Bettie Page "pin-up"ícone da década de 50
sábado, 30 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
A SAGA DE UM ESCRAVO:CAPÍTULO 30
Minhas férias chegaram.Embora já tenha viajado, por quase todo o mundo,a trabalho,decidi fazer um cruzeiro marítimo. Rápido,nada muito longo,porque tenho receio de que vou enjoar e perder o prazer da viagem.
Semana passada, fiz reserva num pacote,para seis dias,visitando a região do Caribe.Depois de deixar tudo encaminhado no escritório,consigo me preparar, com armas e bagagens,para o meu merecido descanso.
À hora aprazada estou embarcando num belíssimo transatlântico rumo ao meu destino.
À hora aprazada estou embarcando num belíssimo transatlântico rumo ao meu destino.
Entrar num transatlântico desses é uma surpresa inimaginável.Eventos glamourosos, espetáculos e uma infra-estrutura de hotel cinco estrelas.É possível encontrar uma infinidade de serviços que variam desde os convencionais, bar, restaurante, salão de beleza até cursos de mergulho, dança e culinária.Incluem-se aí as opções de entretenimento que oferecem leilões, shows, cassino e teatro.A área de lazer com piscinas de vários tamanhos e profundidades,salas de tratamentos variados e os mais diversos exercícios como campo de golfe e quadra de tênis.
O esplendor das acomodações,o luxo das dependẽncias,os menores detalhes cuidados com esmero e delicadeza.Tudo para impressionar,positivamente,aos passageiros.
De pronto,me acomodo na cabine,que quis,só p'ra mim.Curto privacidade e não me permiti viajar com outra pessoa.É ampla e elegante.No primeiro piso (é duplex) salas de jantar e estar.No primeiro andar,uma cama king-size e o banheiro ,onde poderei relaxar numa hidro.A roupa de cama e as toalhas,da melhor qualidade,perfumadas e, artisticamente, dispostas nos aposentos.
De pronto,me acomodo na cabine,que quis,só p'ra mim.Curto privacidade e não me permiti viajar com outra pessoa.É ampla e elegante.No primeiro piso (é duplex) salas de jantar e estar.No primeiro andar,uma cama king-size e o banheiro ,onde poderei relaxar numa hidro.A roupa de cama e as toalhas,da melhor qualidade,perfumadas e, artisticamente, dispostas nos aposentos.
Arrumo minhas coisas nos armários e vou dar uma volta para conhecer este exemplo de luxo e conforto, que me abrigará por uma semana, me oferecendo diversão e lazer.Escolho uma bermuda branca,camisa de listras marinho e brancas,sandálias marinho.
Depois de percorrer longos corredores acarpetados chego ao hall das escadas e desço para o espaço de lojas, buscando uma saída para o convés.
Num dos quadros de aviso está afixado um deles anunciando,para início do cruzeiro,nesta noite,um “Baile à fantasia”.Logo me dou conta que não trouxe traje para este baile. Percorro, então, as lojas daquele andar e,realmente,há uma delas que aluga roupas para festas,incluindo fantasias.Escolho uma, de pirata,que me cai muito bem.Mando separar e continuo meu passeio.
Consigo encontrar a passagem que procuro e,ainda,posso assistir ao adeus, das famílias no porto,para os parentes que curtirão esta viagem.Lenços brancos p'ra lá e p'ra cá.
O famoso apito ressoa e largamos em direção à diversão,lazer e relaxamento.
Permaneço muito tempo observando o afastar do navio,acompanhando o desaparecer, da terra, até se transformar num pontinho e sumir.Logo,logo,somos mar por todos os lados. Um infinito azul se descortina,sem fim.O aroma da maresia inunda tudo.Cardumes diversos parecem acompanhar este enorme e desconhecido “peixe”.Golfinhos voluteiam brincando.Nem me dou conta do tempo passar e já se faz noite.
Recolho-me e inicio o meu preparo para conhecer,no jantar,as pessoas que comigo viajam.
(continua)
(Castelã_SM)
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
REPOSTANDO
BOTICÁRIO
Teu corpo é vasto pasto
para meus secretos desejos
Sovina e voraz vampira
Te sugo e te esvazio inteiro
Desvario em doces dores
Amálgama de sangue fundido
De taras em férteis terras,
Íngremes e perfeitas ondulações
Experiente botica extraio,
De tua alma,pedra filosofal
Extrato e sumo de entrega
E construo prazer colossal
Ainda sinto no recinto
Tremores,espasmos,lassidão
Suores e pungentes gemidos
Produto de total sedução!
para meus secretos desejos
Sovina e voraz vampira
Te sugo e te esvazio inteiro
Desvario em doces dores
Amálgama de sangue fundido
De taras em férteis terras,
Íngremes e perfeitas ondulações
Experiente botica extraio,
De tua alma,pedra filosofal
Extrato e sumo de entrega
E construo prazer colossal
Ainda sinto no recinto
Tremores,espasmos,lassidão
Suores e pungentes gemidos
Produto de total sedução!
(Castelã_SM)
sábado, 16 de outubro de 2010
COMO SERÁ, AQUI?
Americanos conhecem ao menos 40 práticas sexuais diferentes, diz estudo
Os americanos têm uma enorme variedade em seu repertório sexual, que inclui pelo menos 40 práticas sexuais diferentes, conclui o estudo do CSHP (Centro de Promoção da Saúde Sexual), da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.
A pesquisa, que mostra "uma enorme variedade no repertório sexual dos adultos de hoje nos Estados Unidos", foi financiada pela Church & Dwight Co, fabricante dos preservativos Trojan, e aponta que homens e mulheres americanos raramente se limitam a realizar apenas um ato sexual durante suas relações.
Os resultados desta pesquisa, a mais ampla sobre sexualidade feita nos Estados Unidos desde 1992, foram publicados em um número especial da revista médica The Journal of Sexual Medicine.
Embora a penetração vaginal continue sendo a "modalidade" mais frequente, vários estudos sexuais não a incluem, indicando a masturbação mútua e o sexo oral como as práticas mais populares.
A pesquisa do CSHP foi feita com 5.865 adolescentes e adultos entre 14 e 94 anos.
Ao todo, 78% dos homens de 30 a 39 anos dizem ter sido agraciados com sexo oral por parte de sua parceira, enquanto apenas 55% das mulheres afirmam ter recebido de seu parceiro.
Curiosamente, 85% dos homens garantem ter presenciado um orgasmo da parceira em sua última relação sexual, enquanto apenas 64% das mulheres dizem ter alcançado o clímax da última vez em que fizeram sexo.
Além disso, a maior parte dos homens entrevistados para a pesquisa diz chegar ao orgasmo com mais frequência quando o ato sexual inclui a penetração vaginal. As mulheres, por sua vez, contam precisar de uma combinação de atos sexuais --incluindo carícias bucais e a penetração-- para ter um orgasmo.
O estudo indica ainda que apenas 7% dos entrevistados se identificaram como diferentes "dos heterossexuais". No entanto, uma proporção bem maior admitiu ter mantido relações sexuais com pessoas do mesmo sexo.
Entre as mulheres na faixa dos 30 anos, por exemplo, 14% dizem já ter feito carícias sexuais bucais em outra mulher em algum momento da vida. Entre os homens com mais de 40 anos, 13% admitiram já ter mantido relações com outro homem.
O estudo revelou também que os adolescentes americanos recorrem com muito mais frequência ao uso de preservativos que seus compatriotas com mais de 40 anos quando mantêm relações sexuais com um parceiro não fixo.
A grande maioria dos adolescentes entre 14 e 17 anos sexualmente ativos afirmam usar preservativos (80% entre os homens e 69% entre as mulheres).
Em comparação, menos de 50% dos maiores de 40 anos que mantêm relações casuais usam preservativos.
(publicado na Folha on line em 5/10/2010)
terça-feira, 12 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
TABU DA VIRGINDADE FEMININA VEIO COM A AGRICULTURA
Possibilidade de juntar patrimônio fez com que pais quisessem gerir vida sexual das filhas
Casamentos viraram, há 10 mil anos, moeda de troca entre famílias; urbanização recente teve efeito contrário
Foi há 10 mil anos que o hímen se tornou importante.
Essa é a conclusão de Peter Stearns, grande especialista em história sexual da Universidade George Mason (EUA).
Seu livro "História da Sexualidade", recém-lançado no Brasil pela editora Contexto, compara a vida típica de tribos nômades que vivem de caça e coleta com a das primeiras sociedades humanas pós-agricultura.
É inevitável, diz, perguntar: por que, de repente, a sexualidade feminina passou a ser vigiada e elas muitas vezes perderam até a chance de escolher seus parceiros?
Era diferente entre quem não plantava. "Grupos caçadores-coletores tinham fascínio pela sexualidade. A bissexualidade era comum."
Houve a mudança porque, com a possibilidade de acumular patrimônio (caçadores não juntam excedente nem terras), filhas viraram moeda de troca entre famílias. Surgiu a herança e o dote.
Com a residência fixa e as famílias agrupadas, ficou fácil, especialmente para pais, supervisionar os outros.
Era importante zelar para que as filhas não engravidassem de gente indesejada -e para que os filhos também não engravidassem qualquer uma, mas sem testes de DNA esse problema era menor.
AMOR SÉRIO
Ainda que restritivas, civilizações antigas tratavam de sexo com naturalidade. Um mito egípcio dizia que o deus Atum se masturbava na água e acabou ejaculando o Nilo.
Isso prosseguiu com as sociedades clássicas. A Grécia foi muito tolerante com homossexuais. Rapazes eram "tutorados" por homens mais velhos na sexualidade.
"Platão disse ser mais provável que o amor sério surgisse entre homens, pois podia envolver uma mistura de sexo e interessante conversação intelectual", diz Stearns.
Isso mostra que mulheres ainda eram reprimidas -ainda que os romanos valorizassem seu prazer, por exemplo.
Com a ascensão do cristianismo, porém, a maneira de lidar com o sexo endureceu. Na Idade Média, as cidades diminuem -e, em geral, quanto mais urbano um povo, mais liberal sexualmente.
Se religiões clássicas contavam aventuras sexuais dos deuses, Jesus nasceu de uma virgem. O sexo se aproxima do pecado. A homossexualidade cai na clandestinidade.
CIDADES PROMÍSCUAS
Com a Idade Média acabando, aos poucos as cidades voltaram a crescer. A industrialização, a partir do século 18, acelerou o processo.
Com o trabalho urbano, herdar terras deixa de ser vital. "Se o pai não podia assegurar herança, havia menos motivos para que os filhos aceitassem plenamente sua autoridade", diz Stearns. O anonimato das cidade grandes também oferece menor controle sobre a vida alheia.
Países da Europa, EUA e Brasil só viraram majoritariamente urbanos no século 20. O sexo acompanhou e dominou a cultura, seja em Hollywood ou nas revistas, e a virgindade perdeu espaço.
A homossexualidade passou a ser vista com mais naturalidade, e países como a Espanha legalizaram o casamento gay recentemente.
Com métodos anticoncepcionais eficientes, o sexo pelo prazer disparou. As mulheres no mercado de trabalho se tornam menos dependentes das ordens paternas.
É um processo que ainda está acontecendo. Ainda hoje, por exemplo, metade do mundo vive em áreas rurais.
"Não sabemos se o mundo todo vai se industrializar. É difícil dizer que o padrão moderno de sexualidade triunfará, apesar de ser tentador dizer que no futuro teremos ainda mais aceitação do sexo pelo prazer", diz Stearns.
Essa é a conclusão de Peter Stearns, grande especialista em história sexual da Universidade George Mason (EUA).
Seu livro "História da Sexualidade", recém-lançado no Brasil pela editora Contexto, compara a vida típica de tribos nômades que vivem de caça e coleta com a das primeiras sociedades humanas pós-agricultura.
É inevitável, diz, perguntar: por que, de repente, a sexualidade feminina passou a ser vigiada e elas muitas vezes perderam até a chance de escolher seus parceiros?
Era diferente entre quem não plantava. "Grupos caçadores-coletores tinham fascínio pela sexualidade. A bissexualidade era comum."
Houve a mudança porque, com a possibilidade de acumular patrimônio (caçadores não juntam excedente nem terras), filhas viraram moeda de troca entre famílias. Surgiu a herança e o dote.
Com a residência fixa e as famílias agrupadas, ficou fácil, especialmente para pais, supervisionar os outros.
Era importante zelar para que as filhas não engravidassem de gente indesejada -e para que os filhos também não engravidassem qualquer uma, mas sem testes de DNA esse problema era menor.
AMOR SÉRIO
Ainda que restritivas, civilizações antigas tratavam de sexo com naturalidade. Um mito egípcio dizia que o deus Atum se masturbava na água e acabou ejaculando o Nilo.
Isso prosseguiu com as sociedades clássicas. A Grécia foi muito tolerante com homossexuais. Rapazes eram "tutorados" por homens mais velhos na sexualidade.
"Platão disse ser mais provável que o amor sério surgisse entre homens, pois podia envolver uma mistura de sexo e interessante conversação intelectual", diz Stearns.
Isso mostra que mulheres ainda eram reprimidas -ainda que os romanos valorizassem seu prazer, por exemplo.
Com a ascensão do cristianismo, porém, a maneira de lidar com o sexo endureceu. Na Idade Média, as cidades diminuem -e, em geral, quanto mais urbano um povo, mais liberal sexualmente.
Se religiões clássicas contavam aventuras sexuais dos deuses, Jesus nasceu de uma virgem. O sexo se aproxima do pecado. A homossexualidade cai na clandestinidade.
CIDADES PROMÍSCUAS
Com a Idade Média acabando, aos poucos as cidades voltaram a crescer. A industrialização, a partir do século 18, acelerou o processo.
Com o trabalho urbano, herdar terras deixa de ser vital. "Se o pai não podia assegurar herança, havia menos motivos para que os filhos aceitassem plenamente sua autoridade", diz Stearns. O anonimato das cidade grandes também oferece menor controle sobre a vida alheia.
Países da Europa, EUA e Brasil só viraram majoritariamente urbanos no século 20. O sexo acompanhou e dominou a cultura, seja em Hollywood ou nas revistas, e a virgindade perdeu espaço.
A homossexualidade passou a ser vista com mais naturalidade, e países como a Espanha legalizaram o casamento gay recentemente.
Com métodos anticoncepcionais eficientes, o sexo pelo prazer disparou. As mulheres no mercado de trabalho se tornam menos dependentes das ordens paternas.
É um processo que ainda está acontecendo. Ainda hoje, por exemplo, metade do mundo vive em áreas rurais.
"Não sabemos se o mundo todo vai se industrializar. É difícil dizer que o padrão moderno de sexualidade triunfará, apesar de ser tentador dizer que no futuro teremos ainda mais aceitação do sexo pelo prazer", diz Stearns.
Ricardo Mioto
(Publicado na Folha de São Paulo on-line em 12/09/2010)
domingo, 3 de outubro de 2010
VISITANTE ILUSTRE
Mais difícil é falo
mais difícil é falo
que falá-lo
que falá-lo
mais difícil é língua
do que lua
do que lua
mais difícil é dado
do que dá-lo
do que dá-lo
mais difícil vestida
do que nua
do que nua
mais fácil é o aço
do que achá-la
do que achá-la
mais fácil é dizê-la
que contê-la
que contê-la
mais fácil é mordê-la
que comê-la
que comê-la
mais fácil é aberta
do que certa
do que certa
nem difícil nem fácil
nem aó nem licor
nem dito nem contacto
nem memória de cor
nem dito nem contacto
nem memória de cor
só mordido só tido
só moldado só duro
só molhada de escuro
só louca de sentido
só moldado só duro
só molhada de escuro
só louca de sentido
fácil de falá-lo
difícil de contê-lo
o melhor é calá-lo
o melhor é fodê-lo
difícil de contê-lo
o melhor é calá-lo
o melhor é fodê-lo
(E.M. de Melo e Castro)
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
O QUE AS SUBMISSAS PROCURAM?
(atenção:este NÃO é o avatar mencionado no texto)
O que,realmente,as “submissas” procuram?
É bem verdade que não há como me colocar no lugar de uma submissa.Minha ALMA é rebelde e independente.Daí alguma dificuldade em entender certas “sujeições”.O que me chamou atenção, para vir a escrever este artigo,foi um avatar no ORKUT.O dito avatar pertence a um “ mestre” que se diz cuidadoso e zeloso de suas “propriedades”.O avatar mostra um rosto de mulher inchado e com um enorme hematoma na região dos olhos(dá a impressão que é resultado de um soco no olho).E o que mais me espanta ,ainda,é a babação de ovo por parte de outras submissas que abanam o rabo para ele com a intenção de lhe chamar a atenção para que ele venha a se interessar por alguma delas.É isso mesmo o que procura uma submissa? Mesmo uma masoquista, é isso mesmo o que procura?Se isto é verdade,irei mudar meus conceitos de sádica.Ou mudo as minhas práticas de sádica.Eu acredito que se eu der um soco, daqueles, num escravo meu,por mais submisso que ele seja,eu vou receber um em troca.Aliás sei, de fonte segura,que uma famosa Dominadora carioca teve que “fugir” do Rio de Janeiro porque fez exatamente isso.Ao abrir a porta do dungeon, para receber um “cão”,ela o recebeu com um soco no olho.Ele era uma influente figura no cenário político da cidade e ficou com o olho roxo.Ela teve, apenas, 24 horas para “desaparecer” da cidade.
Embora não se mencione os nomes,o fato corre, solto, de boca em boca.
Creio que esta é mais uma lição que devo aprender neste interessante e sedutor universo.
Como diz o ditado:"Vivendo e aprendendo"...rs
(Castelã_SM)
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
RETIRADA DE COLEIRA
Minha opinião:
Não há maneira BOA de se tirar uma coleira.
Este momento, seja qual for o meio utilizado é dolorido para ambas as partes.
As vezes percebo que os métodos utilizados, embora não agradem a alguns e sejam tristes e insensíveis aos olhos de outros, podem ser a melhor maneira de se terminar uma relação.
Quando a decisão está tomada e nada possa fazê-la retomar seu curso, já não adiantam argumentos, o fogo dos olhares que antes existiam já se apagou, as palavras emudecem-se como que se guardada para outra ocasião, há o desenlace daquilo que antes eram apenas um, o aço da coleira que antes mantinha-se quente com o calor da pele aguarda gelada num canto qualquer.
Pode-se haver maneiras nobres de se terminar uma relação, dizer pessoalmente quanto foram belo os momentos de dedicação, expressar que tudo que viveram enriqueceu a ambos, que cada segundo foi ao máximo aproveitado; mas sabemos nós que essas palavras estão no coração, não mais na boca ou no pensamento.
Sei que é dificil mudar um inicial sentimento de tempo perdido, frustração, ingratidão.
Desta forma, este momento é por demais delicado para se ficar julgando formas de se terminar uma relação, seja ela por telegrama, por fax, por carta, por email, por telefone, por pombo correio ou sinal de fumaça. Isso pouco importa. Os términos são doloridos e tristes. Por este motivo, e por amá-los tanto, jamais me despedi de um de meus escravos definitivamente. Mas se eu fosse fazê-lo, a forma com que faria seria o de menos, já não importaria mais.
Engana-se quem pensa que não há dor na separação. Há. Ao menos quando existe um mínimo de história. O botton sofre e o Top também.
O SM já tem por si só uma carga muitíssimo maior que uma relação baunilha. Mas esta carga, ao contrário de uma relação comum, é muito mais pesada e sofrivel para o botton, pois parte dele a entrega. É ele que sai de sua anterior postura de condução de sua vida para a servidão muitas vezes incondicional. E é neste momento que eu volto a dizer algo que sempre aviso. A entrega total é um risco absolutamente desnecessário. A tendência é que 80% das relações SM termine. Algumas delas nem sequer chegam a seu primeiro ano. Outras nem ao seu primeiro mês. O risco portanto é grande, diferente das promessas de domínio total, de exigências de dedicação ao TOP. Cuidado. Isso é para poucos. Talvez não por imperícia, talvez não por má vontade, talvez não por incompetência, talvez não por ruindade, talvez não por ingenuidade, talvez não por sadismo doentio. Mas muitas vezes pelo simples direcionamento de vida, já que somos humanos, as coisas mudam, o mundo gira. E nem sempre as pessoas desejam estar acompanhadas nestas tais mudanças.
Vi também algo sobre se chegar ao auge de um aperfeiçoamento. Com as palavras exatas: "Por ter atingindo por capacidade superando-se em sua submissão". Neste ponto a minha opinião é que é muito mais fácil que um Dominador alcance o auge de sua competência, do que uma escrava chegar de alguma maneira ao máximo de sua submissão. Não há limites para a submissão. Mas há limites para a criatividade do TOP, para a dedicação para a condução, para as sugestões de leituras SM, para aumentar os limites da dor, para levar á superação da resistêcia de cordas, para efetivamente continuar a tomar nas mãos aquela vida dedicada que usou seu precioso tempo à serviço dele.
Desta forma, meus amigos, mais uma vez vamos alertar à todos que as decepções vão ocorrer, e neste momento pouco importará se houve momentos intensos, felizes, apaixonantes e de profunda entrega de ambas as partes. Apenas um gosto amargo fica na boca, a mesma boca que há pouco falava palavras de carinho e promessas de dedicação.
Aprendamos de uma vez, que antes de Deuses, Reis e Rainhas, plebeus e escravos, somos todos humanos. Não há reinado absoluto e absolutista. Ninguém é totalmente responsável pelo outro. Somos juntos, Top e botton, construidores de relações tão frágeis quanto o gelo tocado pelo raio do sol. Paremos de colocar sempre a culpa no outro, de algo que sabemos, um dia poderá acontecer. A forma? Isso já não importa. Muitas vezes é necessário o afastamento, para que quem sabe, um dia floresça após a neve, a flor da amizade.
Abraços à todos
Mistress Bela
(postado na lista BDSM-SP em 30/08/2010)
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Seriedade x Banalização
Incrível como a banalização pode deturpar conceitos, ideias, valores e principalmente comportamentos, a partir da disseminação de informações.
Nada contra o fato de se tornar público, comum, abrangente o conhecimento ou as experiências por quais passamos. A banalização não ocorre em relação às ideias, mas sim em relação aos fatos que delas decorrem.
Banalizar é massificar determinado comportamento ou fato; é como o modismo, vira lugar comum, e, desta forma a coisa fica frívola e descaracterizada, perde em essência.
Minha assiduidade às listas está próxima do zero absoluto, restrinjo-me apenas a acompanhar e procurar algo interessante, o que efetivamente não tem ocorrido.
Acho que, justamente por fatores como a mesmice e consequente banalização, é que me retraí.
A profusão desmedida de entregas e construções/desconstruções, os discursos em total desacordo com os atos, aquela coisa de “o dono de mim” ou “da minha alma.”, estava por demais incipiente.
Os propósitos da ótica BDSM estavam se deteriorando.
Em relação ao dizer-se posse de alguém, nada a declarar; mas quando se fala em entrega ou construção, a coisa fica dissonante.
Vem a ideia e o fantasma da banalização.
Entrega não é uma coisa tão corriqueira como se alardeia; o que se vê com frequência é apenas a aquiescência, a concordância à intenção Alheia.
Entrega pressupõe um compromisso consigo, com a ideia que se tem; depois sim, com o Outro.
Entrega é ato de fé, fé no que nos propomos. Se não acontecer na sua cabeça, não acontece em lugar algum, em momento algum.
A Entrega é um processo de construção, ou melhor, autoconstrução. É interior, subjetivo e único. É extremamente sutil, porém simples.
Não há Entregas iguais, não se repete uma Entrega. É um fato ímpar e sempre diferente.
De forma análoga, fala-se muito em Construir/Desconstruir, mas o alicerce desta Construção é autógeno, autóctone, vem de dentro.
Quem Constrói necessita da matéria prima, sem isto não há o que ou como fazer. Sem ter o que moldar vai Construir o quê ou quem?
Então a matéria prima não está no físico da parte dominada, é simplesmente uma ideia, um ideal, e, assim está na mente.
Construir é alterar/criar hábitos e comportamentos, às vezes muito mais do que isto...
É como se houvesse um transe, de repente algo emerge e alguma coisa ou alguém diferente aparece.
Surtar nas mãos de quem nos Domina é uma experiência fantástica que mostra bem a real dimensão da Troca de Poder.
Entendo Entrega como a base do todo processo de Construção; é justamente aí que começa a perda do controle de si, e, esta perda pode assumir proporções cada vez maiores.
Perde-se o Eu, perde-se a Censura e se ganha uma liberdade diferente. Ser livre do que se é para ser algo novo!
É como ser implodido, você cai, desmorona...
É como se a consciência parasse de agir, por algum tempo, mas ainda registrasse tudo...
Fatos desta ordem não podem ser alvo de um processo de banalização.
São experiências que classifico como Hard pela profundidade e intensidade ímpar, pela seriedade, preparo e comprometimento que demandam.
Voltar desta experiência devidamente amparado e assistido, é um quase Renascer.
Voltar desta experiência devidamente amparado e assistido, é um quase Renascer.
Poder viver tudo isso e não fazê-lo, desde que haja as condições ideais, é um desperdício.
Think about!!!
(gorrión da MAGA)
terça-feira, 31 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
AMOR x BDSM
Hoje,pelo FETLIFE,recebi uma comunicação de discussão sobre o tema:
“A emoção do amor é uma coisa baunilha?”
No meu entender,tudo o que é feito com amor torna-se mais “quente” e mais intenso.
Óbviamente,se há “amor” numa relação BDSM,tudo será mais excitante e potencializado pela grande vontade de fazer o outro feliz(seja qual for o lado do chicote).
Creio que a única atenção que se deve tomar,em se mantendo a relação bdsmista,é não perder de vista o seu comprometimento com o seu “papel”.
Não que a posição escolhida seja uma “interpretação” mas a sensação do amor pode minimizar a vivência deste papel,aí sim,baunilhando a relação.
Há exemplos conhecidos de relações do tipo BDSM onde a própria vivência bdsmista É a realização do amor.Conheço outros,no entanto,que ao passarem a viver uma relação de amor,simplesmente restringiram suas práticas bdsmistas.
Basta saber e reconhecer a realidade do que se procura para que esta resposta seja dada com clareza.
(Castelã_SM)
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
VISITANTE ILUSTRE
SE EU PUDESSE
"Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento de amar
a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo a fora.
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída."
(Mahatma Gandhi)
"Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento de amar
a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo a fora.
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída."
(Mahatma Gandhi)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
HIGIENE E FETICHE
Parece que não tem nada a ver “higiene X fetiche”.
A não ser os podólatras que gostam de chulé e os fanáticos por scat,normalmente exige-se que o objeto de nosso “fetiche-prazer” esteja apresentável aos olhos,ao nariz e ao tato.
Por que do meu arsenal de cremes e esfoliantes perfumados?Para que meus pés estejam sempre lisinhos e cheirosos.Por que do meu estoque de hidratantes para pele e cabelos? Para que eu esteja agradável ao tato e ao olfato.
Esta meditação teve origem,por acaso, vendo um programa de televisão onde o apresentador,ao tocar um alimento que estava sendo preparado, ali, teve um “close” nas mãos.Unhas mal lixadas, pelinhas nas cutícuas.Foi o que observei e NÃO GOSTEI.Depois saí ,para fazer compras e observei os pés dos homens que encontrava,pelo caminho (sou fissurada em pés masculinos...rs).
Que decepção!
Mal cuidados,mal asseados,mal pedicurados.
Será que os homens não se alertaram ainda para a exigência feminina de ter homens cuidados, agradáveis ao tato,aos olhos e ao olfato?
Sou consultora de beleza de uma empresa de cosméticos. Entre os vários produtos oferecidos há o “sabonete íntimo MASCULINO”. É o único no mercado.E,que dificuldade oferecê-lo sem ouvir aquela célebre frase: ”Pensa que sou viado?”.Será que só os homossexuais se preocupam com beleza e asseio pessoal?
E as mulheres? Não exigem, de seus parceiros, algo mais que sabonete em barra e um desodorantezinho? Acariciar pés calosos e cheios de cutículas é impossível! Beijar mãos com unhas mal lixadas e ásperas,não dá né?
Isso é para pensar e, se necessário...AGIR...rsrs
(Castelã_SM)
Assinar:
Postagens (Atom)
















