre,para somar.

(Castelã_SM)


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

VISITANTE ILUSTRE

OS TEUS PÉS

Quando não posso contemplar teu rosto,


contemplo os teus pés.




Teus pés de osso arqueado,


teus pequenos pés duros.




Eu sei que te sustentam


e que teu doce peso


sobre eles se ergue.


Tua cintura e teus seios,


a duplicada púrpurados teus mamilos,


a caixa dos teus olhos


que há pouco levantaram vôo,


a larga boca de fruta,


tua rubra cabeleira,


pequena torre minha.




Mas se amo os teus pés


é só porque andaram


sobre a terra e sobre


o vento e sobre a água,


até me encontrarem.




(Pablo Neruda)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 13


Dezenas de pessoas conversam,animadamente vestidas de couro ou preto,outras poucas em vermelho ou roxo.Alguns homens estão vestidos como eu,sem a canga.Há uma mesa,muito grande, sobre a qual estão espalhados pratos com variadas iguarias, e cercada por um burburinho animado de outros tantos convidados. Numa reentrância da rocha, há um bar,para onde todos se dirigem. .
Tochas, presas às paredes,espalham uma claridade bruxuleante,formando sombras grotescas,com os reflexos luminosos.
Os incenseiros acesos deixam,no ambiente,um aroma afrodisíaco.
Uma amena música embala a todos.
Senti-me acalmar.Nada,no que observo,me parece ameaçador.
De repente,me lembrei da festa em Belfast e as semelhanças com esta.
A única diferença é a ausência dos acessórios para suplício.Não os vejo por ali.
Assim que cheguei,fui levado para uma gaiola e suspenso,por um gancho,no teto.Outras gaiolas já estão penduradas.São cinco,no total.Nelas há homens e mulheres.Desta visão privilegiada,posso acompanhar todos os movimentos dos presentes.Não me permitiram comer ou beber nada.Estou faminto e com sede.Volta e meia,alguma mulher ou homem observa,com atenção,os engaiolados.Fazem comentários entre si.Alguns chegam,mesmo,a rir, sarcasticamente.Minha vontade é gritar,mas permaneço ali,à espera,entre curioso e apreensivo.
Almathéa e Ésper perderam-se na multidão,não consigo vê-las.
Alguns pares se tocam,voluptuosamente,nas ancas,nos genitais.Beijam-se sofregamente.Reparo,então,forrações aveludadas em algumas reentrâncias,por onde eles se esgueiram e se acomodam.O clima é de excitação e tesão.
Os convidados se mostram mais animados e buliçosos.Há uma espécie de frisson contagiando a todos.Uma das paredes parece se deslocar, lentamente.Na realidade, ela é uma rocha móvel que vai descobrindo uma passagem para um salão um pouco menor do que este em que estamos.
Também,iluminado por tochas,exalando o mesmo aroma,traz em sua paredes e, espalhados por todo o espaço,alguns daqueles acessórios que eu conhecera festa em Belfast.Há,ainda,outros,diferentes,e para os quais eu não consigo atribuir alguma utilidade.
As gaiolas descem e,como num cortejo,somos levados à este novo salão.
Só então,percebo,ao fundo,um trono.Enorme,bastante alto,elevado do piso,em veludo vermelho e metal dourado.
Sentada nele,emperdigada,a minha velha conhecida da praia.A Rainha Sarita,inteiramente de preto,traz vestida uma lingerie transparente e botas até as coxas.Uma espécie de capa de seda,cobre o corpo até os pés.Cordões de pérolas se enroscam em seus cabelos.Bastante maquiada,tem um aspecto imponente.
Ao lado dela,ajoelhado,está um jovem loiro,sarado,parece muito alto,vestido da mesma forma que eu.
A um gesto dela,ele se levanta e se dirige a nós,que somos levados a nos ajoelhar perante ela.
Meus olhos devem dizer da raiva que estou sentindo por tamanha humilhação. Recuso-me a ajoelhar.
_“Nem de brincadeira,nem em festa nenhuma,ela conseguirá que eu me ajoelhe” penso eu.
_”Levem-no” é a ordem dela.
Duas mulheres,vestidas com uma espécie de lençol preto,me levam e me trancam numa cela.
Estou revoltado,com fome e sede.Tento tirar a tal canga e só consigo arranhar meu pescoço e pulsos.
Mal tenho tempo de pensar direito em como fazer para sumir dali,quando entram três mulheres.Uma delas é jovem,muito gorda,cabelos e olhos bem claros.Traz vestida uma túnica vermelha e sandálias douradas.Muitos enfeites (acho exagerada)e maquiagem.Uma outra,também loura,porém bem alta e magra,veste uma túnica roxa transparente,sem calcinha,depilada.Traz cordões prateados nos cabelos,pescoço e braços.Calça sandálias prateadas de saltos altíssimos.A última é morena,bem pequena,cabelos pretos soltos abaixo dos ombros,veste um macacão preto bem colante e botas também pretas.Nenhum enfeite ou jóia,somente uma forte maquiagem.
_”Creio que precisamos amansar o menino”,diz esta última,rindo para as companheiras.
_”Um garanhão a ser domado”completa,em risos,a gorducha.
Eu havia me agachado,na defensiva,embora soubesse que estava em absoluta desvantagem,ali.
A loura alta,não diz nada,me puxa com firmeza,tira a canga e prende algemas em meus pulsos.Em seguida,manda que eu me deite numa cama alta que há ali.
_”Venha aqui,Aldréa!” chama.
Uma mulher,que estava escondida,pela penumbra,se aproxima,de olhos baixos.Está completamente nua.É muito branca e tem cabelos ruivos bem longos.
_”Faça esse moço se animar”foi a ordem.
Aldréa pega o meu pau e massageia num movimento masturbatório.
Um calor invade meu corpo e comichão se espalha pela minha virilha.Num ímpeto, ela põe meu pau na boca e inicia um sexo oral inebriante.Juntando mãos e boca ela é perita no assunto.Volteia minhas bolas,suga e lambe a cabeça,alternadamente.Esqueço da presença das outras mulheres.
Estou viajando no tesão quando ela é arrancada dali.
_”Chega Aldréa! a Senhora Kenya irá usá-lo agora.”A loura alta cobre meu lambuzado pau com um preservativo,sobe na mesa, monta nele,passa a cavalgar,vigorosamente.Ela se contorce e se realiza.Eu imaginando quando eu iria gozar.Ela sai,sem antes me dar uns tabefes na cara.
_”Vá Aldréa,prepare o moço para a Rainha Dafne!”.
Aldréa tirou o preservativo e colocou meu pau durinho de novo.
Como antes,sem que eu tivesse gozado,a morena pequenina sobe na mesa e monta meu pau.Num frenético vai e vem,ela grita no espasmo do orgasmo.Ela percebe que vou no embalo dela e me cobre de tabefes na cara,o que faz meu pau murchar,de imediato.
_”Vai usá-lo,Rainha Cérida?” pergunta a Senhora Kenya para a gordinha.
_”Sim,claro querida!” e ela se aproxima de mim soltando meus braços e pernas.
_”Deita aí” ela me direciona para um pequeno móvel que se parece com uma comprida mesa de centro de sala de estar.Possui argolas nas extremidades. Deito e ela prende meus braços e pernas,naquelas argolas,e tira a minha mordaça.
Sem calcinha,ela senta na minha cara e começa a se esfregar na minha boca.
_”Chupa!” é a ordem.
Somos,antes de qualquer coisa,animais.Nada melhor, para excitar um macho, do que o cheiro de uma fêmea.O aroma da xana,o perfume da pele me animaram o suficiente para cumprir aquela ordem da forma mais satisfatória possível,apesar das circunstâncias.Num espasmo,ela se contorce em gozo. Chupo e engulo todo o sumo de prazer que ela me oferece.
“Esta parte,da festa,até que está ficando boa” eu penso.
As três saem e me deixam atado àquela mesinha,não sem antes comentar com Aldréa:_”Cuida do moço,Aldréa.Faz a festa dele! hahahahaha” e,esvoaçantes, se retiram,risonhas.
Aldréa cobre meus olhos,com uma venda,senta-se no chão,pega meu pau e inicia um delicioso sexo oral.Técnica perfeita,leveza e força se alternando corretamente.Depois de tantas investidas anteriores,agora eu sou livre para sentir aquele prazer.Deixo rolar a agradável sensação daquelas mãos,daquela boca,daquela língua.
(continua)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O LEGADO DE SADE


Poucos personagens terão sido, ao longo de toda a história da literatura, tão unânimemente repudiados como Sade. Esta repúdia, claro está, encontra a sua razão de ser no conteúdo da grande maioria dos seus livros, livros estes que nada mais parecem ser do que tratados sobre práticas sexuais, no mínimo, aberrantes.Pondo de lado as considerações sobre o cariz bizarro da sexualidade de Sade, cariz esse que percorre as suas obras, será importante pensarmos na produção literária do Marquês como um exemplo incontornável de um espírito de revolta.Neste sentido, bem sabemos que a história da humanidade é feita de rupturas mais ou menos violentas com a ordem moral vigente. Assim sendo, parece-me ser um erro atroz reduzir Sade a um mero escritor de livros pornográficos de muito mau gosto. O gosto, ou a falta dele, é uma questão que compete apenas ao escritor e, claro está, ao leitor.
Agora, enclausurar a vida de Sade, conceptualizá-la dessa forma tão redutora, é uma estranha forma de analfabetismo histórico. Sade não é um homem deste início de Sec. XXI. Sade foi um homem que viveu no século XVIII, numa França que por várias vezes, devido aos seus livros (e também devido a algumas das suas práticas sexuais) o condenou à prisão e, também, à morte. Aliás, apenas por ter "conhecimentos" escapou a esta sentença. A pergunta impõe-se, então: Sade foi condenado à morte porquê? Por causa daquilo que escrevia. E é aqui Sade se distingue daquilo que poderia ter sido um mero pornógrafo do Séc. XVIII. Ele correu esse risco e nunca deixou de escrever, nem nunca suavizou os relatos sexuais das suas obras. A França da Tomada da Bastilha, assim como a França precedente e a que àquela se sucedeu, tudo fizeram para calar a voz de um homem que reclamava um direito que, a todos nós, hoje, parece elementar: liberdade de expressão.Sade foi um incorrígivel espírito revoltado contra o seu tempo, um tempo que o quis calar. Por isso mesmo, e por nada mais, Sade faz, mais de duzentos anos depois, parte da história da literatura. Pela ruptura que impôs e, principalmente, por nunca ter cedido em algo em que acreditava profundamente: a sua liberdade criativa.Sade não passou à história por causa da pornografia e do sadismo em si próprios. Qualquer estudante de História sabe que textos e gravuras pornográficas existiam antes de Sade. Sade chocou o seu mundo por causa disso? Ainda hoje, pelos vistos, choca o nosso. Mas o que lhe garantiu um lugar na história foi a sua crença de que, acima de todas as concepções morais, se encontrava a sua liberdade criadora.Não criava nada que valesse a pena ser lido? Discordo, porque há que saber enquadrar as épocas em que as coisas foram escritas. No entanto, hoje isto é consensual, mal estará a arte quando tiver que se subjugar a princípios morais. No tempo de Sade era assim. Hoje, por vezes, ainda o é. Sade não seguiu essa regra e foi livre na sua expressão artistíca. Foi esse, em última análise, o mais importante legado que a obra de Donatien Alphonse François de Sade nos deixou.

(Ricardo Simães)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

ESCRAVOS SEXUAIS



Uma categoria de pessoas,que está presente no universo BDSM,e merece ser reconhecida,por sua particularidade,é a dos(as) escravos(as) sexuais.Nem sempre são submissos (as) ou masoquistas e,o seu prazer está em “viajar” e cumprir as fantasias sexuais do(a) Dono(a).
Não curtem dor, nem humilhação,preferem ser usados(as) em jogos sexuais,os mais arrojados.
Poderiam estar na categoria de libertinos(as) por escolherem o caminho da liberdade sexual absoluta sem freios ou inibições.
Gostam,tb,de ser valorizados(as) por esta liberdade e são parceiros(as) inestimáveis quando o TOP partilha desta preferência.Por outro lado,exigem criatividade e igual liberalidade por parte do TOP.
Reconhecem-se e se colocam como escravos(as), dispostos(as),que estão,a vivenciar um universo de sensações,as mais exuberantes e sem fronteiras.
Podem ser fetichistas,ou não,mas fazem,desta prática, mais um portal de exercício da liberalidade.
Tê-los(as),é contar com parceiros(as) que fazem do próprio corpo,o seu instrumento de realização e prazer.

(Castelã_SM)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 12


Acordei,sem saber,exatamente onde,convivendo com aqueles sons campestres,tentando lembrar se a festa acontecera ou não.A que pretexto eu estaria ali,imobilizado?A venda fora retirada mas,em compensação,estava com uma bola na boca,presa na nuca,por um elástico.Meus pulsos, algemados, sem possibilidade de retirar a mordaça.
Seria um seqüestro e, eu mesmo,fora conivente,indo em direção aos meus seqüestradores,por minha livre vontade?
Eu não sou,e minha família também não é,rica o suficiente para motivar tal atitude em alguém.Meus pensamentos estavam confusos.Não conseguia raciocinar com clareza.
E o espetáculo que presenciara com Almathéa ,Ésper e os dois homens? O que poderia significar aquilo tudo?
Passos vêm em direção à cela. O ferrolho é aberto e o mesmo rapaz,que dirigira o carro,aparece sorridente,acompanhado de Ésper.Ainda vestido com a mesma fantasia,traz um jarro,uma bacia,uma toalha e uma canga de metal.
_”Que bom que você acordou a tempo da festa” disse,assim que entrou. ”Trouxe água para que se lave e venha comigo” concluiu.
_”Vamos lhe colocar esta canga,para tornar sua fantasia mais real.”
Meu sangue ferveu.”Que brincadeira era aquela? De onde ele imaginava que eu colocaria aquela peça prendendo minha cabeça e minhas mãos feito um condenado?”são meus pensamentos.
Eu não posso falar nada,tendo a mordaça.Apenas consigo grunhir algo ininteligível.Meus olhos,faiscando,devem dizer da minha raiva e estupefação.
_”Olha,a Rainha Sarita me disse para não prestar atenção aos seus fricotes.Você já deve saber que ela manda aqui e deve ser obedecida.Agora anda,comece a se lavar para irmos à festa”.
Ato contínuo,soltou um pouco da corrente que prendia meus pulsos.Tirou a minha mordaça.
_”Que brincadeira é essa rapaz? Isto é um seqüestro?Aviso já, que não tenho tostão para pagamento de resgates.Minha família,também, não tem nada para trocar por mim.”desandei a falar,nervoso,sem parar.
O rapaz soltou uma gargalhada.
_”Seqüestro?resgate?Você está “viajando”,cara! Isto é uma festa.Por motivos,que você entenderá mais tarde,é necessário este tipo de atitude. Não “esquenta”,tudo vai ser só alegria,pode acreditar” respondeu,com a maior calma.
_”Fica tranqüilo,meu amigo,aqui ninguém quer lhe fazer mal” completa Almathéa,que com a ajuda de Ésper ,também já se encontra pronta para a tal festa.
Decido lavar rosto e braços,me enxugando bem devagar.A canga é colocada em meu pescoço,a mordaça é ajustada e saímos.
Estou apreensivo.Começo a transpirar,abundantemente.Minha respiração é irregular e a saliva escorre pelos cantos da boca,já que não consigo fechá-la.
Os corredores são compridos e,como a cela, parecem cavados em pedra.Um aroma de almíscar está presente por todo o trajeto.Talvez incenseiros estejam ali,mas não vejo nenhum.
Passamos por outros cubículos,iguais àquele onde eu estava.
Estão vazios,não vejo ninguém.Eu estou curioso e amedrontado.
“Em que embrulhada estou metido?” Minha cabeça trabalha, incansavelmente, tentando descobrir que coisa é essa em que estou envolvido.
Após alguns minutos,descemos uma escadaria.Ouço barulho de água caindo e o cheiro de água fresca chega às minhas narinas.Saímos num salão abobadado. Uma caverna enorme,ao longo da qual corre uma espécie de riacho subterrâneo.

(continua)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

(Maga® e rolf sunflower)



Aos meus pés
te esparramas,
macio tapete és...

Esmago este corpo
que é meu
e é escopo
de insano prazer
de invadir,perverter...

Gemidos embalam
meu tesão.
Somos inteiros,
tomo,me dás...

Teu estremecer
me umidece,
tua dor
me embriaga

Divago em ti...

Vergões em tua carne,
carne vergada,
estridente o silêncio
de tuas lágrimas...

Reino absoluta,
gozo em teu olhar...


(Castelã_SM)

sábado, 20 de outubro de 2007

BODY MODIFICATION


De uma forma bem ampla,pode-se dizer que “body modification” é qualquer tipo de transformação deliberada que se faça no corpo humano,de forma definitiva ou não.
Pode ter motivação religiosa,cultural,rebeldia e estética.
Como exemplos,tem-se:a circuncisão masculina como motivação religiosa,circuncisão feminina ou tatuagem como identidade de grupos(motivação cultural),piercings e algumas espécies de amputações que têm,como motivação,a rebeldia e os implantes de seios e nádegas ou amputação de costelas(para cinturas de vespa) como motivação estética.
Existe uma grande variedade de práticas que levam à ”body modification”.
Das mais antigas e populares é a tatuagem, tem registro no antigo Egito;segue-se a ela,em popularidade,o “piercing” colocado nos mais variados locais do corpo;as pinturas presentes em sociedades dos mais diversos níveis;mais contundentes são o “branding” (queimadura), a escarificação(feita com navalha,ou bisturi,ou lâminas) e amputação (ex: castração ou, ainda,remodelagem de pés e mãos a partir da amputação de dedos);as injeções de substância salina proporcionam uma modificação momentânea pois o organismo vai absorvendo o líquido,aos poucos, e o intumescimento desaparece;os implantes podem ser estéticos ou médicos e podem ter um efeito definitivo ou temporário,dependendo do caso.
Em se tratando de BDSM,qualquer uma dessas práticas pode vir a ser usada,e,cada uma delas, merece um artigo específico.
É necessário,porém,ficar atento ao SSC e às regras de segurança em relação à saúde do(a) escravo(a).
O TOP que tiver interesse em utilizá-las deve procurar alguém, com experiência e conhecimento, para aprender e empregar com os devidos cuidados.
(Castelã_SM)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 11

No fundo,da caixa,um bilhete.
_”Para um baile à fantasia.Hoje à noite.”
Sem assinatura mas, com um perfume que me reportava a uma remota lembrança. Eu já havia sentido aquele aroma e,como sempre desligado de coisas que considero insignificâncias,nem me lembrava de onde.
Concluí que se tratava de um engano,pois não havia marcado nada desse tipo com ninguém.Dei início ao meu ritual de todas as manhãs,banho,barba, terno, rápido café e trabalho.
O trânsito não dava folga,sempre engarrafado.Liguei o som e uma melodia da trilha sonora d’O Pianista invadiu o carro.
O escritório estava numa movimentação só, com a finalização do meu contrato irlandês.
A todo momento, alguém adentrava minha sala fosse para cumprimentar, fosse para esclarecer algo.
Num desses momentos,o telefone tocou e uma voz quente e agradável perguntou:
_” Gostou do presente?”
_”Era,realmente, para mim?” perguntei,rebuscando na memória,quem poderia ser a voz misteriosa.
_”Sim,claro.Esqueceu que combinamos um encontro hoje à noite em frente ao supermercado?”
Ahhhhhhh! A mulher da praia,outra vez.Descobri,num momento, que não sabia o nome dela.
_”Por falar nisso,qual o seu nome?E como descobriu meu endereço e este telefone?” derramei as perguntas,intrigado.
_”Segredos de mulher” e riu,gostosamente.
_”Quer dizer que teremos uma festa à fantasia,hoje?” entrei na brincadeira.
_”Uma especialíssima festa.Vá com a roupa que lhe mandei.” acentuou.
A autoridade dela me incomodava.Parecia que não iria admitir ser contrariada.
_”Estarei à sua espera,na hora marcada” concluí,apressado,pois era solicitado para uma reunião.
_”Estarei lá.Tchau” e desligou.
Embora ela não fosse nenhuma deusa de beleza,possuía a atitude de uma Vênus.
A movimentação,no escritório fez com que ela deixasse de ser prioridade nas minhas preocupações.
No retorno para casa,o trânsito sempre engarrafado e uns pingos de chuva, no painel,fizeram meu humor descambar para o negro.
Ansiava por um banho morno,relaxante, e um bom filme na TV.
Ao chegar em casa,vi a caixa com a fantasia ainda,aberta no sofá.
_”Hiiii.A tal festa à fantasia”,lembrei.
De molho na banheira morna,ainda estava me decidindo se iria à festa ou não, o interfone tocou.
-“Quem me faria uma visita a esta hora? E sem avisar?”pensei aborrecido.
_”Um recado para o senhor,aqui na portaria.” Comunicou o porteiro.
_”Manda alguém entregar aqui.Estarei aguardando” respondi.
“NOSSO COMPROMISSO ESTÁ DE PÉ.NÃO ESQUEÇA.”
Este o teor do bilhete.
_”Quanta insistência!” começava a pensar que havia me deparado com uma psicopata,perseguidora de homens.Decidi pagar p´ra ver.Iria à festa.
À hora combinada, estava eu,vestido com meu melhor terno,trazendo por baixo a tal fantasia.
Um carro se aproximou de mim e um rapaz,já fantasiado,disse:
_”Você é o convidado da Rainha Sarita?”
Pela fantasia que ele levava,igual a minha,deduzi ser este o nome da minha misteriosa anfitriã e, ele,o enviado para levar-me à festa.
_”Sim.Sou eu”
_”Não está fantasiado?” perguntou surpreso.
_” Minha fantasia está por baixo do terno.”
Assim que entrei no carro,duas fortes mãos me vendaram, com, o que presumi fosse, uma tira de pano grosso.Meus pulsos foram algemados.
Fiquei assustadíssimo mas, sequer tive tempo de esboçar qualquer reação porque algo me foi dado para cheirar e perdi os sentidos.
(continua)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O PRESENTE DE UM AMIGO


PARA CASTELÃ

No Castelo do poder
És o sonho mais sonhado
És a dor e o prazer
O perdão e o pecado
És toda a luz do verão
Tens o gosto da manhã
És o riso da razão
És SENHORA CASTELÃ


(poeta_rj)

RETORNANDO


APÓS ALGUNS DIAS DE REPOUSO FORÇADO ESTOU DE VOLTA.
FELIZ AQUI,POR CONTINUAR A PREENCHER ESTE ESPAÇO QUE ME PERMITE RECEBER AMIGOS ANTIGOS E FAZER NOVOS.
ESTEJAM À VONTADE...SIRVAM-SE DE CAFEZINHO...RSRS

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

AFASTAMENTO



A MAGA® ESTÁ DODÓI...POR ESSE MOTIVO ESTE BLOG FICARÁ ALGUM TEMPO,SEM ATUALIZAÇÃO...ATÉ BREVE!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

CONFECÇÃO DE ACESSÓRIOS: CINTO DE TACHINHAS

Material necessário:

2 cintos de 1,50m
1 caixa de tachinhas de metal
cola de contato
spray para metal

Como fazer:

Corte a fivela e a parte de furos de um dos cintos.
Distribua as tachinhas “enfiadas” no cinto menor.
Vaporize com o spray as tachinhas (na parte de cima e de baixo).

Aguarde secar.
Centralize o cinto menor,no maior.
Passe cola nas faces interna do cinto maior e externa do cinto menor de modo a prender as tachinhas.

Aguarde 5 minutos e cubra um com o outro.
Espere secar e use .

(Castelã_SM)



segunda-feira, 1 de outubro de 2007

PRA QUEM AINDA VIER ME AMAR


Quero dizer que te amo só de amor.
Sem idéias,palavras,pensamentos.
Quero fazer que te amo só de amor.
Com sentimentos,sentidos,emoções.
Quero curtir que te amo só de amor.
Olho no olho,cara a cara,corpo a corpo.

Quero querer que te amo só de amor.
São sombras as palavras no papel..
Claro-escuros projetados pelo amor,dos delírios e dos mistérios do prazer.

Apenas sombras as palavras no papel.

Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes.
Fátuas sombras as palavras no papel.

Meu amor te escrevo feito um poema de carne,sangue,nervos e sêmen.

São versos que pulsam,gemem e fecundam.
Meu poema se encanta feito o amor
dos bichos livres à urgência dos cios e que jogam,brincam,
cantam e dançam fazendo amor como faço o poema.

Quero a vida as claras superfícies onde terminam e começam meus amores.
Eu te sinto na pele,não no coração.
Quero do amor as tenras superfícies
onde a vida é lírica porque telúrica,
onde sou épico porque ébrio e lúbrico.

Quero genitais todas as superfícies.

Não há limites para o prazer,meu grande amor,mas virá sempre antes,
não depois da excitação.

Meu grande amor,o infinito é o recomeço.
Não há limites para se viver um grande amor.
Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo.

Não há limites para o fim de um grande amor.
Nossa nudez,juntos,não se completa nunca,
mesmo quando se tornam quentes e congestionadas,
úmidas e latejantes todas as mucosas.

A nudez a dois não acontece nunca,
porque nos vestimos um com o corpo do outro,
para inventar deuses para a solidão do nós.
Por isso a nudez,no amor,não satisfaz nunca.
Porque eu te amo,não precisas de mim.
Porque tu me amas,eu não preciso de ti.

No amor,jamais nos deixamos de completar.
Somos, um para o outro,deliciosamente desnecessários.
O amor é tanto,não quanto.Amar é enquanto,portanto.Ponto.

(Roberto Freire)

sábado, 29 de setembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 10


Aqui no Brasil,fui recebido com festas no escritório.Meu gabinete estava enfeitado com flores e uma garrafa de champanhe gelava, num balde, sobre a minha mesa.
Meus companheiros vieram me cumprimentar e meu chefe deu a ordem para que o champanhe fosse aberto e distribuído a todos.
Foi um sem fim de explicações e esclarecimentos a dar.
Por fim,deram-me a tarde livre.Ao chegar em casa,minha intenção era relaxar.Dias e dias em outros países me deixaram saudoso de um bom churrasco e uma suculenta feijoada.
Saí para almoçar num restaurante bem perto.
O aroma me atraía feito abelha e mel.
Um grande burburinho de pessoas falando,bebendo, mastigando.
A alegria de sabores e cheiros no ar.
Já me deliciava com torresmos,lombos e lingüiças,quando senti que alguém me olhava intensamente.
Virei-me,discretamente,como estivesse à procura do garçom.
Numa mesa, pouco atrás da minha, estava um casal com um menino de uns seis anos.O homem falante,com certeza,eu não conhecia.Tampouco o pequeno guri que se distraía com os frascos de sal e palitos.A mulher,no entanto,era conhecida. E me olhava,fixamente.De onde eu a conhecia? Procurei na memória e não consegui me lembrar.
Concluí meu almoço,satisfeito e voltei para casa me entregando a uma sesta restauradora..
Por conta da viagem,minha despensa estava, a zero, faltando alguns pequenos itens diários, tais como café,yogurte,pão integral, estas coisas.Ao final do dia,decidi ir ao supermercado suprir estas necessidades.Eu gosto da loja aberta, bem tarde da noite, por estar menos tumultuada.Gosto,também, de olhar e analisar ,demoradamente, cada produto novo que aparece.Descobrir novas formas de embalagem, novos ingredientes empregados,novos rótulos com desenhos e cores criativos, representa lazer para mim.Satisfeito com minhas compras e já me dirigindo ao caixa,,ao sair de um corredor, esbarrei num carrinho,empurrado por uma mulher, trafegando na direção contrária.
_”Uau...mil perdões, senhorita” disse ,automaticamente,me desculpando,sem olhar diretamente a pessoa em questão.
_”Você é sempre estouvado assim?” aquela voz eu conhecia.Olhei, atentamente, minha interlocutora e reconheci a mulher do restaurante.
_”Já nos conhecemos?” me surpreendi,com tamanha intimidade.
_”Ulala...me esqueceu!!!!”sorriu, meio a contragosto.
Rebusquei minha memória e a mesma sensação do restaurante me retornou.Eu a conhecia,sim,mas de onde?
_”Ainda continua exibicionista com o seu galante e enorme instrumento?” riu de maneira safada.
A praia.De pronto,lembrei.A mulher da praia.
_”De novo por aqui? Lembro que não é da cidade.”
_”Sim,meu marido veio para um congresso e estou aqui para acompanhá-lo.Trouxe o meu filho também.”
_”Eu os vi na hora do almoço” conferi.
_”Sim,exato.Estávamos juntos à hora do almoço.Eu vi você mas, tenho certeza,não fui reconhecida”.
_”Já faz algum tempo e não sou bom de memória visual.”
_”Quero vê-lo amanhã, sexta feira.Início de um promissor fim de semana.Será possível?”perguntou séria.
Gaguejei alguma coisa, a nível de desculpa, mas fui interrompido.
_”Amanhã,a esta hora,aqui em frente.Estarei esperando.Não se atreva a faltar,hein!”disse com autoridade e animação.
Eu ainda estava rindo,quando cheguei em casa.
_”Quanta autoridade”, pensei.
_”Até parece a Rainha de Sabá”.
_”Até parece que manda em mim.Quanto atrevimento.Deixa estar,vou lhe mostrar quem sou eu.”conclui.
Depois de haver guardado,cuidadosamente,todas as compras,saí em busca do guardanapo, que ela havia me dado na praia, para contatá-la no dia seguinte,desmarcando o encontro.Não encontrei.
A água morna do banho deixou-me relaxado e quando me deitei,apaguei num sono sem sonhos.
Pela manhã,um som intermitente e irritante me despertou.Era a campainha do interfone.
_”Sr. Marco,uma encomenda para o senhor.Posso mandar subir?” comunicou o porteiro.
_”Sim,José.Manda subir.”
Era uma caixa embrulhada com papel laminado prata.Em seu interior havia uma espécie de fantasia de gladiador,em couro preto.Uma armação cheia de argolas para o corpo e uma minúscula sunga,além de uma sandália só de tiras.
Fiquei encucado com os objetos.Não poderia imaginar quem, e para que, me enviaria algo assim.

(continua)

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

À ESPERA



Tudo à espera...

Chicote indócil em minhas mãos,
Algemas famintas,
Grilhões inconformados.

O silêncio clama por gemidos e gritos...
A Deusa aguarda a hora da oferenda

Horas e minutos se arrastam de propósito
Trazendo ansiedade à esta expectativa

O teu chegar indecente e atrevido
Trará vida a esta exasperada parafernália

E eu?

Eu espero por
Tua sombra a meus pés
Tua sedosa língua em minha pele
Teu corpo quente em eterna oferta
Teus esgares de reprimido prazer
Teus píncaros sons de feliz dor...

E tudo será Alegria...rs

(Castelã_SM)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

HIPEROXIGENAÇÃO


Esta prática consiste em “embebedar” o bottom com oxigênio.Isto é... num processo de inspiração e expiração aceleradas a quantidade de oxigênio absorvida é maior do que aquela que recebemos no processo de respiração normal.
A inspiração se dá pela boca e a expiração se dá pelo nariz,de forma acelerada.Deve-se ter lencinhos de papel,disponíveis, porque há uma expulsão, de muco,pelo nariz.
Após uns vinte minutos, o bottom manifesta uma reação de “sonhar”,através de diversos sons.Ele está “vendo” imagens do subconsciente.
Neste momento,com palavras suaves,ditas ao pé do ouvido,o TOP pode “orientar” o sonho.Criar situações de dominação que o bottom vai viver no sonho.
Viver a experiência por dez minutos.
Todas as vezes em que usei esta técnica,o bottom relatou sensações de extrema felicidade.
Para retornar à realidade o bottom retoma sua respiração normal e em poucos minutos volta à normalidade.

(Castelã_SM)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 9

Novamente o gongo.
_” Você sabe por que está sendo punido,Little Dog(pequeno cão)?”
_”Yes,my Master!” (sim,meu Mestre) tornou o escravo.
_”Reconhece a gravidade de sua falta?”a voz do Great Guardian era tonitruante.
_”Yes,my Master!”
_”Reconhece a benevolência de sua punição,com toda a comunidade presente?”
_”Yes, my Master!” a voz do escravo transformou-se num sopro.
O gongo,outra vez.
A orquestra deu início a um trecho gregoriano que invadiu o ambiente e me causou arrepios.
Great Guardian calçou as luvas e abriu a caixinha.Vi algumas agulhas ali.Fiquei matutando para que serviriam.
Uma das mulheres que o prenderam,iniciou um sexo oral no escravo.Completou-se uma, já iniciada, ereção.
Um chumaço de algodão, molhado no tal líquido da garrafinha, foi passado em toda a extensão do pau.
Uma a uma, as agulhas foram sendo cravadas no prepúcio,de um lado a outro.
O escravo iniciou urrando.Após umas bofetadas, grunhia apenas.
Ao todo,dez agulhas estavam presas ali.
Na última,pensei que eu fosse perder os sentidos.Ela foi cravada na glande,passando de um lado a outro, parecendo um piercing.
Lágrimas escorriam pelo rosto do escravo. Impressionantemente,ele continuava ereto e assim permaneceu pelo tempo em que esteve preso ali.
Vários carrinhos com iguarias e bebidas,foram servidos aos presentes,todos indiferentes aos gemidos do supliciado.
Bebi fartos goles de suco para me acalmar.Vi Edward ,ao longe.Ele fazia sexo oral num homem.
Consultei o relógio.Três horas da manhã.Estava, emocionalmente, exausto.
Haviam sido muitas as cenas fortes e que eram novidades para mim.Na minha ótica,tudo o que eu havia presenciado, constituía-se algo surrealista e medonho.Minha surpresa tinha a ver com o meu próprio tesão.Em alguns momentos, eu havia ficado tão excitado que quase não contive o desejo de me masturbar,só não o fazendo por pura inibição num ambiente tão austero, embora tão libertino, também.
Percebi que Little Dog fora libertado das agulhas e jazia deitado aos pés de uma corpulenta mulher,que eu soube mais tarde,era sua verdadeira “Owner”(dona).
A música se tornou intensa antevendo o fim da grande festa.No ar, pairava a sensação de adeus.
Minhas roupas me foram entregues e,em alguns minutos, Edward estava a meu lado pronto para irmos embora.
Nada conversamos,durante a viagem de volta.Eu estupefato,ele receoso.Ficamos de nos ver,no dia seguinte,à tarde,no escritório.
No hotel,caí na cama e dormi um sono agitado pelas imagens que presenciara e que não saíam do meu subconsciente.
Na tarde seguinte,dentro do táxi,seguindo a Malone Road em direção ao escritório, eu ainda mantinha viva na memória,as sensações da noite anterior.
A finalização das negociações se daria no escritório da Mc Corbik Co.,a empresa que passaria a ser nossa parceira na Europa.
Chegamos um pouco mais cedo e ficamos aguardando numa aconchegante saleta,saboreando uma caneca de café.
Pontualmente,fomos convidados a entrar no gabinete do diretor comercial.Sentada,atrás de uma enorme mesa do século XIX,estava a mulher que havia me supliciado.
_“Welcome,Mr Andreanetti” a mesma voz rouca e atraente,rosto sorridente.
_”Let’s go to finish this contract.(Vamos finalizar este contrato).It’ll be successfull”(Ele será próspero).
Edward me fez um imperceptível sinal com a cabeça. Compreendi ,então, o motivo de ter sido convidado àquela surreal festa.
Tendo terminado o trabalho burocrático de infinitas assinaturas e carimbos,saí dali, passei no hotel,pequei minhas malas e segui para o aeroporto.Edward me acompanhou e confidenciou, ao despedir-se de mim.
_”Se você não tivesse ido àquela cerimônia,meu amigo,não teria havido assinatura nenhuma,percebeu?”
_”Entendi perfeitamente,meu caro.Até uma próxima,fique bem.”

No avião, apreciei a paisagem até desaparecer.Entrei nas nuvens,rumo ao Brasil.

(continua)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

ESCULTURA

Marmórea peça...
do teu desejo,
sem forma.


Imóvel espera...
Os golpes do cinzel
do meu prazer.



A investida avança,
curvas brotam,
lágrimas vertem.



Esgares de tesão...
gemidos de satisfação.



Posse e entrega..
Volúpia desenha,
Rasgos e sulcos,

Finda a imagem!


Obra pronta
de nítida forma,
concreta

se transforma.


Sem meu traço
teu prazer
perde espaço.


Inseparáveis ...
criadora/criatura


Juntos,
na finalização...
desta escultura.




(Castelã_SM)

domingo, 16 de setembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 8

Manipulou-os me propiciando enorme prazer.
Eu estava duro.Sem que eu me desse conta,senti ganchos me aprisionando.A dor que eu senti ,veio parar na coluna.Murchei.Sua língua quente e fogosa me cobriu de carinhos e,apesar do incômodo dos ganchos,meu pau se impôs respondendo, satisfatoriamente, aos intentos dela.
Um calor insuportável me fez soltar grunhidos de dor.Eram as gotas ,de parafina quente, derramadas no meu intrépido órgão de prazer. Ela riu e cochichou em tom firme,”Be quiet”(Fique quieto).
Senti suas mãos apertarem meus mamilos,primeiro mansamente,depois fortemente.Gritei.”Shhhhhh” ela sibilou de novo:”D’ont worry.That’s funny”.Continuava rindo.E saiu.
Eu fiquei preso àquela cruz sem ter a quem recorrer.Todos estavam ocupados consigo mesmos e seus parceiros.Uma jovem presa à uma outra cruz apanhava de chicote.As duas mulheres que a surravam riam de suas lágrimas.Um homem grisalho,nu, preso a um cavalete, era enrabado por um outro que lhe dava palmadas na bunda. Dois homens ajoelhados lambiam e chupavam os pés de uma mulher sentada numa espécie de trono.Ela, com um chicote,fustigava-lhes as costas.
Uma outra,suspendia,por um gancho,preso ao teto,um homem com o corpo todo desenhado por cordas,num labirinto interminável de nós.
Igualmente,um homem,com a mesma perícia com cordas,suspendia uma jovem,de cabeça para baixo.
Havia até uma múmia toda enrolada em bandagens,apenas com a bunda de fora,apanhando com uns acessórios de tiras.

Havia um espaço,de penumbra,que não me permitia ver o que acontecia lá.
O som da orquestra,o aroma dos incensos,aquelas imagens que pareciam surrealistas,para mim,tudo contribuía para uma sensação de irrealidade.
De repente,o som de um gongo se fez ouvir.
Um canhão de luz foi direcionado a um nicho no alto,de onde pendia uma gaiola.Um homem estava guardado ali.A gaiola foi trazida para o centro do salão.
A música tornou-se ensurdecedora e histérica.
Vários canhões de luz foram acionados produzindo arcos de luz giratórios e coloridos. Parecia que se estava chegando ao ápice daquele evento.
Um homem imenso, vestido como um vampiro com uma longa capa de seda preta,com seus quase dois metros de altura e uns 180 quilos, acercou-se da gaiola. Puxando o engaiolado para fora,de pronto , lhe aplicou uma série de bofetadas.
Reparei a imediata ereção do homem que apanhava.Ele ajoelhou-se, beijou os pés de seu algoz e agradeceu o castigo.
_” Pensa que é só isso?” urrou o grandalhão.”Sua falta merece algo mais contundente, para que não a repita NUNCA MAIS”, deu ênfase especial a estas duas últimas palavras.
Em seguida,chamou duas mulheres,vestidas com túnicas de tecido preto,transparente,sem calcinhas e descalças.
_”Amarrem-no!” foi a ordem.
As duas puseram algemas de couro nos pés e nas mãos do acusado e o prenderam numa das cruzes,a maior delas e colocada num patamar mais alto do que as restantes.
Um sinal foi dado a um jovem e este aproximou-se trazendo um carrinho onde haviam vários acessórios.
A mulher que havia me supliciado,apareceu e me soltou.Urrei, quando os ganchos foram retirados tal o insuportável da dor.
_”Let’s go”(vamos) ordenou e puxou-me pela mão de modo a nos aproximarmos mais da cena central.Estava tão curioso frente ao evento que esqueci que estava completamente nu.
” Great Guardian Arthur!” ela apontou solene, para o grandalhão.
_”Little Dog,the slave” (pequeno cão,o escravo)apontou para o homem preso na cruz.
No carrinho, vi velas,isqueiro,um pote com algodão,um vidro com algum líquido,luvas cirúrgicas e uma caixa fechada que não deu para saber do que se tratava.
A música parou ,subitamente.Silêncio total.As respirações,em expectativa, audíveis aos ouvidos mais sensíveis.O canhão de luz direcionado ,unicamente,para os protagonistas da cena.

(continua)