quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
ENCOLEIRAMENTO
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
NUM VOO PARA O RIO

Meus vôos,com tranqüilidade,estiveram dentro de parâmetros de normalidade,em termos de atrasos e sem cancelamentos.
Na viagem de ida,o avião estava lotado mas,na viagem de vinda,misteriosamente, estava quase vazio.Pude esparramar-me em três poltronas seqüentes e dormir a sono solto.
Na fileira,do outro lado,reparei,haviam alguns pilotos e funcionários vindo “de carona” para um descanso no Rio.
A um dado momento,despertei com uma sensação agradável nos pés.
Eu os havia colocado,apoiados no braço da poltrona e minhas solas estavam expostas para o corredor do avião.
A sensação de umidade e relaxamento foi aumentando de intensidade. Eu,meio acordada,meio dormindo,não me atinei ,de pronto,com o que estava acontecendo.
Senti mãos e língua perpassando, generosamente ,por meus dedinhos e solas.
Fingi que continuava dormindo e passei a usufruir,intensamente,o prazer que aquela pessoa estranha me oferecia.
A língua corria cada dedinho,banhando-o amorosamente.As solas foram regadas e mordiscadas.As mãos pressionavam,com delicadeza,meu tornozelo,minhas curvas e solas,e cada um dos dedos,desde o pequenino até o grandão.
_”Huuuuuuummmmmmm,que delícia!” pensei.
Em dado momento,tudo parou.
Abri os olhos.
Era um piloto que,sem graça,me olhava de soslaio,talvez com medo de uma espinafração.
_”Perdoe-me.Não consegui resistir.Suas solas pareciam,e realmente são, deliciosas. Mas,sinceramente,pela sua expressão risonha,acho que não cometi nenhum delito.”
E abriu-se num imenso sorriso.
_”Olha só.Você se arriscou muito.Já pensou se eu não curtisse esse carinho todo?” e devolvi o sorriso.
Permiti que ele continuasse, mais algum tempo, me acariciando daquela maneira.
Pouco antes de descermos,nos despedimos.
_”Muito obrigada pelo tratamento classe”A”
_”Eu que agradeço” ele respondeu.
E não nos vimos mais.
Ficou a lembrança, agradável, de mais um podólatra passando pela minha vida.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
NA CAMA NINGUÉM É NORMAL (última parte)
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
NA CAMA NINGUÉM É NORMAL (parte 2)

"Foi lá mesmo no bar que a coisa rolou. Tínhamos tomado umas e outras e trocado experiências quando ela me disse que iria ao banheiro. Eu pensei em acompanhá-la, mas ela pediu: "Espera sete minutos e entre".
Quando abri a porta daquele ambiente fétido, ela já estava vestida. Foi uma frustração. Porque a queria mesmo ver sentada naquela privada. Cheguei a pensar que fora enganada. Mas ela me pegou pelas mãos e me levou para ver o que havia acabado de fazer: era um troço enorme, ainda sólido, quase impossível de escapar de um furinho tão apertado. Realmente um dos mais lindos que eu já pude presenciar em toda minha vida de sexo diferente. Minha xoxota se melou de tanto tesão. Não resisti. Enfiei a mão no seu ânus e percebi que ele não havia sido limpo.
A imagem pode ser chocante, mas também não deixa de ser engraçada, é ou não é? Para quem vê apenas morbidez, ou perversão, Kailla tem uma resposta na ponta da língua. "Não somos anormais, como julga a regra da certinha sociedade. Nossa atitude sexual é de vanguarda. O que fazemos é a liberação dos atos que estão na cabeça de qualquer um, só que neles morrem antes de nascer”
E o que dizem os especialistas em sexo e comportamento? Bem, segundo eles, do ponto de vista emocional, ninguém pode ser condenado por buscar mais prazer. Uma vida sexual recheada de variações é saudável e todo mundo gosta.
Desde que os dois estejam de acordo, vale tudo. Mas há limites. E esse limite é alcançado, dando vez à doença, quando essas práticas transformam-se na única forma de se obter prazer sexual na vida de uma pessoa, e não numa brincadeira ocasional.
É o que ocorre com quem pratica a perigosa anoxia erótica. Nunca ouviu falar nem sabe o que é? Aí vai: é o ato sexual em que se alcança o prazer mediante a asfixia (!!!).Mas mesmo quem consegue parar a tempo pode sofrer danos cerebrais irreversíveis. Por isso, moralismo à parte, não vale a pena entrar nessa. Melhor partir para outra.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
NA CAMA NINGUÉM É NORMAL (parte 1)
por Júlio da Mata
Nélson Rodrigues já alertava, numa de suas máximas: "Se as pessoas conhecessem a vida sexual uma das outras, ninguém se cumprimentava na rua". Porque a liberdade sexual não tem limites.
Coisas incríveis acontecem quando duas pessoas se encontram a sós entre quatro paredes. E não estamos falando de sadomasoquismo, porque isso é já faz parte da rotina - até nossos avós, que tinham tantos preconceitos, se excitavam assim - mas de taras barras-pesadas mesmo, como a anoxia erótica (forma de prazer obtida pela asfixia), a gerontofilia (a atração sexual por velhos) e a acrotomofilia (inclinação ou afeição doentia pela idéia de fazer sexo com mutilado).
Algumas práticas são nojentas e esdrúxulas, como a coprofilia (excitação sexual produzida pelo cheiro, visão ou contato com fezes(!) e a urolagmia (forma de prazer obtida pelo contato com urina).
Nem o marquês de Sade imaginaria tanto.Por exemplo: se lhe contassem que um dos maiores nomes da literatura universal, James Joyce (1882/1941), era um incontrolável apreciador das instâncias mais nojentas da fisiologia humana, você acreditaria?
Claro que não. Mas ali, naquele quarto com a porta fechada a chave por dentro, tudo é possível.
Eram cartas sérias e até românticas. Essa correspondência, até então enrustida, só foi descoberta depois da morte do autor de O Retrato do Artista Enquanto Jovem. E o que melhor nos parece: assinadas de próprio punho.
O resgate da correspondência veio pela amada, que o satisfazia em todas taras sexuais. Veja alguns trechos de sua correspondência com a amante (apenas as cartas escritas por ele, que estava em Dublin, na Irlanda, e ela em Pola, na Itália):
" (.) No âmago do amor espiritual que tenho por ti há também um desejo bestial e bruto por todos os pedacinhos de teu corpo, todas as partes secretas e vergonhosas dele e por tudo o que ele faz.
(.) Ensinei-te a fazer trejeitinhos indecentes com a língua e os lábios, a excitar-me por meio de toques e ruídos obscenos e até fazer na minha presença o ato mais sujo e vergonhoso. Lembra-te do dia em que levantaste a roupa e me deixaste ficar deitado por baixo de ti vendo-te fazê-lo? Depois ficaste com vergonha de me olhar nos olhos.
É maravilhoso foder uma mulher peidorrenta quando cada metida faz sair um. Penso que reconheceria um peido de Nora em qualquer lugar. Penso que poderia distingüir o dela numa sala cheia de mulheres peidando. É um barulhinho bem de menina, não como o peido molhado e cheio de vento que imagino ser os das esposas gordas (.)
Espero que nunca pares de soltar peidos na minha cara para que eu fique conhecendo também os cheiros deles."
Não se sabe se essa tara do escritor fora movida por incontáveis doses de bebidas fortes - que ele consumia diariamente - ou se ele era mesmo um tarado insaciável.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
VAMOS FALAR DO QUE NÃO É AMOR

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
HIGIENE ÍNTIMA
(Nu na água /Salvador Dali)Esta semana me senti comovida com o trágico e doloroso fim de vida de uma jovem e linda Miss.
Morreu de complicações de uma infecção urinária.
Por conta disso me lembrei o quão é corriqueira esta doença.
Por que é corriqueira?
E me lembrei ,também, de algumas das causas às quais algumas mulheres não estão atentas: HIGIENE ÍNTIMA.
Quando a mulher não tem parceiro sexual e lança mão de consolos mal lavados e mal acondicionados( ou mesmo legumes).E não usa camisinha quando de seu uso.E depois do uso,não se banha com sabonete íntimo bactericida( há vários disponíveis no mercado de vários preços);
Quando a mulher usa o mesmo pedaço de papel higiênico na limpeza do ânus e da vagina,ou ao limpar o ânus “escorrega” com o papel até a vagina;
Quando,durante as relações sexuais,há concomitante penetração na vagina e no ânus;
Quando a penetração anal é feita sem camisinha e depois,mesmo lavado,o canal uretral estando ainda contaminado com bactérias do ânus,há penetração vaginal.
SEMPRE que há penetração anal,esta deve ser feita COM CAMISINHA.Esta protege ambos os parceiros.Livra o homem de uma infecção uretral e livra a mulher de infecções urinária e vaginal.
O ambiente anal é contaminado por inúmeras bactérias. Cuidados são bem- vindos para que este não seja um prazer de risco.
Não sei a causa da doença da moça,mas lamentei seu drama e fim de vida.
Não custa nada que se tomem estas precauções(que servem para parceiros fixos ou não) para que se evite correr o risco de tão trágico desfecho.
(Castelã_SM)
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
CHAMADO
muito bem,
O manso deslizar
Das gotas de suor...
Eu posso ver,
muito bem,
O espevitado ouriçar
Dos hirtos pelos...
Eu posso ver,
muito bem,
O intenso palpitar
Do seu coração...
Eu posso ver,
muito bem,
o compassado arfar
de sua respiração...
Eu posso ver,
muito bem, e
também,
O faminto olhar
De se entregar e
Se doar...
VEM!!!!
sábado, 17 de janeiro de 2009
ECLIPSE
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
RECESSO DE FIM DE ANO
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
A LITERATURA ERÓTICA ATRAVÉS DOS TEMPOS
Satiricon, de Petronius
Considerado como o predecessor do romance moderno, Satiricon, de Petronius, foi escrito nos primeiros anos da era cristã, durante o governo do imperador Nero.
A obra descreve as andanças de dois prostitutos na alta sociedade da época. Orgias, prostituição masculina, pederastia, incestos, homossexualidade, são alguns dos temas abordados por Petronius. Dezoito séculos depois, o romano Fellini, conterrâneo de Petrônio, faria um belo filme com essa história.
A literatura de cada época é também seu retrato, e o obscurantismo da Idade Média enterrou com ele a cultura, especialmente aquela voltada para as atividades eróticas. Apenas no fim desse período vamos encontrar novas manifestações nesse gênero. Aqui registraremos uma obra-prima do erotismo: O Decamerão, de Giovanni Bocaccio.
Nas dez histórias, como indica o título, que compõem o livro todo tipo de estripulias sexuais são narradas. Pela obra, o autor tornou-se persona non grata para o clero, uma vez que muitos dos personagens de seu livro são padres e freiras que trepam desvairadamente.
Bocaccio fez tanto sucesso em sua época que entrou para a História. Muitos autores seguiram seus passos e escreveram suas próprias coletâneas de histórias no gênero. Entre eles o Marquês de Sade, que publicou o seu Livro Negro do Amor, muito semelhante a O Decamerão.
Sade tornou-se um dos mais importantes autores de erotismo e sexo de todos os tempos, e seu nome virou sinônimo do erotismo bizzarro e violento. Ele passou a maior parte de sua vida na cadeia, justamente por seus hábitos estranhos, e lá, na Bastilha, a célebre prisão francesa, escreveu talvez o mais terrível livro erótico de todos os tempos: Os 120 Dias de Sodoma.
A França, seguindo a sua tradição literária, desenvolveu obras-primas da novela erótica, como, por exemplo, Manon Lescaut, do Abade Prévost, no século XVIII, e As Onze mil Varas, de Guillaume Apollinaire, no século XIX, entre centenas de outros títulos.
Esses autores assinavam suas obras com pseudônimo, para fugirem da censura da época. As meras passagens eróticas, que hoje nos pareceriam ingênuas diatribes de adolescentes, naquele tempo causavam furor público e processos, como por exemplo o que enfrentou Gustave Flaubert com a publicação de Madame Bovary, também no século XIX.
A virada do século atenuou o moralismo das sociedades. Mesmo assim D. H. Lawrence, autor inglês com especial predileção pela abordagem das relações amorosas, sofreu censura por seu romance O Amante de Lady Chaterley, que descrevia os furiosos encontros eróticos da esposa de um nobre paraplégico com seu jardineiro.
As décadas de vinte e trinta foram pródigas em autores eróticos, como Anais Nin e Henry Miller, por exemplo, que foram amantes. Miller escandalizou várias gerações com suas descrições despudoradas sobre o amor.
Por aqui tivemos e temos excelentes autores de textos eróticos. Nas décadas de quarenta e cinqüenta ficaram famosos e foram perseguidos Cassandra Rios e Nelson Rodrigues, que às vezes assinava Suzana Flag. O nosso clássico érotico absoluto é A carne, de Júlio Ribeiro, que hoje não impressiona a mais ninguém que tenha assistido a algum capítulo da novela das seis.
Já a grande poeta Hilda Hirst publicou na década de 90 O Caderno Rosa de Mary Lamb, onde sua ousadia formal e conteúdo ousado mexem com a libido de qualquer um, seja moralista ou não. Recentemente, João Ubaldo Ribeiro publicou A Casa dos Budas Ditosos, que tem obtido grande sucesso, comprovando a resistência do gênero.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A AIDS

Cresce o número de mulheres vítimas da doença
Não há mais um grupo restrito de pessoas ou de mulheres que podem vir a ser contaminadas: a Aids as atinge em qualquer idade – inclusive vêm aumentando os casos de idosas portadoras da doença. Por que isso vem acontecendo? Se antes se falava em grupos de risco, como usuários de drogas injetáveis, homossexuais e profissionais do sexo, hoje não se pode ao menos definir um perfil dos portadores da doença. É o que argumenta Carmen Lent, coordenadora do Banco de Horas, entidade de apoio a portadores de HIV/Aids no Rio de Janeiro. "Não existe mais um perfil comum às pessoas com Aids. Atualmente, sabemos que qualquer pessoa sexualmente ativa pode ser infectada pelo HIV. As pessoas não-testadas, casadas ou não, não são necessariamente soronegativas, mas sim sorointerrogativas", afirma.
CONTINUA...
domingo, 30 de novembro de 2008
SHIBARI OU OS LAÇOS ERÓTICOS JAPONESES
Os japoneses desenvolveram a mais completa, ou mais racional, técnica de amarração erótica de que se tem notícia. Só que elas só se refinaram por causa do contato com o Ocidente. Na verdade, renasceram por causa dos ocidentais. 


domingo, 23 de novembro de 2008
DOMINAÇÃO E CONSENTIMENTO

Considero-me mais sádica do que Dominadora por quanto não curto os apegos inerentes a uma relação Ds.
Não quer dizer,por isso,que o escravo masoquista não deva obediência e ENTREGA nos momentos em que está à minha disposição.
Mesmo sendo um “simples” CONSENTIMENTO,existe um CÓDIGO de conduta e reverência (liturgia) que deve ser observado pelo escravo(a)(submisso ou não)quando se entrega a um(a) Dominador(a),mesmo que por algumas horas.
Permanecer de joelhos,prostrar-se aos pés, é o mínimo que um escravo deve fazer, nesta circunstância,pois a presença da Dominadora assim o exige.
Vejo como DOMINAÇÃO alguma coisa mais ampla do que estas posturas básicas.Vejo o comprometimento emocional e psicológico do(a) escravo(a) em relação a(o) seu(ua) Dono(a).Algo que extrapola aos momentos da sessão e que tanto o TOP quanto o(a) escravo(a) carrega em seu cotidiano particular.
O CONSENTIMENTO se restringe a momentos de POSSE e DOMINAÇÃO.
Uma verdadeira DOMINAÇÃO é mais abrangente e permite uma interferência maior na vida do(a) dominado(a).
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 28
A animação do churrasco entra noite adentro.O,sempre convidativo ,aroma da carne na grelha,o pãozinho de alho,bem picante,um excelente vinho(eu não gosto de cerveja) e muita conversa jogada fora,encerra esta diversão de domingo.Alinhavo mais um encontro,com Rebecca.
A segunda-feira amanhece, nublada,também,preconizando um dia cinzento e frio.O caminho,para o escritório,sempre o mesmo,com as retenções habituais.
O projeto internacional,da Irlanda,se desenvolve a todo vapor.Por conta disso,minha posição,na empresa,é de grande prestígio.Sou chamado para inúmeras reuniões,como consultor dos mais variados assuntos,afins.
Decidi comer um sanduíche,no almoço,para terminar alguns documentos importantes,objetivando um novo negócio que se avizinha.
O telefone toca:
_“Alô!”
_”Marco?”
_”Sim”
_”Rebecca”
_”Oi,minha linda.Como vai?”
_”Tudo bem.Ligando para confirmar o horário do cinema”
_”Tudo certo.Eu lhe pego às 20hs,para a sessão de 21.”
_”Ok,então.Beijos e até a noite.”
_”Beijos,menina.Tchau.”
O telefone toca,de novo.
_”Será que ela esqueceu alguma coisa?” eu penso.
_Alô!”
_”Como vai Marcilius?”
O som, desta voz, me acelera o coração e meus pêlos se arrepiam.
_”Tudo bem,Senhora.”respondo,rápido.
_”Gostou do presente?” referindo-se às algemas.
_”Sim,Senhora.Gostei muito”
_”Elas estão aí,com você?”
_”Não,Senhora.Deixei-as em casa.”
Pressinto que, alguma coisa, não vai sair certo.
_”Verme, burro e incompetente, é você!”
Eu sabia.Já esperava alguma coisa assim.
_”As algemas prendem você a mim.SEMPRE!” enfatizou esta última palavra.
_”Quero que esteja SEMPRE COM ELAS.”
Embora a voz continue baixa, a entonação faz com que pareçam gritos, em meus ouvidos.
_”Desculpe,Senhora.Elas vieram sem nenhuma orientação.”
_”Ahhhhhhhhhh...está bem...Vou providenciar uma BULA para que saiba usar os acessórios que eu lhe envio.”E solta uma estridente gargalhada. Amanhã, providencie tempo,para mim.Quero estar com você às 14 horas."
O telefone fica mudo.
O restante da tarde, me consome em documentos e reunião.
Ao voltar p´ra casa ,pelo rádio ,tomo conhecimento de um acidente envolvendo ônibus e automóvel.Segundo as notícias,neste último,ninguém sobreviveu.
Meu ritual de relaxamento,após trabalho,está completo.Meu banho morno,na banheira,meus sais,meu drinque.Espicho-me no sofá,fazendo hora para me aprontar e pegar Rebecca.
O filme brasileiro,Os Desafinados,despretensioso,mas alegre,nos remete a uma época quase ingênua,de propostas pessoais renovadoras, tolhidas por um aparato político/policial desumano e cruel.A trilha sonora,relaxante e retrô.
Após o cinema,vamos ao apartamento de Rebecca.
É um aconchegante e bem mobiliado lugar.Sóbrio,até,para ser a moradia de uma mulher.Eu o imaginava mais colorido,sei lá.
“Quer beber alguma coisa?”ela pergunta
“Tem vinho? É a minha bebida preferida,rs”
“Tem um branco seco gelado”é a opção que ela me oferece.
“Excelente,p´ra mim.”
Ela toma de duas taças e serve o líquido transparente e saboroso,para ambos. Ela coloca um CD com músicas da época do filme.
O jantar,previamente preparado,é servido em poucos minutos.
Arroz com ervas,legumes ao vapor e filé de linguado, ao molho de maracujá,
Sorvete de pistache e calda de chocolate,como sobremesa.
Ao final,um cafezinho.Este tomado,na sala,aconchegados, num sofá.Não me atrevo a regalias maiores das que me são oferecidas,afinal é a primeira vez que venho aqui.
Apenas,nos mantemos abraçados.
Silenciosos.
Eu decido que já é hora de ir embora e me levanto.
Ela se aproxima de mim e diz:
“Já?”
Sinto um convite implícito àquela pergunta e decido beijá-la.
Sou correspondido,intensamente.
Carícias mais ousadas se seguem e,aos poucos,nos encaminhamos para o quarto.
Entregamo-nos aos braços de Bacante.
Exaustos, usufruímos de um relaxante banho.Chega a hora de despedir-me.
Ela me leva à saída,abraçados, e saio,de volta p´ra casa,na madrugada,ainda nublada e fria.
Na manhã seguinte,no escritório,lembro da ordem de Sarita.
“Às 14 horas quero você livre,p´ra mim”.
Minha secretária tem,por hábito,comprar os principais jornais,todas as manhãs.
Se necessito alguma notícia, importante,tenho-a, sempre à mão.
Ouço o comentário que ela faz, com o contador da empresa,ao pedir-lhe um capuccino.
“Que horror,Cenésio.Neste acidente não sobrou ninguém.O pior foi o engarrafamento que enfrentei para pegar a linha amarela,ontem”.
Ao receber a xícara,eu pergunto:
“Chegou tarde em casa,é?”
“Sim,Senhor Marco,um acidente aconteceu ontem e provocou o maior engarrafamento.Custaram a retirar carros e vítimas.”
E trouxe o jornal para que eu lesse sobre o ocorrido.
Na primeira página,um ROSTO.
“O senhor está bem,Senhor Marco? Porque está pálido? Quer que eu lhe traga água ou outra coisa qualquer?”se agita minha aflita secretária.O choque é visível e incontrolável.
O rosto de Sarita está ali,entre as vítimas do acidente. Ao lado dela,Ernst e outra pessoa que não conheço.
Não procuro saber o verdadeiro nome dela.Na minha mente martela apenas uma coisa.NÃO A VEREI MAIS.
sábado, 8 de novembro de 2008
RITUAL DE ENCOLEIRAMENTO (ELEMENTOS)
Para o "ritual de encoleiramento" não existe,necessariamente, um "modelo".A única coisa a considerar é que o ritual deixa,no subconsciente,sinal indelével.
Estão colocados aqui, alguns dos "elementos simbólicos" que poderão estar presentes neste ritual.Cada um possui seu significado específico e particular.
O TOP irá escolher a forma como utilizá-los.
Cor:
Violeta - (simboliza mudança/transformação)
Vermelha (simboliza energia/poder);
Cada TOP escolhe aqueles de sua preferência.
(Castelã_SM)
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
O KAMA SUTRA
Kamasutram (em sânscrito),conhecido no mundo ocidental como Kama Sutra, é um antigo texto indiano sobre o comportamento conjugal, amplamente considerado o trabalho definitivo sobre amor, na literatura sânscrita. Seus ensinamentos, embora conduzam ao prazer, visam, em primeiro lugar, à elevação espiritual do homem, em sua trajetória religiosa.Foi escrito por Vatsyayana, como um breve resumo dos vários trabalhos anteriores que pertencia a uma tradição conhecida genericamente como Kama Shatra.
Kama é a literatura do desejo,significa amor,prazer,satisfação.Sutra foi um termo padrão para um texto técnico.O livro recebeu o nome original de Vatsyayana Kamasutram ( "Aforismos sobre o amor, de Vatsyayana"). A tradição diz que o autor,nascido no início do século IV, foi celibatário e viveu em Pataliputra, um importante centro de aprendizagem. Se isso for correto Vatsyayana viveu durante o ápice da Dinastia Gupta, período conhecido pelas grandes contribuições para a literatura Sânscrita e para cultura Védica.
Os três sustentáculos da religião hindu são Kama, Dharma e Artha. Dharma é o mérito religioso e Artha a aquisição de riquezas e bens.Os hindus acreditavam que aquele que praticar Dharma, Artha e Kama, sem se tornar escravo das paixões, conseguirá êxito em todos os seus empreendimentos. Em outras palavras, deve-se desfrutar as riquezas e os prazeres sexuais sem jamais perder a virtude religiosa.
O Kama Sutra era destinado aos homens, pois as mulheres na época eram submissas demais, mas isto não quer dizer que ele ignora as necessidades femininas.
“Em resumo, a pessoa sagaz e prudente, que leva em conta Dharma, Artha e Kama, sem se tomar escrava de suas paixões, é bem-sucedida cm todos os seus empreendimentos.”

ENSINAMENTOS BÁSICOS:
- A higiene pessoal é uma exigência;
- O uso de perfumes é recomendável;
- A iluminação deve ser branda;
- Uma música romântica cria um clima especial;
- Uma taça de vinho torna o momento inesquecível.
- Explore as zonas erógenas: seios, pescoço, pés, nádegas,etc.;- Faça massagem utilizando óleos ou loções perfumadas;
- Faça carícias utilizando movimentos circulares e suaves com a ponta dos dedos;
- Acaricie os cabelos e beije o pescoço;
- Prolongue e valorize ao máximo o momento.
- Lembre-se que a mulher é sensitiva e auditiva;
- Sussurre palavras de amor e paixão ao seu ouvido;
- Acaricie a parceira e beije suavemente todo o seu corpo;
- A mulher adora ser beijada. Beije-a ardentemente;- O homem é visual. Ele sente prazer em ver;
- A mulher deve usar roupas sensuais e provocantes;
- O segredo é usar a imaginação, criatividade e espontaneidade;
- Todas as posições são admissíveis. Imite as posições dos animais;
- A mulher sente-se excitada ao perceber que está dando prazer ao parceiro;
- Desperte o prazer na parceira sem esquecer de si mesmo;
- O Kama Sutra declara que é dever do homem satisfazer sua parceira.
O Kama Sutra é hoje o mais conhecido livro do amor. Embora seja um livro sobre sexo , é preciso considerar que o livro enfatiza a arte e os modos que uma pessoa deve praticar o sexo, envolvendo todos os cinco sentidos: audição, tato, visão, paladar e olfato, além da mente e da alma. terça-feira, 28 de outubro de 2008
CROSSDRESSER E OUTRAS DEFINIÇÕES

CD – CROSSDRESSER – Pessoa que se veste com roupas do sexo oposto ( Homem que se veste de mulher sem ser travesti, transformista, transexual, Transgender ou Drag Queen), para que????Como separar as fronteiras de cada termo??? E até onde podemos dizer que a separação é correta??? De que forma é que nos enquadramos? ?? Seria esses termos uma escala evolutiva??? Onde cada abreviação é um degrau a ser atingido???Levando em conta pontos e parâmetros, o Crossdresser seria a base inicial, para o transexualismo, os primeiros passos a serem dados.O Crossdresser, também, é um pouco de fetichismo, ( a obtenção do prazer sexual através de objetos, ou a atração sexual a determinado objeto, nesse caso seria as indumentárias femininas).Em termos psicológicos o Crossdresser pode ser considerado uma fuga, desvio ou transferência.Por mais que se vá ao fundo do assunto não será possível definir em seu todo o que é ser CD, cada pessoa tem uma forma de interpretar o assunto e quanto mais se for aprofundado, mais caminhos se abrirão e mais duvidas e conceitos, serão apresentados, muitos concordarão em parte, mas ninguém concordará em sua totalidade e novas definições serão dadas.Um dos pontos dentro do CDsing que gera uma grande polemica é quanto a sexualidade, o CROSSDRESSING tem ou não conotação sexual??? Muitos dirão que não e outros que sim. Havendo conotação sexual, essa conotação sexual seria tendência ao bi ou homossexualismo? ?? Mais uma pergunta que gerará discussões mas que não deve ser deixada no ostracismo.Quais seriam alguns pontos referenciais que tornariam possível identificar que o Crossdresser é na realidade outra coisa:
Alguns CD's, assumem completamente a postura feminina que quando estão "montados" tem desejos ou fantasias de se relacionarem sexualmente com Homens. Para alguns, "não há maior manifestação de Heterosexualidade do que essa", já que em seu âmago são, naquele momento, verdadeiras mulheres. Quando se desmontam, tais vontades voltam a morar na parte mais profunda de seu ser. Alguns, até alegam que sem estarem "transformados" teriam aversão a um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo. Essa postura é uma negativa a sua homo ou bissexualidade, negativa por falta de coragem de assumi-la ou por padrões impostos pela sociedade. Esses preferem tratar sua personalidade feminina com uma pessoa a parte, como se ela tivesse vida e consciência própria, completamente independente da sua personalidade predominante, a masculina. Com o tempo, existe o risco da personalidade feminina ir se tornando mais preponderante, pois em seu inconsciente ela se torna mais prazerosa.Querer dividir-se em duas personalidade é querer negar para si o que se é, é necessário saber conviver com as duas facetas ( Masculinas/Feminina s ) que existe, apenas tendo ciência de saber até onde se quer chegar.Ser Crossdresser, ou dizer, é mais fácil do que definir, isso é claro. Com o tempo seremos capazes de descobrir se "quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha" do que catalogar 100 % as definições do "CROSSDRESSER" . sexta-feira, 24 de outubro de 2008
VISITANTE ILUSTRE

O escritor José Saramago foi quem melhor soube sintetizar seu sentimento: "Cheguei até aqui". Com esta simples frase, ele demonstrou qual era seu limite de tolerância. Não iria adiante.
Todos nós temos um limite de tolerância em relação a tudo.Mas nas questões amorosas este limite tende a se esticar em função das nossas carências, das nossas fantasias, da nossa esperança de que, da próxima vez, as coisas irão dar certo.Mas não dão. E não dão de novo.
sábado, 18 de outubro de 2008
A TATUAGEM:tão antiga quanto a própria humanidade
A tatuagem apresenta duas especificidades: a sua aplicação é mais ou menos dolorida, e ela é indelével, exceto se a pessoa resolve se submeter a uma cirurgia com laser, algo que é preferível fazer sob a orientação de um médico. A escolha do "suporte" tem um caráter muito peculiar. "Os psicanalistas detectaram que a pele exerce um papel muito particular na psique. Para Freud, tratar-se-ia de uma projeção do ego. Além disso, os pesquisadores que trabalharam na teoria do apego estabelecem uma relação entre a pele e a relação entre mãe e filho", comenta Nicole Péricone.Esta psiquiatra infantil e psicanalista, que constata um desenvolvimento das patologias narcísicas, acrescenta: "Talvez isso corresponda também ao fato de que a palavra perdeu seu lugar preponderante no campo da comunicação. Quando as pessoas optam por se fazer gravar um desenho na pele, é porque elas precisam complementar alguma coisa para então aceder ao outro".Fonte:Internet

