Este castelo pertence à M@G@,Dominadora carioca há mais de 25 anos envolvida nesta prática BDSM

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

ENCOLEIRAMENTO

Ainda sob o efeito das emoções do encoleiramento do gorrión da Maga®.
Mais tarde detalharei o que foi o evento.
(Castelã_SM)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

NUM VOO PARA O RIO


Passei as últimas férias em Recife e, por milagre,não sofri as agruras do “caos aéreo”.
Meus vôos,com tranqüilidade,estiveram dentro de parâmetros de normalidade,em termos de atrasos e sem cancelamentos.
Na viagem de ida,o avião estava lotado mas,na viagem de vinda,misteriosamente, estava quase vazio.Pude esparramar-me em três poltronas seqüentes e dormir a sono solto.
Na fileira,do outro lado,reparei,haviam alguns pilotos e funcionários vindo “de carona” para um descanso no Rio.
A um dado momento,despertei com uma sensação agradável nos pés.
Eu os havia colocado,apoiados no braço da poltrona e minhas solas estavam expostas para o corredor do avião.
A sensação de umidade e relaxamento foi aumentando de intensidade. Eu,meio acordada,meio dormindo,não me atinei ,de pronto,com o que estava acontecendo.
Senti mãos e língua perpassando, generosamente ,por meus dedinhos e solas.
Fingi que continuava dormindo e passei a usufruir,intensamente,o prazer que aquela pessoa estranha me oferecia.
A língua corria cada dedinho,banhando-o amorosamente.As solas foram regadas e mordiscadas.As mãos pressionavam,com delicadeza,meu tornozelo,minhas curvas e solas,e cada um dos dedos,desde o pequenino até o grandão.
_”Huuuuuuummmmmmm,que delícia!” pensei.
Em dado momento,tudo parou.
Abri os olhos.
Era um piloto que,sem graça,me olhava de soslaio,talvez com medo de uma espinafração.
_”Perdoe-me.Não consegui resistir.Suas solas pareciam,e realmente são, deliciosas. Mas,sinceramente,pela sua expressão risonha,acho que não cometi nenhum delito.”
E abriu-se num imenso sorriso.
_”Olha só.Você se arriscou muito.Já pensou se eu não curtisse esse carinho todo?” e devolvi o sorriso.
Permiti que ele continuasse, mais algum tempo, me acariciando daquela maneira.
Pouco antes de descermos,nos despedimos.
_”Muito obrigada pelo tratamento classe”A”
_”Eu que agradeço” ele respondeu.
E não nos vimos mais.
Ficou a lembrança, agradável, de mais um podólatra passando pela minha vida.




(Castelã_SM)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

NA CAMA NINGUÉM É NORMAL (última parte)

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

NA CAMA NINGUÉM É NORMAL (parte 2)


Veja só a sua ousadia praticada com uma amiga num fétido banheiro de botequim, na Rua do Acre, no Rio de Janeiro, e relatada com total despudor no diário nada íntimo que ela mantém na internet (http://videomacumba. blogspot.com/):
"Foi lá mesmo no bar que a coisa rolou. Tínhamos tomado umas e outras e trocado experiências quando ela me disse que iria ao banheiro. Eu pensei em acompanhá-la, mas ela pediu: "Espera sete minutos e entre".
Quando abri a porta daquele ambiente fétido, ela já estava vestida. Foi uma frustração. Porque a queria mesmo ver sentada naquela privada. Cheguei a pensar que fora enganada. Mas ela me pegou pelas mãos e me levou para ver o que havia acabado de fazer: era um troço enorme, ainda sólido, quase impossível de escapar de um furinho tão apertado. Realmente um dos mais lindos que eu já pude presenciar em toda minha vida de sexo diferente. Minha xoxota se melou de tanto tesão. Não resisti. Enfiei a mão no seu ânus e percebi que ele não havia sido limpo.

Começamos ali mesmo a nos esfregar. Com sua voz poderosa, ela então pediu para que eu cagasse pra ela. Começou a sair merda de meu rabo rapidamente. Eu sentia a mão dela percorrendo meu rabinho segurando minha merda vorazmente e, em seguida, besuntando seus mamilos. Eu tentava me segurar para não gritar de tesão. Afinal, estávamos num banheiro público. Perdida num universo mágico de urina e fezes, pedi que ela retirasse aquele cocô lindo do vaso e esfregasse em mim.Ela o fez rapidamente. Ali mesmo naquele chão podre de banheiro público nos envolvemos num lindo 69. Com nossas bocetas e rabos devidamente sujos, nos lambemos. Sentimos uma dentro da outra num baile divinal de corpos envoltos em merda quente e fresca. Gozamos ali mesmo. Várias vezes. Depois nos vestimos, sem a preocupação da limpeza, e assim mesmo, todas imundas, saímos pela rua abraçadinhas."
A imagem pode ser chocante, mas também não deixa de ser engraçada, é ou não é? Para quem vê apenas morbidez, ou perversão, Kailla tem uma resposta na ponta da língua. "Não somos anormais, como julga a regra da certinha sociedade. Nossa atitude sexual é de vanguarda. O que fazemos é a liberação dos atos que estão na cabeça de qualquer um, só que neles morrem antes de nascer”
E o que dizem os especialistas em sexo e comportamento? Bem, segundo eles, do ponto de vista emocional, ninguém pode ser condenado por buscar mais prazer. Uma vida sexual recheada de variações é saudável e todo mundo gosta.
Desde que os dois estejam de acordo, vale tudo. Mas há limites. E esse limite é alcançado, dando vez à doença, quando essas práticas transformam-se na única forma de se obter prazer sexual na vida de uma pessoa, e não numa brincadeira ocasional.
É o que ocorre com quem pratica a perigosa anoxia erótica. Nunca ouviu falar nem sabe o que é? Aí vai: é o ato sexual em que se alcança o prazer mediante a asfixia (!!!).Mas mesmo quem consegue parar a tempo pode sofrer danos cerebrais irreversíveis. Por isso, moralismo à parte, não vale a pena entrar nessa. Melhor partir para outra.


(continua)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

NA CAMA NINGUÉM É NORMAL (parte 1)

Na busca do prazer, algumas pessoas, aparentemente normais, como você, fazem coisas que nem o profundamente liberal marquês de Sade imaginaria

por Júlio da Mata

Nélson Rodrigues já alertava, numa de suas máximas: "Se as pessoas conhecessem a vida sexual uma das outras, ninguém se cumprimentava na rua". Porque a liberdade sexual não tem limites.
Coisas incríveis acontecem quando duas pessoas se encontram a sós entre quatro paredes. E não estamos falando de sadomasoquismo, porque isso é já faz parte da rotina - até nossos avós, que tinham tantos preconceitos, se excitavam assim - mas de taras barras-pesadas mesmo, como a anoxia erótica (forma de prazer obtida pela asfixia), a gerontofilia (a atração sexual por velhos) e a acrotomofilia (inclinação ou afeição doentia pela idéia de fazer sexo com mutilado).

Algumas práticas são nojentas e esdrúxulas, como a coprofilia (excitação sexual produzida pelo cheiro, visão ou contato com fezes(!) e a urolagmia (forma de prazer obtida pelo contato com urina).
Nem o marquês de Sade imaginaria tanto.Por exemplo: se lhe contassem que um dos maiores nomes da literatura universal, James Joyce (1882/1941), era um incontrolável apreciador das instâncias mais nojentas da fisiologia humana, você acreditaria?
Claro que não. Mas ali, naquele quarto com a porta fechada a chave por dentro, tudo é possível.

Homem de aparência circunspeta, de bigode e de óculos, autor do clássico Ulisses, em 1929 (aos 29 anos) Joyce chegou ao ponto de pedir à mulher amada (Nora Barnacle, 22 anos), em cartas de declarada paixão, que lhe soltasse gases nas narinas...
Eram cartas sérias e até românticas. Essa correspondência, até então enrustida, só foi descoberta depois da morte do autor de O Retrato do Artista Enquanto Jovem. E o que melhor nos parece: assinadas de próprio punho.
O resgate da correspondência veio pela amada, que o satisfazia em todas taras sexuais. Veja alguns trechos de sua correspondência com a amante (apenas as cartas escritas por ele, que estava em Dublin, na Irlanda, e ela em Pola, na Itália):


" (.) No âmago do amor espiritual que tenho por ti há também um desejo bestial e bruto por todos os pedacinhos de teu corpo, todas as partes secretas e vergonhosas dele e por tudo o que ele faz.

(.) Ensinei-te a fazer trejeitinhos indecentes com a língua e os lábios, a excitar-me por meio de toques e ruídos obscenos e até fazer na minha presença o ato mais sujo e vergonhoso. Lembra-te do dia em que levantaste a roupa e me deixaste ficar deitado por baixo de ti vendo-te fazê-lo? Depois ficaste com vergonha de me olhar nos olhos.
É maravilhoso foder uma mulher peidorrenta quando cada metida faz sair um. Penso que reconheceria um peido de Nora em qualquer lugar. Penso que poderia distingüir o dela numa sala cheia de mulheres peidando. É um barulhinho bem de menina, não como o peido molhado e cheio de vento que imagino ser os das esposas gordas (.)
Espero que nunca pares de soltar peidos na minha cara para que eu fique conhecendo também os cheiros deles."

O cara estava pirado, despirocou? Você ainda não viu nada. A melhor ainda: Ernest Hemingway, detentor do Prêmio Nobel de literatura, pediu uma vez a uma de suas muitas amadas, não menos que a deusa alemã Marlene Dietrich, que lhe urinasse nas narinas. Detalhe maior: Hemingway já havia feito O Velho e o Mar, o seu maior clássico literário. E Marlene Dietrich já era uma das mulheres mais cobiçadas do cinema mundial.
Não se sabe se essa tara do escritor fora movida por incontáveis doses de bebidas fortes - que ele consumia diariamente - ou se ele era mesmo um tarado insaciável.
As práticas eróticas dos dois escritores impressionam, vindas de quem veio. No entanto, elas são mais comuns do que se imagina, mesmo entre aqueles e aquelas que passam anônimos pelas ruas. Ninguém imagina o que fazem na cama.

(continua)


(Este artigo foi postado na lista Dark_Site em 04/09/2005)
NOTA: A autora do blog não compartilha do juízo de valor, do autor do texto,atribuído às práticas mencionadas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

VAMOS FALAR DO QUE NÃO É AMOR



Já falou-se tanto em amor, amizade e paixão...

Que tal falarmos do que não é amor?


Se você precisa de alguém para ser feliz, isso não é amor:

é CARÊNCIA.


Se você tem ciúme; insegurança e faz qualquer coisa para conservar alguém ao seu lado, mesmo sabendo que não é amado, e ainda diz que confia nessa pessoa, mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais, isso não é amor:

é FALTA DE AMOR PRÓPRIO.


Se você acredita que sua vida fica vazia sem essa pessoa; não consegue se imaginar sozinho e mantém um relacionamento que já acabou só porque não tem vida própria - existe em função do outro - isso não é amor:

é DEPENDÊNCIA.


Se você acha que o ser amado lhe pertence; sente-se dono(a) e senhor(a) de sua vida e de seu corpo; não lhe dá o direito de se expressar, de ter escolhas, só para afirmar seu domínio, isso não é amor:

é EGOÍSMO.


Se você não sente desejo; não se realiza sexualmente; prefere nem ter relações sexuais com essa pessoa, porém sente algum prazer em estar ao lado dela, isso não é amor:

é AMIZADE.


Se vocês discutem por qualquer motivo; morrem de ciúmes um do outro e brigam por qualquer coisa; nem sempre fazem os mesmos planos; discordam em diversas situações; não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares, mas sexualmente combinam perfeitamente, isso não é amor:

é DESEJO.


Se seu coração palpita mais forte; o suor torna-se intenso; sua temperatura sobe e desce vertiginosamente, apenas em pensar na outra pessoa, isso não é amor:

é PAIXÃO.


Agora, sabendo o que não é o amor, fica mais fácil analisar, verificar o que esta acontecendo e procurar resolver a situação. Mesmo que a situação se confunda às vezes para você, o correto é que avalie a "PRESENÇA" e a "AUSÊNCIA" de seu par na sua vida e diante do resultado de seus sentimentos irá perceber se algumas das situações acima são temporárias ou caracterizam definitivamente seu tipo de relacionamento.

Porque a "convivência" faz com que o tempo transforme o que é AMOR em ETERNIDADE, e o que NÃO É AMOR em ÓDIO, ou em NADA!


Meu pai disse-me um dia:

"Filho... você terá três tipos de pessoa na sua vida:


UM AMIGO: Aquela pessoa por quem você terá sempre uma grande estima, e com quem você sabe que poderá contar sempre; que bastará você insinuar que esta precisando de ajuda e a ajuda já estará sendo dada.


UMA AMANTE:Aquela pessoa que faz o seu coração pulsar; que fará com que você flutue e mais nada importará quando vocês estiverem juntos.


UMA PAIXÃO: Aquela pessoa que você amará, desejará incondicionalmente, às vezes nem lhe importando se ela lhe quer ou não, e talvez ela nem fique sabendo disso.


Mas, se você conseguir reunir essas três pessoas numa só - pode ter certeza . - Você encontrou a FELICIDADE."


(Augusto Schimanski - 1928/1973)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

HIGIENE ÍNTIMA

(Nu na água /Salvador Dali)



Esta semana me senti comovida com o trágico e doloroso fim de vida de uma jovem e linda Miss.
Morreu de complicações de uma infecção urinária.
Por conta disso me lembrei o quão é corriqueira esta doença.
Por que é corriqueira?
E me lembrei ,também, de algumas das causas às quais algumas mulheres não estão atentas: HIGIENE ÍNTIMA.
Quando a mulher não tem parceiro sexual e lança mão de consolos mal lavados e mal acondicionados( ou mesmo legumes).E não usa camisinha quando de seu uso.E depois do uso,não se banha com sabonete íntimo bactericida( há vários disponíveis no mercado de vários preços);
Quando a mulher usa o mesmo pedaço de papel higiênico na limpeza do ânus e da vagina,ou ao limpar o ânus “escorrega” com o papel até a vagina;
Quando,durante as relações sexuais,há concomitante penetração na vagina e no ânus;
Quando a penetração anal é feita sem camisinha e depois,mesmo lavado,o canal uretral estando ainda contaminado com bactérias do ânus,há penetração vaginal.
SEMPRE que há penetração anal,esta deve ser feita COM CAMISINHA.Esta protege ambos os parceiros.Livra o homem de uma infecção uretral e livra a mulher de infecções urinária e vaginal.
O ambiente anal é contaminado por inúmeras bactérias. Cuidados são bem- vindos para que este não seja um prazer de risco.
Não sei a causa da doença da moça,mas lamentei seu drama e fim de vida.
Não custa nada que se tomem estas precauções(que servem para parceiros fixos ou não) para que se evite correr o risco de tão trágico desfecho.

(Castelã_SM)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

CHAMADO






Eu posso ver,
muito bem,
O manso deslizar
Das gotas de suor...

Eu posso ver,
muito bem,
O espevitado ouriçar
Dos hirtos pelos...

Eu posso ver,
muito bem,
O intenso palpitar
Do seu coração...

Eu posso ver,
muito bem,
o compassado arfar
de sua respiração...

Eu posso ver,
muito bem, e
também,

O faminto olhar
De se entregar e
Se doar...

VEM!!!!




(Castelã_SM)

sábado, 17 de janeiro de 2009

ECLIPSE



Dia máfico

Sol e Lua copulando

Amantes no chão de estrelas

Na Terra

eclipse total no Amor


Na aurora escura

clara vidência

Terráqueos lunáticos

visionariso

dão lumeà vida

suspiram

tornam-se amantes!


(j.carvalho)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

RECESSO DE FIM DE ANO

Recados do Orkut

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A LITERATURA ERÓTICA ATRAVÉS DOS TEMPOS



Satiricon, de Petronius
Considerado como o predecessor do romance moderno, Satiricon, de Petronius, foi escrito nos primeiros anos da era cristã, durante o governo do imperador Nero.
A obra descreve as andanças de dois prostitutos na alta sociedade da época. Orgias, prostituição masculina, pederastia, incestos, homossexualidade, são alguns dos temas abordados por Petronius. Dezoito séculos depois, o romano Fellini, conterrâneo de Petrônio, faria um belo filme com essa história
.

O Decamerão, de Bocaccio
A literatura de cada época é também seu retrato, e o obscurantismo da Idade Média enterrou com ele a cultura, especialmente aquela voltada para as atividades eróticas. Apenas no fim desse período vamos encontrar novas manifestações nesse gênero. Aqui registraremos uma obra-prima do erotismo: O Decamerão, de Giovanni Bocaccio.
Nas dez histórias, como indica o título, que compõem o livro todo tipo de estripulias sexuais são narradas. Pela obra, o autor tornou-se persona non grata para o clero, uma vez que muitos dos personagens de seu livro são padres e freiras que trepam desvairadamente.

O Livro Negro do Amor, do Marquês de Sade
Bocaccio fez tanto sucesso em sua época que entrou para a História. Muitos autores seguiram seus passos e escreveram suas próprias coletâneas de histórias no gênero. Entre eles o Marquês de Sade, que publicou o seu Livro Negro do Amor, muito semelhante a O Decamerão.
Sade tornou-se um dos mais importantes autores de erotismo e sexo de todos os tempos, e seu nome virou sinônimo do erotismo bizzarro e violento. Ele passou a maior parte de sua vida na cadeia, justamente por seus hábitos estranhos, e lá, na Bastilha, a célebre prisão francesa, escreveu talvez o mais terrível livro erótico de todos os tempos: Os 120 Dias de Sodoma.

Manon Lescaut, As onze mil varas e Madame Bovary
A França, seguindo a sua tradição literária, desenvolveu obras-primas da novela erótica, como, por exemplo, Manon Lescaut, do Abade Prévost, no século XVIII, e As Onze mil Varas, de Guillaume Apollinaire, no século XIX, entre centenas de outros títulos.
Esses autores assinavam suas obras com pseudônimo, para fugirem da censura da época. As meras passagens eróticas, que hoje nos pareceriam ingênuas diatribes de adolescentes, naquele tempo causavam furor público e processos, como por exemplo o que enfrentou Gustave Flaubert com a publicação de Madame Bovary, também no século XIX.

O Amante de Lady Chaterley
A virada do século atenuou o moralismo das sociedades. Mesmo assim D. H. Lawrence, autor inglês com especial predileção pela abordagem das relações amorosas, sofreu censura por seu romance O Amante de Lady Chaterley, que descrevia os furiosos encontros eróticos da esposa de um nobre paraplégico com seu jardineiro.
As décadas de vinte e trinta foram pródigas em autores eróticos, como Anais Nin e Henry Miller, por exemplo, que foram amantes. Miller escandalizou várias gerações com suas descrições despudoradas sobre o amor.

A literatura erótica brasileira
Por aqui tivemos e temos excelentes autores de textos eróticos. Nas décadas de quarenta e cinqüenta ficaram famosos e foram perseguidos Cassandra Rios e Nelson Rodrigues, que às vezes assinava Suzana Flag. O nosso clássico érotico absoluto é A carne, de Júlio Ribeiro, que hoje não impressiona a mais ninguém que tenha assistido a algum capítulo da novela das seis.
Já a grande poeta Hilda Hirst publicou na década de 90 O Caderno Rosa de Mary Lamb, onde sua ousadia formal e conteúdo ousado mexem com a libido de qualquer um, seja moralista ou não. Recentemente, João Ubaldo Ribeiro publicou A Casa dos Budas Ditosos, que tem obtido grande sucesso, comprovando a resistência do gênero.


*TEXTOS EXTRAÍDOS DA NET

(texto publicado na lista BDSM_SP em março/2005)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A AIDS



Aids: todos contra ela
Cresce o número de mulheres vítimas da doença

Por Anna Mocellin


Embora no Brasil a epidemia de Aids seja considerada estável, ainda são grandes os números de vítimas da doença. Segundo o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2008, entre 1980 e 2007 foram registrados mais de 500 mil casos no país e 200 mil óbitos. Neste ano, em que é realizado o 20° Dia Mundial da Luta Contra a Aids, o Ministério da Saúde lança campanha com o foco em homens com mais de 50 anos e já prepara uma campanha voltada especialmente para o sexo feminino. Os números impressionam: a taxa de incidência para cada 100 mil mulheres saltou de 9,3, em 1996, para 14,2, em 2005.
Não há mais um grupo restrito de pessoas ou de mulheres que podem vir a ser contaminadas: a Aids as atinge em qualquer idade – inclusive vêm aumentando os casos de idosas portadoras da doença. Por que isso vem acontecendo? Se antes se falava em grupos de risco, como usuários de drogas injetáveis, homossexuais e profissionais do sexo, hoje não se pode ao menos definir um perfil dos portadores da doença. É o que argumenta Carmen Lent, coordenadora do
Banco de Horas, entidade de apoio a portadores de HIV/Aids no Rio de Janeiro. "Não existe mais um perfil comum às pessoas com Aids. Atualmente, sabemos que qualquer pessoa sexualmente ativa pode ser infectada pelo HIV. As pessoas não-testadas, casadas ou não, não são necessariamente soronegativas, mas sim sorointerrogativas", afirma.

CONTINUA...

domingo, 30 de novembro de 2008

SHIBARI OU OS LAÇOS ERÓTICOS JAPONESES

Os japoneses desenvolveram a mais completa, ou mais racional, técnica de amarração erótica de que se tem notícia. Só que elas só se refinaram por causa do contato com o Ocidente. Na verdade, renasceram por causa dos ocidentais.


Fala-se que as origens do shibari ou kinbaku, que são os nomes pelos quais a técnica é conhecida, estão no século XVII, em reuniões na casa de um líder espiritual que gostava de ver mulheres amarradas sendo humilhadas. Outros profissionais dizem que a origem é a fusão da técnica de amarração de prisioneiros desenvolvida por samurais com a técnica ninja de utilização de cordas atadas a ganchos e machados, mais a amarração de condenados para humilhação pública e também para tortura. As palavras shibari e kinbaku têm significados diferentes, mas se tornaram, para os ocidentais, sinônimos. Shibari seria o genérico para amarração e kinbaku o específico para a técnica erótica japonesa.




Parece que o hobby floresceu mesmo na virada do século XIX para o XX e começou a se popularizar depois da Segunda Guerra Mundial, quando os japoneses tiveram contato com publicações underground ocidentais sobre sadomasoquismo e perceberam que eles detinham uma tradição que podia ser vitaminada. Fotógrafos se interessaram pela coisa, revistas passaram a publicar, e já havia profissionais especializados em shows de amarração em boates. O mais cultuado é Eikichi Osada, que morreu em 2001. Ele começou a amarrar nos anos 60 e fez muitos shows.




A idéia geral da amarração não é machucar. É prender para aumentar a sensação emocional de rendição e a sensação física de prazer. O orgasmo é explosão, o orgasmo amarrado é implosão. Deve se ter cuidado para não restringir a circulação do sangue e também não apertar determinados nervos. Se a candidata tem tendência leve que seja à claustrofobia, não deve jamais tentar ser amarrada. É bom também manter sempre à mão uma tesoura do tipo médico, com pontas redondas, para corte em caso de se perder nos nós na hora de desfazer ou haver pânico. A corda mais indicada é de fibra de maconha. Bastante vendida no Japão, na Europa e nos Estados Unidos. Ela é macia, fácil de desatar. Quem não consegue essa fibra pode tentar corda de algodão. A espessura mais recomendada é de seis milímetros. Para começar, um jogo de seis cordas de oito metros de comprimento cada é o bastante. Na internet, há tutoriais de amarração e também vídeos. É só fazer a busca pela palavra shibari.


(SIR LANCE KNOT é praticante há dez anos de amarração erótica).
Reportagem publicada n'O Globo em maio/2005

domingo, 23 de novembro de 2008

DOMINAÇÃO E CONSENTIMENTO


Há muita controvérsia no que tange aos “tipos” de relacionamento Ds e SM.

Esta variação ocorre por conta das próprias diferenças e objetivos individuais frente a uma relação dessa natureza.

Já, por várias vezes,tenho me manifestado,que prefiro masoquistas a submissos..É uma preferência minha lidar com esse tipo de escravo em vez do outro.
Considero-me mais sádica do que Dominadora por quanto não curto os apegos inerentes a uma relação Ds.
Não quer dizer,por isso,que o escravo masoquista não deva obediência e ENTREGA nos momentos em que está à minha disposição.
Mesmo sendo um “simples” CONSENTIMENTO,existe um CÓDIGO de conduta e reverência (liturgia) que deve ser observado pelo escravo(a)(submisso ou não)quando se entrega a um(a) Dominador(a),mesmo que por algumas horas.
Se o TOP é litúrgico(como no meu caso) esta estará presente em todos o tempo partilhado por ambos.
Permanecer de joelhos,prostrar-se aos pés, é o mínimo que um escravo deve fazer, nesta circunstância,pois a presença da Dominadora assim o exige.
Vejo como DOMINAÇÃO alguma coisa mais ampla do que estas posturas básicas.Vejo o comprometimento emocional e psicológico do(a) escravo(a) em relação a(o) seu(ua) Dono(a).Algo que extrapola aos momentos da sessão e que tanto o TOP quanto o(a) escravo(a) carrega em seu cotidiano particular.
O CONSENTIMENTO se restringe a momentos de POSSE e DOMINAÇÃO.
Uma verdadeira DOMINAÇÃO é mais abrangente e permite uma interferência maior na vida do(a) dominado(a).
Existe um outro lado da moeda onde,mesmo em sendo uma relação calcada,apenas, em sessões,o bottom exige alguma forma de contato que venha,para ele, caracterizar-se como DOMINAÇÃO.E o TOP tem que ter "feeling" para perceber isso.


(Castelã_SM)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 28

Esclarecimento:Àqueles que estão acompanhando a novela,devo esclarecer que os acontecimentos ,que se seguem,não estavam previstos.A história tomou seu rumo,sozinha.Novo destino será dado ao personagem.


A animação do churrasco entra noite adentro.O,sempre convidativo ,aroma da carne na grelha,o pãozinho de alho,bem picante,um excelente vinho(eu não gosto de cerveja) e muita conversa jogada fora,encerra esta diversão de domingo.Alinhavo mais um encontro,com Rebecca.
A segunda-feira amanhece, nublada,também,preconizando um dia cinzento e frio.O caminho,para o escritório,sempre o mesmo,com as retenções habituais.
O projeto internacional,da Irlanda,se desenvolve a todo vapor.Por conta disso,minha posição,na empresa,é de grande prestígio.Sou chamado para inúmeras reuniões,como consultor dos mais variados assuntos,afins.
Decidi comer um sanduíche,no almoço,para terminar alguns documentos importantes,objetivando um novo negócio que se avizinha.
O telefone toca:
_“Alô!”
_”Marco?”
_”Sim”
_”Rebecca”
_”Oi,minha linda.Como vai?”
_”Tudo bem.Ligando para confirmar o horário do cinema”
_”Tudo certo.Eu lhe pego às 20hs,para a sessão de 21.”
_”Ok,então.Beijos e até a noite.”
_”Beijos,menina.Tchau.”
O telefone toca,de novo.
_”Será que ela esqueceu alguma coisa?” eu penso.
_Alô!”
_”Como vai Marcilius?”
O som, desta voz, me acelera o coração e meus pêlos se arrepiam.
_”Tudo bem,Senhora.”respondo,rápido.
_”Gostou do presente?” referindo-se às algemas.
_”Sim,Senhora.Gostei muito”
_”Elas estão aí,com você?”
_”Não,Senhora.Deixei-as em casa.”
Pressinto que, alguma coisa, não vai sair certo.
_”Verme, burro e incompetente, é você!”
Eu sabia.Já esperava alguma coisa assim.
_”As algemas prendem você a mim.SEMPRE!” enfatizou esta última palavra.
_”Quero que esteja SEMPRE COM ELAS.”
Embora a voz continue baixa, a entonação faz com que pareçam gritos, em meus ouvidos.
_”Desculpe,Senhora.Elas vieram sem nenhuma orientação.”
_”Ahhhhhhhhhh...está bem...Vou providenciar uma BULA para que saiba usar os acessórios que eu lhe envio.”E solta uma estridente gargalhada. Amanhã, providencie tempo,para mim.Quero estar com você às 14 horas."
O telefone fica mudo.
O restante da tarde, me consome em documentos e reunião.
Ao voltar p´ra casa ,pelo rádio ,tomo conhecimento de um acidente envolvendo ônibus e automóvel.Segundo as notícias,neste último,ninguém sobreviveu.
Meu ritual de relaxamento,após trabalho,está completo.Meu banho morno,na banheira,meus sais,meu drinque.Espicho-me no sofá,fazendo hora para me aprontar e pegar Rebecca.
O filme brasileiro,Os Desafinados,despretensioso,mas alegre,nos remete a uma época quase ingênua,de propostas pessoais renovadoras, tolhidas por um aparato político/policial desumano e cruel.A trilha sonora,relaxante e retrô.
Após o cinema,vamos ao apartamento de Rebecca.
É um aconchegante e bem mobiliado lugar.Sóbrio,até,para ser a moradia de uma mulher.Eu o imaginava mais colorido,sei lá.
“Quer beber alguma coisa?”ela pergunta
“Tem vinho? É a minha bebida preferida,rs”
“Tem um branco seco gelado”é a opção que ela me oferece.
“Excelente,p´ra mim.”
Ela toma de duas taças e serve o líquido transparente e saboroso,para ambos.
Ela coloca um CD com músicas da época do filme.
O jantar,previamente preparado,é servido em poucos minutos.
Arroz com ervas,legumes ao vapor e filé de linguado, ao molho de maracujá,
Sorvete de pistache e calda de chocolate,como sobremesa.



Ao final,um cafezinho.Este tomado,na sala,aconchegados, num sofá.
Não me atrevo a regalias maiores das que me são oferecidas,afinal é a primeira vez que venho aqui.
Apenas,nos mantemos abraçados.
Silenciosos.
Eu decido que já é hora de ir embora e me levanto.
Ela se aproxima de mim e diz:
“Já?”
Sinto um convite implícito àquela pergunta e decido beijá-la.
Sou correspondido,intensamente.
Carícias mais ousadas se seguem e,aos poucos,nos encaminhamos para o quarto.
Entregamo-nos aos braços de Bacante.


Exaustos, usufruímos de um relaxante banho.
Chega a hora de despedir-me.
Ela me leva à saída,abraçados, e saio,de volta p´ra casa,na madrugada,ainda nublada e fria.
Na manhã seguinte,no escritório,lembro da ordem de Sarita.

“Às 14 horas quero você livre,p´ra mim”.
Apresso meus compromissos e decisões.Assino inúmeros documentos,contando liberar-me, à hora marcada.
Minha secretária tem,por hábito,comprar os principais jornais,todas as manhãs.
Se necessito alguma notícia, importante,tenho-a, sempre à mão.
Ouço o comentário que ela faz, com o contador da empresa,ao pedir-lhe um capuccino.
“Que horror,Cenésio.Neste acidente não sobrou ninguém.O pior foi o engarrafamento que enfrentei para pegar a linha amarela,ontem”.
Ao receber a xícara,eu pergunto:
“Chegou tarde em casa,é?”
“Sim,Senhor Marco,um acidente aconteceu ontem e provocou o maior engarrafamento.Custaram a retirar carros e vítimas.”
E trouxe o jornal para que eu lesse sobre o ocorrido.
Na primeira página,um ROSTO.

“O senhor está bem,Senhor Marco? Porque está pálido? Quer que eu lhe traga água ou outra coisa qualquer?”se agita minha aflita secretária.
O choque é visível e incontrolável.
O rosto de Sarita está ali,entre as vítimas do acidente. Ao lado dela,Ernst e outra pessoa que não conheço.
Não procuro saber o verdadeiro nome dela.Na minha mente martela apenas uma coisa.NÃO A VEREI MAIS.

(continua)

sábado, 8 de novembro de 2008

RITUAL DE ENCOLEIRAMENTO (ELEMENTOS)

Para o "ritual de encoleiramento" não existe,necessariamente, um "modelo".
A única coisa a considerar é que o ritual deixa,no subconsciente,sinal indelével.
Estão colocados aqui, alguns dos "elementos simbólicos" que poderão estar presentes neste ritual.Cada um possui seu significado específico e particular.
O TOP irá escolher a forma como utilizá-los.


CÍRCULO - linha sem início ou final.Significa o melhor meio de preservar e conter o espaço de energia.É transformado, neste ritual, no templo de proteção e poder;


VELAS - além de proporcionar uma luminosidade "misteriosa" ao ambiente,irão representar a clareza dos sentimentos envolvidos ali.Elas atraem coragem para vencer desafios.
Cor:

Rosa - (simboliza raízes de um relacionamento)
Violeta - (simboliza mudança/transformação)
Vermelha (simboliza energia/poder);


INCENSOS - são aliados nos momentos de sexualidade e prazer.Preparam o ambiente c/ harmonia.Sândalo,almíscar e canela são os aromas afrodisíacos;


FLORES - as rosas vermelhas simbolizam paixão.Orquídeas simbolizam luxúria;


MÚSICA – Cada um escolhe ao seu próprio gosto.Como sugestões: Solaris,Clannad,Enya,gregorianos;


BANHO - a ser tomado pelo "bottom".Usa-se a título de preparação para o ritual.Chá (feito em casa) de camomila e algumas gotas de essência de patchuli ou jasmim(ou qq outra representativa para o TOP);


BEBIDA - a ser consumida por ambos.Significa beber à mesma fonte( no caso o prazer).Chá de lâminas de maçã ou casca de laranja, paus de canela e algumas gotas de baunilha(!!! é afrodisíaca!!!);


ROUPAS - podem ser os mesmos trajes adequados aos TOPs e túnica de algodão cru,sem adereços,para os bottoms.


Estão listados aqui,os elementos.
Cada TOP escolhe aqueles de sua preferência.

Vale lembrar que o ritual deverá ter uma MARCA PESSOAL, específica do TOP.aquele elemento que o caracteriza e que não deverá ser passado adiante,a nível de informação.Este será o elemento de POSSE.Quanto às palavras,estas ficarão por conta da emoção,da imaginação e do tesão do momento.

Há modelos de JURAMENTO que poderão ser adaptados para cada casal.

(Castelã_SM)



quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O KAMA SUTRA

Kamasutram (em sânscrito),conhecido no mundo ocidental como Kama Sutra, é um antigo texto indiano sobre o comportamento conjugal, amplamente considerado o trabalho definitivo sobre amor, na literatura sânscrita. Seus ensinamentos, embora conduzam ao prazer, visam, em primeiro lugar, à elevação espiritual do homem, em sua trajetória religiosa.
Foi escrito por Vatsyayana, como um breve resumo dos vários trabalhos anteriores que pertencia a uma tradição conhecida genericamente como Kama Shatra.
Kama é a literatura do desejo,significa amor,prazer,satisfação.Sutra foi um termo padrão para um texto técnico.O livro recebeu o nome original de Vatsyayana Kamasutram ( "Aforismos sobre o amor, de Vatsyayana"). A tradição diz que o autor,nascido no início do século IV, foi celibatário e viveu em Pataliputra, um importante centro de aprendizagem. Se isso for correto Vatsyayana viveu durante o ápice da Dinastia Gupta, período conhecido pelas grandes contribuições para a literatura Sânscrita e para cultura Védica.


Os três sustentáculos da religião hindu são Kama, Dharma e Artha. Dharma é o mérito religioso e Artha a aquisição de riquezas e bens.
Os hindus acreditavam que aquele que praticar Dharma, Artha e Kama, sem se tornar escravo das paixões, conseguirá êxito em todos os seus empreendimentos. Em outras palavras, deve-se desfrutar as riquezas e os prazeres sexuais sem jamais perder a virtude religiosa.
O Kama Sutra era destinado aos homens, pois as mulheres na época eram submissas demais, mas isto não quer dizer que ele ignora as necessidades femininas.
“Em resumo, a pessoa sagaz e prudente, que leva em conta Dharma, Artha e Kama, sem se tomar escrava de suas paixões, é bem-sucedida cm todos os seus empreendimentos.”







ENSINAMENTOS BÁSICOS:


- A preparação deve ser cuidadosa e devidamente planejada;
- A higiene pessoal é uma exigência;
- O uso de perfumes é recomendável;
- A iluminação deve ser branda;
- Uma música romântica cria um clima especial;
- Uma taça de vinho torna o momento inesquecível.



- Explore as zonas erógenas: seios, pescoço, pés, nádegas,etc.;
- Faça massagem utilizando óleos ou loções perfumadas;
- Faça carícias utilizando movimentos circulares e suaves com a ponta dos dedos;
- Acaricie os cabelos e beije o pescoço;
- Prolongue e valorize ao máximo o momento.
- Lembre-se que a mulher é sensitiva e auditiva;
- Sussurre palavras de amor e paixão ao seu ouvido;
- Acaricie a parceira e beije suavemente todo o seu corpo;



- A mulher adora ser beijada. Beije-a ardentemente;
- O homem é visual. Ele sente prazer em ver;
- A mulher deve usar roupas sensuais e provocantes;
- O segredo é usar a imaginação, criatividade e espontaneidade;
- Todas as posições são admissíveis. Imite as posições dos animais;
- A mulher sente-se excitada ao perceber que está dando prazer ao parceiro;
- Desperte o prazer na parceira sem esquecer de si mesmo;
- O Kama Sutra declara que é dever do homem satisfazer sua parceira.



O Kama Sutra é hoje o mais conhecido livro do amor. Embora seja um livro sobre sexo , é preciso considerar que o livro enfatiza a arte e os modos que uma pessoa deve praticar o sexo, envolvendo todos os cinco sentidos: audição, tato, visão, paladar e olfato, além da mente e da alma.

(Fonte:textos da Internet/Ilustrações:Kama Sutra)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

CROSSDRESSER E OUTRAS DEFINIÇÕES


O Longman – Dictionary of Contemporary English aparece a seguinte definição:

"CROSSDRESSING - The practice of wearing the clothes of the opposite Sex, especially for sexual pleasure ( A pratica de usar as roupas do sexo oposto, especialmente para prazer sexual)."

Quando, por volta de 1997 vim a conhecer o termo, termo esse mais difundido fora do País, percebi que os conceitos passados, nas diversas paginas que visitei, acabam sendo divergentes.

Cada pessoa tende a interpretar o termo da forma que melhor lhe convém e por conseqüência acaba gerando "n" definições.

Pelo que é definido acima, qualquer pessoa, que utilize uma roupa do sexo oposto e por essa utilização consiga obter o prazer sexual seria considerado um CD, assim sendo, falemos sobre o Crossdresser masculino, a ereção obtida pela utilização de uma roupa feminina é um sinal claro da tendência ao CROSSDRESSING.

Já, se uma Crossdresser feminina, não obter o prazer sexual pela utilização de roupas masculinas, já que ela pode muito bem estar usando roupas masculinas no seu dia a dia sem ser questionada ( Moda ), então ela não pode ser considerada uma Crossdresser.

O que não fica claro, nessa definição dada é qual a forma de utilização das roupas no contexto geral da definição.

Nas definições de Crossdresser, dadas em inúmeras HP’s não é citado em nenhum momento o "prazer sexual" com motivo da transformação, fala-se muito em alma feminina, em sentimentos femininos, etc..., mas ninguém, nem eu, na verdade consegue definir o termo em sua totalidade.

Tentamos adaptar as definições e assim vamos, ao mesmo tempo, criando outras.

Seriamos nós TRAVESTIS???

Novamente nos encontramos em uma encruzilhada levada pelas definições dadas.

O Dicionário Aurélio Travestis define o travesti como : "Disfarce ao Trajar, Pessoa que geralmente, em espetáculos teatrais, se veste com roupas do sexo oposto".

Bem, para os CD's, não é um disfarce e nem participamos de espetáculos teatrais então por essa definição também não somos travestis.

Na linguagem popular, travesti é hoje sinônimo de prostituição, então para separar as coisas, criou-se o termo "TRANSFORMISTAS" , que seriam os atores que se apresentam travestidos.

Dentro dessa sopa de letrinhas, sejam termos ou abreviações podemos citar algumas que, alem de serem as mais conhecidas estão no vocabulário popular.

TV – Travesti

TS – Transexual

TG – Transgender

TF – Transformista

DQ – Drag Queen

CD – Crossdresser

Vamos tentar dar uma definição para cada um dos termos acima:

TV – TRAVESTI * Pessoa do sexo masculino que através de hormonizações, cirurgias plásticas, transforma a forma masculina de seu corpo em uma forma feminina. Termo marginalizado, utilizado pejorativamente para caracterizar prostituição.

TS e TG -TRANSEXUAL/TRASGENDER * Pessoa com características físicas de um gênero sexual e psicologicamente com características de outro. Através de tratamentos psicológicos, hormonais e cirúrgicos tende a adequar suas características físicas às psicológicas.

TF e DQ – TRANSFORMISTA E DRAG QUEEN *Termo mais usado ao se tratar com pessoas ligadas a arte, que utilizam da caracterização física do sexo oposto em espetáculos. A Diferença principal entre os dois termos seria que o transformista tenta a dar uma forma mais caracterizada e a Drag algo mais caricato.


CD – CROSSDRESSER – Pessoa que se veste com roupas do sexo oposto ( Homem que se veste de mulher sem ser travesti, transformista, transexual, Transgender ou Drag Queen), para que????Como separar as fronteiras de cada termo??? E até onde podemos dizer que a separação é correta??? De que forma é que nos enquadramos? ?? Seria esses termos uma escala evolutiva??? Onde cada abreviação é um degrau a ser atingido???Levando em conta pontos e parâmetros, o Crossdresser seria a base inicial, para o transexualismo, os primeiros passos a serem dados.O Crossdresser, também, é um pouco de fetichismo, ( a obtenção do prazer sexual através de objetos, ou a atração sexual a determinado objeto, nesse caso seria as indumentárias femininas).Em termos psicológicos o Crossdresser pode ser considerado uma fuga, desvio ou transferência.Por mais que se vá ao fundo do assunto não será possível definir em seu todo o que é ser CD, cada pessoa tem uma forma de interpretar o assunto e quanto mais se for aprofundado, mais caminhos se abrirão e mais duvidas e conceitos, serão apresentados, muitos concordarão em parte, mas ninguém concordará em sua totalidade e novas definições serão dadas.Um dos pontos dentro do CDsing que gera uma grande polemica é quanto a sexualidade, o CROSSDRESSING tem ou não conotação sexual??? Muitos dirão que não e outros que sim. Havendo conotação sexual, essa conotação sexual seria tendência ao bi ou homossexualismo? ?? Mais uma pergunta que gerará discussões mas que não deve ser deixada no ostracismo.Quais seriam alguns pontos referenciais que tornariam possível identificar que o Crossdresser é na realidade outra coisa:

CD x Fetichismo:
A fixação por um único tipo ou derivação de uma indumentária .
A utilização de uma roupa para a excitação, terminando em masturbação, sendo que ao termino, não há a necessidade da permanência da roupa. A roupa é utilizada exclusivamente como meio.

CD x transferência:
A fixação por uma pessoa impossível de se aproximar, forçando a criação de um personagem idêntico a ela.
A busca por qualidades não encontradas nos parceiros faz com que assuma-se as mesmas, gerando uma transferência de seus anseios para uma segunda personalidade. Com o tempo existe a necessidade de dar forma física a esse personagem.
O gosto de ver uma pessoa usando determinado tipo de roupas, e na negativa por parte dela, por vezes gera também essa transferência, havendo graus diferenciados. O Homem que escolhe e compra as roupas que a mulher vai usar está gerando uma transferência, sem haver a necessidade de utilização das mesmas.

CD x Fuga:
A negação da responsabilidade assumida.
O desejo de submissão e dependência.
Ao se travestir-se, assumisse uma postura feminina que, numa sociedade machista, é sinal de submissão e dependência financeira e emocional, por vezes.
A responsabilidade de suprir a necessidade da família é do homem, normalmente, gerando um clima de estresse emocional, ao assumir a personalidade feminina ele foge dessa responsabilidade, mesmo que seja por poucos minutos. A Mulher quando assume a subvenção da família, assume o papel imposto pela sociedade de manutentora das posturas que deveriam ser masculinas, assim pode vir a gerir um reflexo de um pseudo Crossdresser Masculino. Como, não é incomum encontrar mulheres que usam roupas masculinas, ou cortes de cabelos ou, não utilizam maquiagem, não há a necessidade de uma caracterização mais abrupta para se assumirem como CD's.A principal controvérsia sobre o Crossdresser é gerada na transformação Homem / Mulher, uma pela caracterização e transformação mais detalhada e pela própria negativa dada pela sociedade machista. Uma mulher usando uma calça ou camisa masculina será sempre uma mulher, aos olhos dos outros, já o homem usando uma calça ou blusa feminina será taxado pejorativamente. Assim sendo o Crossdresser masculino tem uma faceta maior a ser explorada que o Crossdresser Feminino.Um ponto que gera profunda confusão é o que aborda desejos sexuais gerados pela transformação Masculino / Feminino ou vice versa.

Alguns CD's, assumem completamente a postura feminina que quando estão "montados" tem desejos ou fantasias de se relacionarem sexualmente com Homens. Para alguns, "não há maior manifestação de Heterosexualidade do que essa", já que em seu âmago são, naquele momento, verdadeiras mulheres. Quando se desmontam, tais vontades voltam a morar na parte mais profunda de seu ser. Alguns, até alegam que sem estarem "transformados" teriam aversão a um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo. Essa postura é uma negativa a sua homo ou bissexualidade, negativa por falta de coragem de assumi-la ou por padrões impostos pela sociedade. Esses preferem tratar sua personalidade feminina com uma pessoa a parte, como se ela tivesse vida e consciência própria, completamente independente da sua personalidade predominante, a masculina. Com o tempo, existe o risco da personalidade feminina ir se tornando mais preponderante, pois em seu inconsciente ela se torna mais prazerosa.Querer dividir-se em duas personalidade é querer negar para si o que se é, é necessário saber conviver com as duas facetas ( Masculinas/Feminina s ) que existe, apenas tendo ciência de saber até onde se quer chegar.Ser Crossdresser, ou dizer, é mais fácil do que definir, isso é claro. Com o tempo seremos capazes de descobrir se "quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha" do que catalogar 100 % as definições do "CROSSDRESSER" .

(Maite Schneider/15/01/07)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

VISITANTE ILUSTRE


TOLERÂNCIA PARA O AMOR

O escritor José Saramago foi quem melhor soube sintetizar seu sentimento: "Cheguei até aqui". Com esta simples frase, ele demonstrou qual era seu limite de tolerância. Não iria adiante.
Todos nós temos um limite de tolerância em relação a tudo.Mas nas questões amorosas este limite tende a se esticar em função das nossas carências, das nossas fantasias, da nossa esperança de que, da próxima vez, as coisas irão dar certo.Mas não dão. E não dão de novo.


Até onde você pode chegar?


Você teve uma relação terminada, sofreu muito, mas até hoje o cara segue seduzindo você.Você não dá a mínima, até que um dia cede, mas aí ele é que não corresponde. Você volta a ficar na sua, ele volta a seduzí-la, você resiste, resiste, resiste, até que um dia você cede de novo, marca um encontro, e ele cancela.E assim passam-se meses, anos, numa situação absurda: ele atrás de você, e quando você diz sim, ele cai fora.


Se você não consegue dar um basta nisso, é porque você ainda tem tolerância pra gastar.


Ela lhe telefona e você larga tudo para vê-la, mas no dia seguinte ela volta pro namorado.


O sexo é ótimo entre vocês, mas quando não estão na cama, vocês não conseguem trocar meia-dúzia de frases sem brigar.


Vocês adoram os mesmos filmes, os mesmos programas, são apaixonados um pelo outro, mas sexualmente há uma falta de atração total.


Você se sente infeliz, mas não tem coragem de começar vida nova.


Você se arrependeu de deixá-la, mas seu orgulho impede de pedir pra voltar.


Até onde podemos ir?


Até o limite do suportável.


Um belo dia, depois de inúmeras repetições do mesmo erro, a gente desiste.


Com tristeza pela perda, mas com alegria pela descoberta, diz pra si mesmo: "cheguei até aqui".


E, então, a vida muda.




(Martha Medeiros)


P.S.: Este texto pode ser adaptado para frustrantes relações BDSM

sábado, 18 de outubro de 2008

A TATUAGEM:tão antiga quanto a própria humanidade

"Uma tatuagem (...) é um amuleto permanente, uma jóia viva que não pode ser retirada", escreve Michel Tournier (romancista francês), citado no dicionário "Le Petit Robert". Não há limites para a imaginação na sua elaboração. Com os seus desenhos, que podem representar variantes infinitas, a tatuagem tornou-se mais do que uma moda."A tatuagem está no ar do nosso tempo. Ela corresponde a uma escalada no incremento da aparência, e se desenvolve paralelamente à transformação do corpo em mercadoria", analisa David Le Breton, um professor de sociologia na universidade Marc Bloch de Estrasburgo (nordeste).Para os pesquisadores, esta empolgação pela tatuagem, que surgiu durante os anos 70, e conheceu uma forte amplificação vinte anos mais tarde, nada tem a ver com as práticas anteriores ou exóticas. Essas marcas sobre a pele eram, até então, sinais utilizados, por um indivíduo, para afirmar que ele pertencia a um grupo: religioso entre as populações maoris (Nova Zelândia, Ilhas Cook), de piratas, de antigos presidiários ou de legionários."Para as gerações as mais novas, o gosto pelo piercing ou a tatuagem constitui uma mistura ambígua de reivindicação de originalidade e de submissão às atitudes conformes de uma classe de idade", prossegue David Le Breton.

Esses "adereços cutâneos" correspondem a uma vontade de embelezar o corpo. "É uma espécie de vestimenta que não é retirada. A ela, misturam-se a sedução, a provocação, a parte de estima por si mesmo e o sinal de uma vinculação social", comenta Jean-Luc Sudres, um psicólogo, mestre de conferências na universidade Toulouse-Le Mirail (sudoeste).Todas essas motivações, conscientes ou não, explicam a variedade dos temas e a escolha do momento na decisão da pessoa de se fazer tatuar. Entretanto, não existe nenhum código específico. Para os adolescentes, a tatuagem, não raro, é vivenciada como um rito de passagem, uma apropriação do seu corpo. Quanto ao local escolhido para o desenho (um pouco acima das nádegas, em volta do tornozelo, no ombro), ele é ao menos significativo da vontade de discrição e de intimidade que a pessoa quer lhe atribuir.Nem todos são iguais perante a tatuagem, a qual sobressai melhor nas peles claras, enquanto as peles escuras preferem as escarificações (pequenas incisões para criar motivos em relevo). "As pessoas que se fazem tatuar não parecem estar preocupadas com o que acontecerá com o passar do tempo, com o envelhecimento da pele. Aliás, não existe nenhuma pesquisa sobre esta questão", comenta Jean-Luc Sudres.

A tatuagem apresenta duas especificidades: a sua aplicação é mais ou menos dolorida, e ela é indelével, exceto se a pessoa resolve se submeter a uma cirurgia com laser, algo que é preferível fazer sob a orientação de um médico. A escolha do "suporte" tem um caráter muito peculiar. "Os psicanalistas detectaram que a pele exerce um papel muito particular na psique. Para Freud, tratar-se-ia de uma projeção do ego. Além disso, os pesquisadores que trabalharam na teoria do apego estabelecem uma relação entre a pele e a relação entre mãe e filho", comenta Nicole Péricone.Esta psiquiatra infantil e psicanalista, que constata um desenvolvimento das patologias narcísicas, acrescenta: "Talvez isso corresponda também ao fato de que a palavra perdeu seu lugar preponderante no campo da comunicação. Quando as pessoas optam por se fazer gravar um desenho na pele, é porque elas precisam complementar alguma coisa para então aceder ao outro".

(Françoise Chirot/tradução: Jean-Yves de Neufville)
Fonte:Internet
EM BDSM? COMO USÁ-LA?