Este castelo pertence à M@G@,Dominadora carioca há mais de 25 anos envolvida nesta prática BDSM

domingo, 27 de janeiro de 2008

O USO DAS VELAS


Velas .... Conhece algo mais inofensivo que isso?
Será que são mesmo?

Agente sempre gosta de avisar: velas podem provocar queimaduras caso usadas incorretamente.
A vela usada muito próxima à pele pode provocar queimaduras que resultarão em bolhas e até mesmo em infecção.
A vela pode, caso mal usada, respingar nos olhos, então o direcionamento é muito importante; quanto mais presa a pessoa estiver, menos possibilidade de erro, quem segura a vela, terá.
Escolha os tipos de velas...
Nunca as de abelha, sempre as de parafina...
Evite as coloridas (são mais quentes que as brancas).
Verifique se seu parceiro tem alergias...
Evite as mucosas...
Mas se vc,realmente, quiser usar a vela em partes do corpo que são mucosas, vá experimentando com a vela bem elevada e preferencialmente branca (quanto mais elevada mais fria).
Não é porque um escravo aguenta velas, por horas, que o outro deve aguentar também.Cada pele é de um jeito e há pessoas que recebem cada pingo de velas em uma proporção de dor muito elevada.
Velas em pelos são uma tortura para sair... seja em homens ou em mulheres... se esta for a intenção excelente...agora, se vc quiser usar vela e rapidamente passar para outra técnica, lembre-se que a sujeira e o tempo gasto para retirar estas velas será grande. Sua sessão poderá se restringir à usar velas e passar o resto do tempo tirando-as (a escova para tirar carrapatos de cães é bastante eficiente).
Se você desejar escrever suas iniciais na pele de seu escravo (a) use a vela preta... é a que melhor possibilita isso.
Importantíssimo: Aquelas pequenas velas (usadas em rechaud) que possuem uma pequena placa de metal sob elas é bem perigosa pois conforme a vela vai queimando o metal vai aquecendo transformando- se em uma chapa quentíssima.. .
Se deseja usar este tipo de vela retire a chapa sob a vela ou fique de olho para que ela não queime até o fim, caso vc a deixe sobre seu escravo (a).
Poderá usar pingos de vela na língua, mas verifique o posicionamento da cabeça para que a vela fique apenas na língua.


Dica:
Use velas nas amarrações. Amarre seu escravo de maneira que ao encaixar as velas nas cordas ele fique absolutamente imóvel e as mesmas respinguem nele.
Cuidados:que ele não se mexa e para que,obviamente, o fogo da vela não toque nas cordas..
Evite proximidade com o rosto.

Bela {LD}











terça-feira, 22 de janeiro de 2008

BOTICÁRIO



Teu corpo é vasto pasto
para meus secretos desejos
Sovina e voraz vampira
Te sugo e te esvazio inteiro

Desvario em doces dores
Amalgama de sangue fundido
De taras e férteis terras
Íngremes e perfeitas ondulações

Experiente botica extraio
De tua alma,pedra filosofal
Extrato e sumo de entrega
E construo prazer colossal

Ainda sinto no recinto
Tremores,espasmos,lassidão
Suores e pungentes gemidos
Produto de total sedução!


(Castelã_SM)

sábado, 19 de janeiro de 2008

ME AMARRO NESTE BLOG


Um interessante blog , lançou uma campanha no sentido de unificar os blog SM que têm qualidade para oferecer.

O endereço é http://ainsubmissa.blogspot.com/.

Regra:É exigido um link que direcione ao Blog de quem te indicou e um link do criador deste.



No meu entender,dos blogs que eu conheço,seleciono:



A insubmissa

http://ainsubmissa.blogspot.com/



por que possui ingredientes de verdade e sensibilidade.



Momentos nossos

http://sualicia.blogspot.com/



a perfeita harmonia de uma relação frutífera e sintonizada



†Ðä®k M¡§†®ë§§† the Dungeon

http://darkmistressthedungeon.blogspot.com/



com depoimentos e apreciações de extrema franqueza e competência



Pedaços de mim

http://re.sonhar.zip.net/index.html



com a naturalidade e os sentimentos de uma intensa mulher



ENDORATRIX

http://endoratrix.blogspot.com/



criatividade em alta neste blog

Obs: vc deve avisar ao blog que foi indicado por vc.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

"A SAGA DE UM ESCRAVO": CAPÍTULO 20


Escolhemos o cardápio.Ela pede medalhões com arroz à la Piemontese e , eu,caneloni recheado com ricota,espinafre e uva passa ao molho bechamel e queijo,uma especialidade da casa.
_”A partir de agora,na minha companhia,nunca mais irá comer outro prato que não seja massa.Esta foi a SUA escolha e será o prato que SEMPRE irá comer, quando estiver comigo.”
Fico olhando p´ra ela ,sem entender direito a mensagem.
“Se incomodaria em repetir,por favor?” E ela repete.
Rio comigo mesmo._”E daí? Adoro massa e duvido que algum dia possa vir a reclamar disso” penso.
Servimo-nos de vinho,durante o jantar,e a sobremesa foi Torta Sacrapantina, uma delícia italiana,que fez o regalo da Rainha.
_”Está delicioso,este jantar,Marcilius”
Ela teima em ignorar meu próprio nome.
_”Vamos ao assunto principal,então.”continua.
_”Espero que você já tenha percebido que sou uma Dominadora Sadomasoquista.”
_”Sim,claro que entendi” interrompo.
_”Desde que lhe coloquei meus olhos,me interessei por você e após as nossas últimas experiências tenho a certeza de que será um bom escravo,depois de um devido treinamento,claro” conclui.
_”Mas aquilo tudo não quer dizer nada,Senhora” me apercebo,tarde demais, o chamamento que dou a ela:SENHORA.
_”Seu subconsciente o trai,está vendo?”ela não perde tempo.
_”Podemos fazer o seguinte.Vamos começar o que eu chamaria de um
adestramento. Você vai se inteirar do que é BDSM e suas obrigações como escravo além do meu poder em relação a você.Daremos um prazo para isso,a partir do qual poderei desaparecer da sua vida.O que me diz?”esta é a proposta.
Posso não concordar,se quiser,mas alguma coisa de curiosidade e arrogância me fazem aceitar.
_”Certo.Eu aceito.” respondo.”pode-se tentar.Devo lhe assegurar que não farei nada para criar obstáculos às suas artimanhas mas,só farei aquilo que me der muito prazer. Combinado,assim?”Eu completo.
Tirando essa coisa de sadomasoquismo,Sarita até que é uma mulher interessante, inteligente,de conversa ampla e agradável.
Em determinados momentos, muito sexy,em outros arrogante e seca.
Terminado o jantar,eu a coloco num táxi e vou p´ra casa,remoendo cada palavra proferida nesta noite.
Estamos há uma semana do jantar.Estou no escritório,ansioso para começar qualquer coisa.Ainda não recebi nenhuma ligação ou recado.
_”Vamos almoçar,Marco!” convida Angelina,minha companheira de projetos,aqui no Brasil.Temos realizado muitos trabalhos juntos,nossa parceria é extremamente produtiva.
_”Não vou agora,colega.Estou finalizando um ítem do nosso próximo projeto. Pode ir na frente,daqui a pouco eu vou ao seu encontro.”
No projeto em que estamos trabalhando existe um desencontro de prazos que quero esclarecer,daí que prefiro atrasar meu almoço a interromper os cálculos que estou fazendo.
Tilinta o telefone.Não há mais ninguém na sala e sou obrigado a atende-lo.
_”Alô!”
_”Estou aqui,na portaria, esperando você.”a voz quente me faz vibrar o pau.
_”Olá Sarita,como vai?”
_”Repete!”
_”O que?”
_”Repete”
_”Repete o que?”
_”O cumprimento para mim”
_”Olá Sarita,como vai?”
Ela desliga sem aviso.Fico sem entender este comportamento estranho.
Finalmente,acabo de completar meus cálculos e desço para almoçar.
Costumo freqüentar um restaurante à quilo,muito variado e saboroso, aqui perto do escritório.
Entro procurando por Angelina e ela não está mais lá.
A fila está longa e há um burburinho de gente p´ra lá e p´ra cá ,esbarrando-se uns aos outros.O impressivo aroma,de variados temperos, as coloridas comidas expostas me aguçam o apetite.
Decido escolher um peixe assado com purê de batatas e salada,de fácil digestão,e que não me dará sono no restante do expediente.
Acabo de me sentar e Sarita senta-se à minha frente.
_”Olá, Marcilius”
Fico surpreso com a presença dela,ali.
_“Ficou zangada?” perguntei por conta do episódio do telefone.
_”Você precisa aprender a dirigir-se a mim.”começa por explicar.
_Bom dia, minha Senhora e/ou Boa tarde,minha Senhora e/ou ainda Boa noite,minha Senhora.Assim é que eu quero.”completa.
_”Perdoe-me.Eu não sabia.”
_”Eu sei.Por isso estou aqui lhe ensinando.”
_”Boa tarde,minha Senhora.Como vai?”
_”Assim, está certo.”
_”Quer almoçar?” eu pergunto
_”Vá ao bufê e traga,para mim,um bife acebolado com purê e salada de alface com tomates e palmitos” é a ordem.
Trago a bandeja com o pedido dela.Meu lugar está vazio.Cadê meu prato?
_”O garçom já tirou meu prato?”
_”SENHORA” ela emenda
_”Sim,Senhora”
_”Não,não tirou.Eu mandei levar.Vá buscar um prato de massas p´ra você.”
Ahhhhhhh...me lembro que não posso comer nenhuma outra espécie de pratos, na presença dela.
Volto ao bufê e trago uma lasanha ao molho à bolonhesa.
O que me surpreende mais é me sentir feliz ao cumprir estas pequenas ordens. Minha excitação se manifesta ali mesmo.Sei que não posso me levantar.Por baixo da mesa os pés dela procuram por meu pau e ela ri quando vê em que estado estou.
_”Ulalá! Já temos alguma manifestação feliz!” ela debocha.”Você pode se ausentar de seu trabalho,agora?”pergunta à guisa de ordem.
_”Um momento,Senhora.Vou ligar para o escritório.”
Em segundos,estou livre dos compromissos de trabalho.
_”Vamos!” é a ordem.”Meu carro está ,logo adiante,no estacionamento.Você dirige.”
_”Sim,senhora”
Pago a conta e dirigimo-nos em direção ao veículo.
_”Quero que passeie sem rumo.”
Ao dizer isso,tira os sapatos e coloca seus pés no meu colo massageando meu pau e bolas.De vez em quando,roça os pés no meu rosto.
Sigo no trânsito,bastante excitado com aquele carinho.Meu pau duro parece que vai furar a calça.
_”Siga em direção à Avenida Brasil”
Nada,lá fora,parece ter algum sentido.As buzinas,as pessoas atravessando atabalhoadamente,o movimento intenso do tráfego,os sinais atravessados,
mecanicamente.
Todo o meu mundo se concentra dentro deste carro, com esta mulher.
Rodamos alguns bons minutos._”Há um motel,logo adiante.Entre.”
Não sei o que poderá acontecer.Tenho mínimas noções do que estou iniciando ali. Os códigos do mundo “vanilla”(este é o nome que recebe a pessoa que não curte sadomasoquismo)não têm serventia aqui.
Assim que entramos na garagem e saímos do carro,ela manda que eu tire toda a roupa.

(continua)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

DONA DA MINHA PAIXÃO




Você me vira pelo avesso

Fazendo eu sentir coisas que eu nunca senti

Me leva ao céu, me desarvora

Quando você me ama fico fora de mim

Amor você não tem defeitos

Será que eu mereço tanto amor assim

Me entrego inteiro sem censura

É uma loucura que não tem mais fim

Me entrego e nada me segura

Quando me procuras eu só digo sim

Já ganhou meu coração

Já é dona da minha paixão



O seu beijo acende o meu desejo

E eu fico em suas mãos

Já ganhou meu coração

Já é dona da minha paixão

Me enlouquece, provoca e eu aceito

Essa condição



Ai, ai, ai, ai,

Faz assim que é bom

Ai, ai, ai, ai,

Vem cá meu bombom

Ai, ai, ai, ai,

Me lambusa todo com o seu batom

Ai, ai, ai, ai,

Faz assim que é bom

Ai, ai, ai, ai,

Vem cá meu bombom

Ai, ai, ai, ai,

Me dá mais que eu quero

Essa sedução



(Elymar Santos)

sábado, 12 de janeiro de 2008

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 19


A um quarteirão do prédio,onde moro,a venda é retirada.Desço, são e salvo, em frente ao meu portão.
_”Até a próxima,meu amigo!” diz Dreyfuss
Entro em casa e me sinto um extraterrestre.Estes dois dias, naquele lugar,naquele ambiente,experimentando situações inusitadas,me permitindo experiências inverossímeis,foi como sair de órbita e escapar para um inexpugnável universo.
Olho meu apartamento como se fosse uma âncora a me trazer, para a realidade, novamente.
Na secretária eletrônica,há um sem fim de mensagens.Desisto de ouvi-las.Prefiro deixar para o dia seguinte.
Mergulho num banho,perfumado,com meus sais preferidos,coloco um CD de Bach que me acalma e relaxa.Deito na cama e sucumbo a um sono profundo e agitado, povoado pelas imagens que acabara de viver e presenciar.
Na manhã seguinte,o telefone toca,histericamente.Desperto, assustado, com tamanho escândalo.
_”Alô!” atendo, meio sonolento.
_”Bom dia,Marcilius!” a voz sorridente da Rainha Sarita se faz presente.
_”Eita.Já? nem bem me acomodo em casa e ela já vem se impor ao meu espaço!” penso aborrecido,com o que considero uma invasão.
_”Bom dia,Marcilius!” ela repete
_”Bom dia! O que quer agora? A festa acabou.Voltei ao meu dia a dia.Posso?” digo,num tom impertinente.
_”Não,não pode” foi a seca resposta.Não pode meeesmo,está ouvindo? Esqueceu que é meu escravo?” continua.
_”Senhora Sarita,ou seja lá o nome que tenha.Já participei de sua fantasia, agora quero sossego para tocar a minha vida” eu completo.
_”Ser escravo não é uma fantasia de minutos ou horas.Envolve tarefas cotidianas.Obrigações a cada tempo.” Ela me diz,à guisa de ensinamento.
_”Você já me perguntou se quero ser um escravo?Você me seqüestra para um lugar que até agora desconheço.Presencio uma série de acontecimentos surrealistas e agora vem me dizer que SOU seu escravo e lhe devo obrigações?”
_”Ok.Conversaremos a respeito”, ela torna,conciliadora.
_”Veja bem.Devo voltar ao escritório,tratar de assuntos do meu interesse profissional. Poderemos conversar à noite.,num jantar.Quer assim?”
_”Certo.Às vinte horas e trinta minutos estarei à sua porta.”
_”Vamos combinar o seguinte.Às vinte horas e trinta minutos estarei à sua espera no Il Mangiare.”foi a minha proposta,”Ou prefere que eu vá busca-la em casa?” conclui.
_”Não,em casa ,não.Estarei à porta do Il Mangiare a esta hora,mesmo.” E desligou o telefone.
Ao som de Enya,cumpro o trajeto ao escritório.Algumas das cenas que presenciara no fim de semana,não saem da minha memória e, muito a
contra gosto percebo que não me são aversivas.Sinto prazer ao recordar as bofetadas,as lambadas com a palmatória,até a sessão com urina,agora não me parece ter sido tão ruim.Um arrepio percorre a minha espinha e meu pau já se manifesta.
_”Devo estar maluco de pedra.Acho que peguei a maldita doença daquele pessoal.Como posso me excitar ao lembrar aquela barbaridade toda?”, o racional toma conta de minhas sensações.
Ao chegar à minha sala e abrir minhas mensagens no computador,vejo que há uma de Edward.Imediatamente,as imagens de Belfast se fundem às do fim de semana,passado.Tudo igual,as mesmas preferências,o mesmo ritual,o mesmo ambiente,e tão distantes um do outro.
_”Creio que estou entrando num labirinto,sem saída.Deve ser alguma sociedade secreta internacional.”
Outro e-mail traz uma propaganda de festa SM,num clube,em São Paulo.
_”SM? Porque acham que vou gostar disso?”
As imagens, que ilustram o convite,me remetem às estranhas festas a que estive presente.
Decido abrir pesquisa,no Google,acerca de SM.
Estou tão entretido com as minhas descobertas que acabo por esquecer uma reunião,anteriormente, agendada.
_”Marco!” entra na sala meu colega de projeto.”Venha! a reunião está à sua espera”
Mal consigo prestar atenção ao que se fala ali.Meu pensamento voa em direção aos textos que acabo de ler.Palavras como Dominadores,escravos, switchers, Mestres, slaves,são novidade para mim e se revestem de uma aura de mistério e curiosidade.Toda uma hierarquia presente nestas relações me fascina.O prazer ligado à dor e à humilhação,até porque eu já havia experimentado assim,se descortina como forma de satisfação erótico-sexual. Cresce meu interesse pelo jantar,de logo mais,à noite.
Do escritório mesmo,minha secretária fez a reserva,no restaurante.
Ao chegar,quinze minutos antes do combinado,me apresento ao maitre,
_”Sou Marco Andreanetti,tenho uma reserva,”
_”Sim,senhor.Sua companheira já chegou e o aguarda.”
_”Putz.Ela chegou antes!” penso
”Olá ,Marcilius” é a saudação que recebo ao me aproximar da mesa”Não curto surpresas,preferi chegar um pouco mais cedo.” E apresenta a mão para ser beijada,tarefa que cumpro cavalheirescamente.
_”Não sei de que surpresa pode estar falando.Não sou de faltar com o respeito a uma dama.Jamais a deixaria esperando ou faltaria a esse compromisso.”
_”Por que acha que eu o escolhi?Sei exatamente quem é e como se comporta. Sei do seu padrão de educação e é exatamente isso que gosto em você. Um executivo respeitado e poderoso,como meu escravo”
_”Um desafio?” pergunto acintoso.
_”Pode levar para esse lado,se quiser” é a resposta.

(continua)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

SPANKING


Esta é uma técnica que tem a sua origem perdida no tempo da História do homem.Pode ter aparecido como forma de “exorcismo” dos espíritos malignos que fariam uma pessoa agir de modo inconveniente em relação aos costumes vigentes e/ou teria transformado sua essência para “punição” destes mesmos atos.
Pode ter,ainda,um componente de auto–flagelação como “expiação” por atos condenáveis,concretos ou não.
Usada,também,como forma de impingir autoridade.
No BDSM assume aspectos particulares:

1) punição por faltas cometidas ou atitudes inapropriadas dos “bottoms” em relação aos seus “TOPs”;
2) momento de humilhação aliado à extrema sujeição e entrega;
3) para os sádicos o ato de bater,mesmo que seja sem motivo,consiste em algo extremamente prazeroso,até mesmo para reafirmar autoridade;
4) prazer do masoquista em ser surrado.Este desejo faz com que ele aja,com rebeldia,para provocar punições.O TOP deve estar atento para não ter o seu humor manipulado pelo “bottom”.

Para o spanking podem ser utilizados: as mãos, chicotes, canes, flogs, cintos,chinelos,fio elétrico,escovas de cabelo, cordas,toalha molhada, palmatórias e tudo o mais que a criatividade do TOP permitir...

Quanto aos lugares a serem surrados deve-se ter especial cuidado: a cabeça(ouvidos),o rosto(olhos),os rins,os seios,o pulmão,os tendões do joelho, dos tornozelos e das pernas...
Bundas e coxas são os lugares mais apropriados para um spanking. As solas dos pés,local de final de enervações, podem ser surradas com a devida cautela,chama-se a isto bastinado.

Quanto às posições,estas variam desde o OTK(on the knees:sobre os joelhos),ou imobilizado num Bondage, ou preso ao pelourinho ou ainda,o tanto que a imaginação ousar.

A cadência e o ritmo,dado ao spanking,pode levar,o bottom, ao orgasmo.

NUNCA um TOP deverá surrar um “bottom” movido pela raiva para que não perca a noção de intensidade da surra...e venha a causar danos irreparáveis...

(Castelã_SM)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

VISITANTE ILUSTRE



O QUE SE PASSA NA CAMA





(O que se passa na cama



é segredo de quem ama.)






É segredo de quem ama



não conhecer pela rama



gozo que seja profundo,



elaborado na terra



e tão fora deste mundo



que o corpo, encontrando o corpo



e por ele navegando,



atinge a paz de outro horto,



noutro mundo: paz de morto,



nirvana, sono do pênis.






Ai, cama canção de cuna,



dorme, menina, nanana,



dorme onça suçuarana,



dorme cândida vagina,



dorme a última sirena



ou a penúltima… O pênis



dorme, puma, americana



fera exausta. Dorme, fulva



grinalda de tua vulva.






E silenciem os que amam,



entre lençol e cortina



ainda úmidos de sêmen,



estes segredos de cama.



(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 18


E a Senhora Sarita prossegue._”Um novo candidato a meu escravo, também,está presente.E aponta para mim:
_”Marcilius”.
Aplausos,de novo.Alguns murmúrios:
_”Felizardo,hein!”
_”Este está com tudo!”
_”Vai entrar para uma senzala de respeito!”e risos.
Eu não sei onde enfio minha cara.Estou envergonhadíssimo, apesar do tom de aprovação nos comentários.Meu rosto deve estar escarlate.
Logo,sou esquecido pelo burburinho que se forma para os cumprimentos às duas novas companheiras.
Novamente,o sino.
_”Meus queridos.A Rainha Kenya vai nos brindar com uma apresentação” diz a Rainha anfitriã.Silêncio absoluto só rompido pelo som de uma sonata de Schubert.
A rainha loura se encaminha para uma cruz,sempre trazendo, pela coleira,a sua escrava.
A moça é presa na cruz,com algemas,de costas para a platéia. Inicia-se uma surra de chicote que vai deixando escuros vergões na pele morena.Admiro a valentia dela.Não solta um “Ai”e nem reclama ou chora.Gotículas de sangue começam a escorrer.A surra termina.
Aldréa se aproxima,a chamado da Rainha Kenya.Traz uma vasilha,com pedras de gelo que passa no corpo supliciado.A escrava,então,é presa,agora,de frente para a platéia.Seu sexo é invadido pelos dedos da rainha que a beija,com sofreguidão. Seus corpos se fundem um ao outro.Gemidos de prazer se fazem ouvir.A Rainha Kenya morde os mamilos de Leonyr que se contorce mais e mais, de encontro à rainha.
Aldréa se aproxima com algumas velas acesas.A rainha pega, uma a uma,e deixa escorrer a parafina,pelo corpo da escrava.
Ouve-se apenas:”Obrigada,senhora!”que a mulata diz,apaixonadamente.
A Rainha Sarita é convidada a aproximar-se.Vem com um chicote pequeno com o qual fustiga o sexo da escrava.Esta se contorce em espasmos e uiva.O orgasmo dela é assistido por todos.
Estou aterrorizado com a possibilidade de servir como espetáculo ali.
O sino toca de novo e a voz de Sarita é ouvida :
_”Meus amados convidados.Nossa festa,hoje,está terminada. Estou muito grata a todos por terem comparecido.Espero que tenham se divertido bastante.Até o nosso próximo encontro, mês que vem.”
Um a um,os convidados se despedem dela,e uns dos outros,e saem.
_”Mestre Dreyfuss!” o franzino homem se aproxima dela, atendendo ao chamado.
_”Posso lhe pedir um favor?”ela pergunta.
”Tantos quantos quiseres,minha querida!” sorridente,ele responde.
_”Preciso de uma carona para o meu novo escravo” ela me olha e pisca.
Eu permaneço quieto.Estou pensando onde estarão minhas roupas, porque entrar no meu prédio vestido desse jeito,e descalço,vai ser um escândalo.
Ernst se aproxima e me entrega as minhas roupas,impecáveis.
_”Vista-se.” É a ordem dela,para mim.Num lance rápido,estou pronto para ir embora.
Antes de sair,sou vendado e levado para o carro.
Sem despedidas,saio dali de volta para casa.
Deixo para trás, imagens, emoções, aromas, sons que estão gravados em minha memória e que vão povoar meus pensamentos durante a viagem de volta.

(continua)

domingo, 16 de dezembro de 2007

MEU HORÓSCOPO XAMÂNICO



CORUJA


De 21/11 a 20/12 A lua da neve


Corujas são muito observadoras e silenciosas.

Pessoas coruja são inteligentes, bem articuladas e discretas.

Seu olho para os detalhes faz delas perfeccionistas.

A Coruja necessita de liberdade de expressão.

É vivaz e presta muita atenção aos detalhes.

Curiosa e adaptável, tende a abarcar mais do que pode.

É valente e decidida, e sabe ser versátil.

Sua natureza é sincera e estudiosa, e pode ser muito compreensiva, ainda que às vezes lhe falte tato.

No amor, adora a aventura e é atraído por pessoas exóticas.

Precisa variedade e intensidade de sentimentos, mas, acima de tudo, alguém com quem possa conversar e compartilhar seus múltiplos interesses intelectuais.

Dá-se bem com Falcão e Salmão

Deve cultivar: Concentração, otimismo e entusiasmo vital

Deve evitar: Auto-indulgência e exagero;

ViscoMineral: Obsidiana

Cor: Dourado

Direção: Noroeste

Medicina da Coruja: É o poder de discernir as coisas em momentos de incerteza e levar uma vida coerente, com planos a longo prazo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

VISITANTE ILUSTRE

Rodas de Fogo
Ponha a coleira em mim
então eu fico de joelhos
e começo a latir
a dor é bela como nunca
venha abrir a jaula
e eu entro na esfera celestial
Lá onde estavam as estrelas
giram rodas de fogo
nós celebramos uma paixão
a dor é bela como nunca
Venha até mim devagar
ponha-me em correntes
e aperte o nó com força
então eu poderei rir
venha abrir a jaula
e eu entro na esfera celestial
Lá onde estavam as estrelas
giram rodas de fogo
nós celebramos uma paixão
a dor é bela como nunca
Ponha a coleira em mim
então eu fico de joelhos
e começo a latir
a dor é bela como nunca
venha abrir a jaula
e eu entro na esfera celestial
Lá onde estavam as estrelas
giram rodas de fogo
nós celebramos uma paixão
a dor é bela como você
Lá onde estavam as estrelas
giram rodas de fogo
nós celebramos uma paixão
a dor é bela como eu
Lá onde estavam as estrelas
giram rodas de fogo
nós celebramos uma paixão
a dor é bela como você
( Rammstein)

domingo, 9 de dezembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO": CAPÍTULO 17


_”Pega esta escova e este sabonete e me dê banho” foi a ordem.Pego a escova, derramo uma pequena quantidade do líquido e, vigorosamente,inicio a massagem do banho.
_”Huuuuuummmmmmmm.Isso é boooooommmmmmm.Muuuuuito booommmmmm mesmo” ela murmura,de olhos semicerrados.
Estou empolgado com esta nova obrigação.Ensaboa-la,esfregar-lhe o corpo,lavar-lhe os cabelos,uma forma de carinho que estou gostando de lhe proporcionar.
_”Quando eu sair dessa banheira,você pode lavar-se na mesma água.Entendeu?”
Mais uma humilhação.Tomar banho na água suja do banho dela.
_”Traz a toalha e ajuda-me a sair daqui.”
Eu a embrulho,na toalha,e tomo a liberdade de pegá-la no colo para sair da banheira.
_”Tira as mãos de cima de mim,imundo!” ela diz,aborrecida.
_”De joelhos! Sempre de joelhos,na minha presença!”
Eu me coloco de joelhos,a seus pés.
Ela,de passagem, acaricia cada um dos gatos.
_”Estes são Zulu,Morgana e Nigro,meus maravilhosos amiguinhos.”
Aldréa traz a roupa que ela vai vestir e finaliza os atavios necessários para que ela esteja perfeita e encantadora.
”Quando eu sair pode tomar seu banho.Eu o aguardo no salão da festa.”
Ela diz,assim que se completa seu traje,e sai acompanhada de Aldréa.
Ernst fica comigo e observa o meu banho.Eu me esparramo na banheira e até esqueço que a água não é limpa.Um relaxamento bom toma conta de mim e começo a cochilar.Não tenho noção de hora. Imagino que seja bem tarde porque estou com sono.Desperto com beijos.Meus lábios são tomados por uma boca sequiosa e ardente.Fico estupefato ao deparar com Ernst.
_”Seja benvindo,irmão de coleira!” ele diz.
_”O quÊ??????????????????????? Irmão de coleira????????? Bebeu,cara?” E salto da banheira,como se tivesse visto o diabo,em pessoa.
Ele está com a toalha na mão mas não permito que se aproxime de mim.Ele anda para um lado e eu corro para outro.
_”Pega a toalha,irmão” ele sorri,com uma voz doce e amável.
_”Olha aqui,cara! Não sei do que você está falando.Só lhe aviso UMA coisa.Não repita isso.Eu não beijo marmanjo.Minha praia é outra. OUVIU?????????” estou vociferando,meio histérico.
_”Fica calmo,amigo.Não quis ofende-lo.Nós,escravos da Rainha Sarita, somos irmãos de coleira e costumamos nos tratar com carinho para que ela se sinta feliz.Não sou “bicha” não.”A voz dele permanece calma e agradável.
_”Escuta bem! Eu não sei nada dessa coisa de escravos.Mas,beijar macho não faz a minha cabeça.Eu ainda vou esclarecer estas coisas com aquela maluca que você chama de Rainha.Brincar dessas coisas aqui,tudo bem,mas... ESCRAVO?????Você sabia que a abolição aconteceu faz tempo?”
A gargalhada dele soa longe.E ri,e ri,e ri sem parar.
Eu ali,nu,histérico vendo aquele homem,às gargalhadas.Imagino que espetáculo estamos dando.E começo a rir,contagiado.
Ele se aproxima.
_”Sai p´ra lá!”eu pulo para trás.
_”Pega!”ele me entrega a toalha e me enrolo nela.
Há uma túnica de tecido cru,esticada numa poltrona.Ele aponta:
_”Sua nova fantasia.Veste e iremos encontrar a Rainha Sarita,no salão”
”Descalço?”pergunto”Sim.Descalço.”ele responde.
Saímos dali e entramos naquele salão de acessórios,para suplício.
O movimento é grande,todos falam baixo,alguns soluços e grunhidos aqui e ali.
Imponente,em seu trono,a Rainha Sarita.
_”Vai lá e senta,aos pés dela”, Ernst cochichou.
Não sei dizer o que me move a cumprir este ritual.Constato o que há muito já observei.Apesar do rosto bonito,Sarita não tem um corpo perfeito,é roliça demais.Enxergo,agora,o que pode me atrair nela.Ela é luminosa.Há uma luz interna que emana dela,dando-lhe esta aura de poder e domínio.
Sigo até o trono e sento aos pés dela.
Ela me faz um carinho na cabeça e sorri:
_”Bom menino!”sussurra.
Ernst se dirige a um sino e toca.
Faz-se silêncio.A Rainha Sarita se levanta e,em voz audível a todos,comunica:
_”Meus queridos amigos,estamos hoje aqui para mais uma linda festa.Quero aproveitar para apresentar,a todos, mais alguns companheiros.A rainha Kenya e sua escrava Leonyr,pessoas lindas que se juntam a nós.”
Apresentam -se a loura alta,que traz puxada por uma guia,presa a uma coleira,a mulata que havia mijado em mim.Aplausos se fazem soar,no ambiente.
(continua)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

APÓS O BANHO,NUA


Após o banho,

nua ainda,

o corpo úmido

ao meu encontro,

visão, relembro,

cálido êxtase,

os seios entrevistos

no decote frouxo,

agora,

nua,

toalha molhando-se,

ressurgem após o banho,

fremindo,

suave embalo,

avidez de língua e mãos,

nua,

vens,

perfume, sulcos na pele,

ansiada espera,

curvas, a entrega ao meu olhar,

bocas, rosa túmida,

pétala, sucção, espuma,

resplandeces para mim,

nua,

após o banho.

(Fernando Py)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

FISTING

A palavra fisting ou fist fuck vem do inglês fist = punho,e quer dizer, literalmente "foder com o punho".
Consiste numa prática sexual que envolve a inserção da mão, e algumas vezes do braço,na vagina e/ou no ânus e reto.
Uma prática que pode ser considerada como preliminar ao fisting é o finger-fucking,ou seja,a inserção de um ou mais dedos na vagina ou no ânus.
Por se tratar de uma prática muito invasiva, se faz necessário tomar alguns cuidados para que não se incorra em acidentes.
1) exige-se algum tempo para o bottom permitir tal penetração.Deve-se testar,com calma,a gradativa elasticidade anal;

2) esta elasticidade pode ser testada com o aumento gradativo dos dildos(consolos);
3) havendo uma certa regularidade de sessões,a abertura se mantém e a expansão do esfíncter se faz mas rápida e eficientemente.Esta regularidade deve permitir um descanso do organismo( o ideal seria de 15 em 15 dias).Se as sessões são mais espaçadas que isto o prazo de dilatação passa a ser maior;
4) o medo inicial pode levar à contração do esfíncter anal e dificultar a penetração.O recomendado é conversar com o bottom para que ele se tranqüilize,relaxe e encontre prazer nesta penetração;
5) outra forma de relaxar o bottom é realizar o rimming(muitos dos TOPs não gostam disso).Pode-se substituir por carinhos nas regiões anal e vaginal;
6) a cada etapa,de dilatação,é natural algum desconforto.Este será tanto menor quanto maior for a habilidade do TOP;
7) um bottom masoquista terá mais facilidade,em cada etapa,por que a dor,por si só, lhe será prazeirosa;
8) depois de introduzida a mão,aproveite o prazer deste contato. Tanto para o TOP,quanto para o bottom é um momento de muita intimidade. Toque,com suavidade a parte interna do bottom e use palavras de encorajamento e tesão;
9) riscos que esta pr ática oferece:ruptura do reto ou vagina(se a penetração for feita com brutalidade ou com acessórios inadequados); qualquer tipo de contaminação(é recomendável o uso de luvas cirúrgicas que protegerão os dois parceiros); ferimentos internos(o TOP deve manter suas unhas cortadas,bem curtas);
10) não há riscos no sentido de se perder a elasticidade dos músculos(seja da vagina ou seja do ânus).Ambas as regiões possuem músculos que são preparados para atividades de expansão e contração;
11)ao menor sinal de sangramento deve-se ficar atento.Um sangramento ralo é natural.Se este se intensificar deve-se interromper a prática.Se o sangramento continuar intenso,procurar a ajuda competente.LEMBRE-SE:uma hemorragia intestinal pode levar à morte em alguns minutos;

12) o lubrificante recomendado é o KY( a base de água),ou similar.Há que se ter,em mãos,mais de um tubo por sessão(desaconselhável a vaselina);
13) para quem não tem fetiche por scat é recomendável que o bottom faça um enema,em casa,e venha com o intestino limpo. Evitam-se, assim, acidentes no sentido de liberação de fezes.
14) esta prática pode ser muito eficiente, no exercício do tesão e do prazer,por que a mão do TOP alcança finais de enervação encontrados na vagina(a mão do TOP encontra,diretamente,o controvertido “ponto G”) e no reto(no caso masculino,há a possibilidade de se massagear, diretamente,a próstata);
15) há uma variação do fisting que é a introdução de pés,foot-fucking, tanto na vagina quanto no ânus( os cuidados devem ser os mesmos);
16) para uma prazeirosa cumplicidade, nesta prática, é necessário muita tranqüilidade do TOP,muito relaxamento do bottom e muita sintonia entre ambos porque é o contato mais íntimo que dois parceiros podem usufruir;
17) se durante a inserção,por algum motivo,o bottom se apavorar,o TOP JAMAIS tirará a mão (ou dedos) de forma brusca.Espere o botom relaxar e saia DEVAGAR.A pressa pode formar uma situação de vácuo e causar danos mais sérios;
18) como toda as práticas do BDSM,esta também,só deverá ser vivida por um TOP experiente e consciente do que está fazendo.

19)NÃO FAÇA DE SEU BOTTOM UMA COBAIA.Pode não trazer bons resultados;
20) um bottom experiente pode ser de grande valia para um TOP iniciante,aqui.Aproveite a experiência de seu bottom para aprender;
21) NUNCA INGIRA DROGAS OU ÁLCOOL:SÃO SUBSTÂNCIAS QUE TIRAM A LUCIDEZ DO TOP E TORNAM O BOTTOM PERMISSIVO DEMAIS.PODE-SE PERDER OS LIMITES DE SEGURANÇA.


(Castelã_SM)
















sábado, 1 de dezembro de 2007

AMAR É


quinta-feira, 29 de novembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 16


Ela coloca duas algemas,me prende aos ganchos que existem ali e traz uma palmatória de borracha começando a me surrar,sem violência.
Minha bunda esquenta a cada investida.Meu pau lateja,na mesma medida.Está duro e com muito tesão.
_”Eu sabia que você iria gostar disso” diz debochada, observando meu lambuzado pau,que se expressa,sem vergonha.Parece que saio de órbita,em delírio.A cadência das borrachadas,o aquecimento contínuo que se espalha pelo corpo,me alucinando,em sensações desconhecidas,até então.Atenta ao meu desempenho,ela percebe que meu orgasmo se avizinha e pára de bater.
_”Agora não,mocinhoJá teve sua festa hoje.Você vai aprender que só pode gozar quando EU permitir.Entendeu?”ela diz com tanta tranqüilidade,que quase acredito.
_”Você não está delirando,não?” pergunto atrevido.
Uma bofetada estala na minha cara.Meu pau explode,em gozo.
_”Que é que é isso?” ela está furiosa.”Se atreve a me desobedecer?” seus olhos faíscam.”Vai saber o quanto lhe custará isso” e sai da cela,de forma intempestiva.
Quando volta,vem acompanhada de um homem pequeno e magro.Logo atrás,vem Aldréa abraçada a uma linda,alta e robusta mulata.
_”Este é o moço?” o homem pergunta,avaliando cada parte do meu corpo.A voz é forte,grave e firme.Não combina com alguém com físico tão franzino.
_”Este é Mestre Dreyfuss,mocinho” diz a Rainha Sarita à guisa de apresentação.
_”Olá!” digo eu e recebo,de imediato,uma bofetada.
_”Alguém aqui permitiu que falasse?” diz Sarita.
Começo a me divertir com essas atitudes dela.Parece um jogo onde a minha pessoa é ninguém, e gosto disso.Sinto como uma espécie de alívio por deixar de ser responsável por atitudes minhas.Mandam e obedeço.Não preciso decidir nada. Na minha vida profissional,tudo depende de minhas decisões.Acordos são feitos e desfeitos,somente,a partir de pareceres meus.
Aqui,neste jogo erótico,minha vontade não prevalece,pelo contrário,é o que menos conta e,isso,está me trazendo enorme satisfação.Estou ansioso para ver e participar das novas etapas deste envolvimento.
_”Traga-o aqui”a autoridade de Dreyfuss se faz ouvir.
Sou levado a um recanto da cela.Ali,o chão é de cimento e há um ralo.Da parede pende um chuveiro.No centro há uma argola presa ao chão. Sou algemado àquela argola e fico de joelhos.
_”Venham vocês aqui” Dreyfuss chama,Aldréa e a mulata.
_”Façam-no de privada.”
Estou surpreso,sem saber o que isso significa, exatamente.
Primeiro,veio Aldréa que urinou em cima de mim.Depois,foi a vez da mulata,que fez o mesmo.Por último,foi ele mesmo,Dreyfuss,que me cobriu com jatos de urina quente.
Minha indignação foi tamanha que fiquei sem palavras,para reclamar.
Meus olhos estão de tal forma,arregalados,que Sarita me olha e explode em gargalhadas.
_”Vão saltar das órbitas!” e continua às gargalhadas.
_”Agora é a minha vez” diz ela,e recebo um novo banho de urina.
_”Sua maluca,o que pensa que está fazendo?” minha voz soa gutural e estranha,tal o meu nervosismo.
Aquele início de boa vontade,em continuar o jogo,escoa pelo ralo,junto com a urina.
_”Você ainda não aprendeu o que significa ser escravo.Depois de algum tempo, por aqui,vai entrar na linha,direitinho”
Abre o chuveiro e a água gelada e limpa me proporciona alívio daquela escabrosidade.
Todos saem e permaneço ali,à espera.
Apesar do inusitado,o tesão esteve presente em cada momento desses.Toco meu pau,estou excitado.Para minha surpresa, as imagens que vêm à memória,na minha excitação,são aquelas dos supliciados,naquele salão.
Incluindo aí até a sessão de mijo.
De cada grito,que me lembro,mais e mais transito no meu solitário prazer. .
_”Será que estou louco?Como posso ter tesão por esta nojeira?”
Aldréa e Ernst entram e me soltam. Dão-me uma toalha para me enxugar.
Sou levado a um quarto enorme.Há uma ampla cama,com dossel,em metal dourado.Colcha branca com desenhos,em vermelho.Ao pé da cama há um tapete branco coberto com almofadões vermelhos.Do teto,pendem dezenas de correntes de vários comprimentos,algumas chegam ao chão.Um espelho,com moldura dourada,cobre inteiramente,uma das paredes.Há,também,uma mesa em mármore branco, com estrutura em metal dourado.As cadeiras são,do mesmo metal,almofadadas em vermelho.O piso é de granito preto.A luz, mortiça,vem de dois abajures,também, pretos,em forma de pilastras.
Três gatos pretos,preguiçosamente,se esparramam nas almofadas.
_”Vem aqui.” Ouço a conhecida voz que vem de trás de um biombo.Só então, reparo que o cômodo ainda continua,além do que posso ver ali.Ela está recostada dentro de uma banheira com água coberta por pétalas de rosas.O aroma das flores está presente, em todo o ambiente.
( continua)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

VISITANTE ILUSTRE




SONETO DO MEMBRO MONSTRUOSO




Esse disforme, e rígido porraz



Do semblante me faz perder a cor:



E assombrado d'espanto, e de terror



Dar mais de cinco passos para trás:






A espada do membrudo Ferrabrás



De certo não metia mais horror:



Esse membro é capaz até de pôr



A amotinada Europa toda em paz.






Creio que nas fodais recreações



Não te hão de a rija máquina sofrer



Os mais corridos, sórdidos cações:






De Vênus não desfrutas o prazer:



Que esse monstro, que alojas nos calções,



É porra de mostrar, não de foder.






(Manuel Bocage)

sábado, 24 de novembro de 2007

O QUE SIGNIFICA O EMBLEMA BDSM



O Emblema BDSM não tem simbolismo "óbvio" porque foi criado para ser enigmático. Para os observadores baunilhas que poderiam se ofender ou repelir o BDSM, é meramente uma peça de joalheria atraente. Conseqüentemente, podemos usá-la tão livremente como uma saudação entre amigos, meneio de cabeça, e piscar para os outros BDSMistas que podemos passar por acaso pelas ruas ou avenidas do nosso dia-a-dia.

Para que está no meio, no entanto, o Emblema BDSM é cheio de significados.

As três divisões representam as várias tríades do BDSM. Em primeiro lugar, as três divisões do próprio BDSM: B&D, D/s e S&M. Em segundo, os três modos do comportamento: São, Seguro, e Consensual. Em terceiro, as três divisões da comunidade: Tops (Doms/Dommes), Bottoms (submissos) e Switchers.É essa segunda simbologia que justifica os buracos em cada uma das divisões.

Desde que o BDSM seja no mínimo um tipo de jogo e no máximo um estilo de amor, os buracos representam a incompletude do individual dentro do contexto BDSM. Por mais "inteiros" e "juntos" os indivíduos possam estar, sempre fica uma lacuna dentro deles que somente pode ser preenchida por um outro indivíduo complementar. BDSM não pode ser feito sozinho.

A similaridade do símbolo BDSM com o símbolo do Yin-Yang não é acidental. Como a curva de fora do Yin-Yang representa a tênue fronteira onde um termina e o outro começa, então as bordas curvadas nesse caso representam a separação indistinta de B&D, D/s e S&M.

O metal e a cor metálica do medalhão representam as correntes e ferros da relação servidão/propriedade. Os três campos internos são pretos, representando a celebração do lado obscuro da sexualidade controlado dentro do BDSM.
As linhas curvas propriamente ditas podem ser vistas como uma representação estilizada de um chicote que este balança, ou até mesmo um braço em vias de entregar-se a um erótico spanking. O círculo que envolve a tudo isso, claro, representa a unidade do todo e do uno de uma comunidade que pretege a si mesma.

copyright 1995, 1997,
Quagmyr@aol.com


(tradução Tarja Domme)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 15


Meu sono é interrompido por Ernst.Sacudindo o meu braço:
_”Ô cara,não vai participar da festa? Prefere dormir?”
Dou um salto.De momento,não me lembro de onde estou.
O aroma e a música trazem-me à realidade,num instante.
_”Sim,s...,sim,a festa”gaguejo e rio sem graça.
Ao entrar no salão,fico admirado com tanta animação quase muda.Ninguém fala alto,ouve-se apenas,gemidos,grunhidos e soluços,algumas risadas também.
Em cada canto há uma ação diferente.Percorro uma a uma.Vejo um homem colocar a mão inteira na xana de uma mulher.Igualmente,uma mulher coloca a mão inteira,até o braço,no ânus de um homem.Os penetrados se contorcem em esgares de prazer.Mais adiante,um homem,preso à cruz tem seus genitais aprisionados por uma prensa que os comprime,dolorosamente.O homem que lhe impinge tal suplício,beija-o apaixonadamente.Em seguida,presos à correntes que descem do teto,um homem e uma mulher são torturados. Ele tem seu saco escrotal fixado,por pregos,à uma tábua e ela tem agulhas que perfuram seus grandes lábios vaginais.A mulher que lhes aplica tal tormento penetra a vagina da mulher com os dedos fazendo com que esta se contraia em espasmos de prazer.O homem recebe um sexo oral ministrado por um jovem.
Mais adiante,um homem é,severamente,açoitado pela Rainha Cérida, preso a um cavalete.No chão,observo gotas de tesão que pingam do seu pau, inexplicavelmente duro.
Num recanto,menos visível,uma mulher é penetrada por dois homens e solta grunhidos de prazer e tesão.
O interessante,nisso tudo é a reação do meu corpo. Despudoradamente,meu cacete avança duro e nem me preocupo em exibi-lo,tão emperdigado.A cada nova cena,o tesão aumenta em mim.Lembrei-me das bofetadas recebidas e que,assombrosamente,eu gostara.
A Rainha Sarita aparece,do nada e me pega pela mão.
_”Quer experimentar alguma coisa? Podemos começar com algo bem leve” rosto sério de quem faz daquilo algo de muita importância.
_”Tenho vergonha de me expor assim,aos outros” respondo
_” Não seja por isso.Venha” ordena e me conduz.
Voltamos ao espaço das celas e entramos em uma que tem como único móvel um cavalete.

(continua)



terça-feira, 20 de novembro de 2007

TARAS



Tuas marcas...eita...
Meu troféu!!!
São vergões impetuosos
Que liberam gotas de rubi
...a cor do prazer.
Um prazer sádico,
que aporta
na demência dos sentidos.
Sentidos esses ...
vazios da razão
Apenas com senso
do consenso
...de consentir
De inspiração dionísica
esse pantagruélico banquete
de infernais desejos
... e taras
Com ardor se consuma
... e se consome
Em tenras
...e esfomeadas carnes.
Enfim...
um insuperável gozo!!!

(Castelã_SM)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 14


”Que lábios,que mãos,que língua.Uauuuuuuuu!” derramo todo o sêmen que tenho,num orgasmo frenético e abundante.
Relaxo,sinto-me largado.Aldréa cuida de limpar tudo e sai.
Estou sozinho e não sei o que se seguirá,agora.
Permaneço ali,sonolento,por um tempo enorme,não sei precisar o quanto.
De olhos vendados,sinto a presença de alguém.
”Está gostando da festa?” um riso,maroto,se faz ouvir acompanhando a voz que,agora,reconheço,de imediato.
Ela tira a minha venda.
_”Olá,amiga”, eu respondo,”até agora,está tudo bem,apenas estou com fome e sede.Aliás,muuuuita fome e muuuita sede,para ser sincero”.
_”AMIGA?hahahaha.Você é arrogante,mesmo! AMIGA? Deixe de atrevimento. Desde quando você ouviu falar que sou sua amiga?Um reles escravo querendo bancar o tal,aqui dentro?” retornou zangada.
_”ESCRAVO?euuuuuuuuuuuuuuuuuuuu?Você está sonhando,menina! respondo amuado.
_”Estou vendo logo que você não quer participar da festa.” Ela anda vagarosa e calculadamente p´ra lá e p´ra cá.
Olho para ela sem entender nada.
_”Que festa?Aonde?”
_”Ué,não viu toda aquela gente feliz lá fora?”
_”Claro que vi.A SUA noção de festa não é a mesma que a minha.Estou com fome,sedento e cansado.Que raios de festa é essa em que estou trancado numa cela sem comida,bebida e sozinho?”
_”Só depende de você.Comer,beber e se divertir.Aliás,segundo eu soube,você já se divertiu muito,aqui dentro.Não pode reclamar.”
_”Ahhhhhhhhh.Já haviam contado para ela o que havia acontecido” penso.
_”Depende de mim?Até agora não tive oportunidade de escolher coisa alguma. Fantasia,local,aliás,nem sei onde estou.Fui seqüestrado e nem imagino o que me espera depois disso.”
Uma gargalhada estrondosa invade a cela.Ela ri sem parar e quase sem fôlego.
_”Se-ques-tra-do?”ela continua rindo.
_”Trouxemos você para se divertir.Raptá-lo fazia parte da minha fantasia e consegui amigos que o fizessem,para mim.Só isso”
_”Será que você parou para pensar se EU queria isso?
_”Está falando muito.Vem cá” me solta da mesa onde eu estava e me puxa para bem perto dela.Nossos corpos se espremem um contra o outro.O perfume dela me preenche as narinas,suas curvas preenchem meu corpo e meu sexo se mobiliza.
_”Bem que me disseram que você é bem potente.Estou sentindo”um riso rouco nos meus ouvidos.Nos beijamos, selvagemente.Minhas mãos procuram seu corpo, às apalpadelas.Agarro a bunda carnuda e os seios fartos.
Minha língua caminha por seu pescoço e ombros.Ela geme.Sua língua invade a minha boca e eu a prendo,vigorosamente.Ela sacode a cabeça e se solta.Morde meus mamilos e eu uivo.Chupo seus peitos e me perco,em abundância.Neste meio tempo nos encaminhamos para a cama alta e eu a suspendo para encaixá-la no meu pau.Surgindo,debaixo da mesa,Aldréa me agarra e coloca o preservativo. Eu me assusto com aquela,inesperada,presença mas,logo me sinto envolvido pelos braços,pernas e boca de Sarita.Eu a penetro e a tomo com força.Sinto sua xana pulsante,quente e gulosa.
_”Mete,mete,garanhão.Meu puto gostoso.”
Aí vem o inesperado.Ela estala uma bofetada na minha cara.E outra,e mais outra.Apesar do susto,ao invés de murchar,meu pau se torna cada vez mais duro e esfomeado.Mais bofetadas.Mais tesão.Mais prazer.Nosso clímax chega junto.
Ela uiva.Eu estou exausto.
Ela se recompõe e diz.
_”Ernst virá busca-lo e leva-lo para o bufê.Poderá comer e beber à vontade.”
Sai, em seguida.
O jovem louro, que estava aos pés dela, no trono, entra e me conduz de volta ao salão de iguarias.
Como e bebo à vontade.Até pareço um famélico que jamais viu comida na vida,tal a fúria com que ataco os bocados oferecidos.
Decido esticar-me num amplo sofá encravado na rocha.Um agradável torpor toma conta de mim.Um rápido cochilo ao som de uivos e gritos vindos do salão ao lado.Luto contra a preguiça que invade meu corpo.Sinto uma remota curiosidade de saber o que acontece lá.

(continua)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

CONFECÇÃO DE ACESSÓRIO: ARGOLAS PARA PORTA


Material necessário:

- 2 pedaços roliços de madeira(podem ser cortados de um cabo de vassoura) de 20 cm cada.
- 2 tiras com 3 cm de largura (pode ser pedaço de cinto,alça de isopor,ou similar) e 25 cm de comprimento

- 2 argolas de metal (5 cm de diâmetro.As minhas mandei fazer num serralheiro com a medida de um fundo de garrafa)

- tinta da cor que desejar

Como fazer:

Pinte os tocos de madeira.Deixe secar.
Costure as tiras em torno dos tocos,formando um anel.
Costure a outra ponta das tiras,nas argolas,tb,formando um anel.
Coloque na porta,fechada,deixando os tocos do lado de fora.
Prenda as algemas,nas argolas.
Obs.: Para os pés,as tiras devem ser um pouco mais longas.



(Castelã_SM)

domingo, 11 de novembro de 2007

A RIQUEZA NAS DIFERENÇAS


As grandes empresas,fabricantes de armas,a cada dia mais ricas,calcam seu sucesso e crescimento no estímulo à irracional intolerância pelas diferenças. Esta intolerância faz com que proliferem guerras nos mais remotos rincões desta terra.
Tem-se a impressão que dever-se-ia criar e “vestir” um uniforme para o mundo.
Cadê a síntese de cada um?
Cadê a experiência vivenciada em cada história individual e tão rica para trocas?
Cadê a propalada e utópica “liberdade” a que todos clamam para si e que não respeitam NOS OUTROS?
A comunidade BDSMista brasileira está engatinhando,em sua expansão,e iniciativas regionais se multiplicam e merecem aplausos.
Por mais diferenças que possam haver na prática,na abordagem,no tesão por esta ou aquela técnica, ou nesta ou naquela forma de realização,é vital que a unidade perdure para que não se abram brechas que fragilizem o todo.
Cada um praticante é digno de admiração pela liberdade conquistada,pela dignidade usufruída em sua escolha,pela coragem de se assumir em uma realização fora de padrões considerados “normais”.
Se cada um trilhou caminhos próprios e diversos,será ótimo na medida que isto sirva para uma troca de experiências.
Há quem seja mais experiente,são mais “rodados”, e há quem esteja enveredando,por esta trilha,em tempo mais recente.Todos estarão aptos para cambiar informações e serão dignos de respeito por isso.
Não cabem intolerâncias injustificáveis...
Não cabem “egos inflados”...Não cabe a “última palavra”... As diferenças devem servir,apenas e sempre,para somar.

(Castelã_SM)


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

VISITANTE ILUSTRE

OS TEUS PÉS

Quando não posso contemplar teu rosto,


contemplo os teus pés.




Teus pés de osso arqueado,


teus pequenos pés duros.




Eu sei que te sustentam


e que teu doce peso


sobre eles se ergue.


Tua cintura e teus seios,


a duplicada púrpurados teus mamilos,


a caixa dos teus olhos


que há pouco levantaram vôo,


a larga boca de fruta,


tua rubra cabeleira,


pequena torre minha.




Mas se amo os teus pés


é só porque andaram


sobre a terra e sobre


o vento e sobre a água,


até me encontrarem.




(Pablo Neruda)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

"A SAGA DE UM ESCRAVO":CAPÍTULO 13


Dezenas de pessoas conversam,animadamente vestidas de couro ou preto,outras poucas em vermelho ou roxo.Alguns homens estão vestidos como eu,sem a canga.Há uma mesa,muito grande, sobre a qual estão espalhados pratos com variadas iguarias, e cercada por um burburinho animado de outros tantos convidados. Numa reentrância da rocha, há um bar,para onde todos se dirigem. .
Tochas, presas às paredes,espalham uma claridade bruxuleante,formando sombras grotescas,com os reflexos luminosos.
Os incenseiros acesos deixam,no ambiente,um aroma afrodisíaco.
Uma amena música embala a todos.
Senti-me acalmar.Nada,no que observo,me parece ameaçador.
De repente,me lembrei da festa em Belfast e as semelhanças com esta.
A única diferença é a ausência dos acessórios para suplício.Não os vejo por ali.
Assim que cheguei,fui levado para uma gaiola e suspenso,por um gancho,no teto.Outras gaiolas já estão penduradas.São cinco,no total.Nelas há homens e mulheres.Desta visão privilegiada,posso acompanhar todos os movimentos dos presentes.Não me permitiram comer ou beber nada.Estou faminto e com sede.Volta e meia,alguma mulher ou homem observa,com atenção,os engaiolados.Fazem comentários entre si.Alguns chegam,mesmo,a rir, sarcasticamente.Minha vontade é gritar,mas permaneço ali,à espera,entre curioso e apreensivo.
Almathéa e Ésper perderam-se na multidão,não consigo vê-las.
Alguns pares se tocam,voluptuosamente,nas ancas,nos genitais.Beijam-se sofregamente.Reparo,então,forrações aveludadas em algumas reentrâncias,por onde eles se esgueiram e se acomodam.O clima é de excitação e tesão.
Os convidados se mostram mais animados e buliçosos.Há uma espécie de frisson contagiando a todos.Uma das paredes parece se deslocar, lentamente.Na realidade, ela é uma rocha móvel que vai descobrindo uma passagem para um salão um pouco menor do que este em que estamos.
Também,iluminado por tochas,exalando o mesmo aroma,traz em sua paredes e, espalhados por todo o espaço,alguns daqueles acessórios que eu conhecera festa em Belfast.Há,ainda,outros,diferentes,e para os quais eu não consigo atribuir alguma utilidade.
As gaiolas descem e,como num cortejo,somos levados à este novo salão.
Só então,percebo,ao fundo,um trono.Enorme,bastante alto,elevado do piso,em veludo vermelho e metal dourado.
Sentada nele,emperdigada,a minha velha conhecida da praia.A Rainha Sarita,inteiramente de preto,traz vestida uma lingerie transparente e botas até as coxas.Uma espécie de capa de seda,cobre o corpo até os pés.Cordões de pérolas se enroscam em seus cabelos.Bastante maquiada,tem um aspecto imponente.
Ao lado dela,ajoelhado,está um jovem loiro,sarado,parece muito alto,vestido da mesma forma que eu.
A um gesto dela,ele se levanta e se dirige a nós,que somos levados a nos ajoelhar perante ela.
Meus olhos devem dizer da raiva que estou sentindo por tamanha humilhação. Recuso-me a ajoelhar.
_“Nem de brincadeira,nem em festa nenhuma,ela conseguirá que eu me ajoelhe” penso eu.
_”Levem-no” é a ordem dela.
Duas mulheres,vestidas com uma espécie de lençol preto,me levam e me trancam numa cela.
Estou revoltado,com fome e sede.Tento tirar a tal canga e só consigo arranhar meu pescoço e pulsos.
Mal tenho tempo de pensar direito em como fazer para sumir dali,quando entram três mulheres.Uma delas é jovem,muito gorda,cabelos e olhos bem claros.Traz vestida uma túnica vermelha e sandálias douradas.Muitos enfeites (acho exagerada)e maquiagem.Uma outra,também loura,porém bem alta e magra,veste uma túnica roxa transparente,sem calcinha,depilada.Traz cordões prateados nos cabelos,pescoço e braços.Calça sandálias prateadas de saltos altíssimos.A última é morena,bem pequena,cabelos pretos soltos abaixo dos ombros,veste um macacão preto bem colante e botas também pretas.Nenhum enfeite ou jóia,somente uma forte maquiagem.
_”Creio que precisamos amansar o menino”,diz esta última,rindo para as companheiras.
_”Um garanhão a ser domado”completa,em risos,a gorducha.
Eu havia me agachado,na defensiva,embora soubesse que estava em absoluta desvantagem,ali.
A loura alta,não diz nada,me puxa com firmeza,tira a canga e prende algemas em meus pulsos.Em seguida,manda que eu me deite numa cama alta que há ali.
_”Venha aqui,Aldréa!” chama.
Uma mulher,que estava escondida,pela penumbra,se aproxima,de olhos baixos.Está completamente nua.É muito branca e tem cabelos ruivos bem longos.
_”Faça esse moço se animar”foi a ordem.
Aldréa pega o meu pau e massageia num movimento masturbatório.
Um calor invade meu corpo e comichão se espalha pela minha virilha.Num ímpeto, ela põe meu pau na boca e inicia um sexo oral inebriante.Juntando mãos e boca ela é perita no assunto.Volteia minhas bolas,suga e lambe a cabeça,alternadamente.Esqueço da presença das outras mulheres.
Estou viajando no tesão quando ela é arrancada dali.
_”Chega Aldréa! a Senhora Kenya irá usá-lo agora.”A loura alta cobre meu lambuzado pau com um preservativo,sobe na mesa, monta nele,passa a cavalgar,vigorosamente.Ela se contorce e se realiza.Eu imaginando quando eu iria gozar.Ela sai,sem antes me dar uns tabefes na cara.
_”Vá Aldréa,prepare o moço para a Rainha Dafne!”.
Aldréa tirou o preservativo e colocou meu pau durinho de novo.
Como antes,sem que eu tivesse gozado,a morena pequenina sobe na mesa e monta meu pau.Num frenético vai e vem,ela grita no espasmo do orgasmo.Ela percebe que vou no embalo dela e me cobre de tabefes na cara,o que faz meu pau murchar,de imediato.
_”Vai usá-lo,Rainha Cérida?” pergunta a Senhora Kenya para a gordinha.
_”Sim,claro querida!” e ela se aproxima de mim soltando meus braços e pernas.
_”Deita aí” ela me direciona para um pequeno móvel que se parece com uma comprida mesa de centro de sala de estar.Possui argolas nas extremidades. Deito e ela prende meus braços e pernas,naquelas argolas,e tira a minha mordaça.
Sem calcinha,ela senta na minha cara e começa a se esfregar na minha boca.
_”Chupa!” é a ordem.
Somos,antes de qualquer coisa,animais.Nada melhor, para excitar um macho, do que o cheiro de uma fêmea.O aroma da xana,o perfume da pele me animaram o suficiente para cumprir aquela ordem da forma mais satisfatória possível,apesar das circunstâncias.Num espasmo,ela se contorce em gozo. Chupo e engulo todo o sumo de prazer que ela me oferece.
“Esta parte,da festa,até que está ficando boa” eu penso.
As três saem e me deixam atado àquela mesinha,não sem antes comentar com Aldréa:_”Cuida do moço,Aldréa.Faz a festa dele! hahahahaha” e,esvoaçantes, se retiram,risonhas.
Aldréa cobre meus olhos,com uma venda,senta-se no chão,pega meu pau e inicia um delicioso sexo oral.Técnica perfeita,leveza e força se alternando corretamente.Depois de tantas investidas anteriores,agora eu sou livre para sentir aquele prazer.Deixo rolar a agradável sensação daquelas mãos,daquela boca,daquela língua.
(continua)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O LEGADO DE SADE


Poucos personagens terão sido, ao longo de toda a história da literatura, tão unânimemente repudiados como Sade. Esta repúdia, claro está, encontra a sua razão de ser no conteúdo da grande maioria dos seus livros, livros estes que nada mais parecem ser do que tratados sobre práticas sexuais, no mínimo, aberrantes.Pondo de lado as considerações sobre o cariz bizarro da sexualidade de Sade, cariz esse que percorre as suas obras, será importante pensarmos na produção literária do Marquês como um exemplo incontornável de um espírito de revolta.Neste sentido, bem sabemos que a história da humanidade é feita de rupturas mais ou menos violentas com a ordem moral vigente. Assim sendo, parece-me ser um erro atroz reduzir Sade a um mero escritor de livros pornográficos de muito mau gosto. O gosto, ou a falta dele, é uma questão que compete apenas ao escritor e, claro está, ao leitor.
Agora, enclausurar a vida de Sade, conceptualizá-la dessa forma tão redutora, é uma estranha forma de analfabetismo histórico. Sade não é um homem deste início de Sec. XXI. Sade foi um homem que viveu no século XVIII, numa França que por várias vezes, devido aos seus livros (e também devido a algumas das suas práticas sexuais) o condenou à prisão e, também, à morte. Aliás, apenas por ter "conhecimentos" escapou a esta sentença. A pergunta impõe-se, então: Sade foi condenado à morte porquê? Por causa daquilo que escrevia. E é aqui Sade se distingue daquilo que poderia ter sido um mero pornógrafo do Séc. XVIII. Ele correu esse risco e nunca deixou de escrever, nem nunca suavizou os relatos sexuais das suas obras. A França da Tomada da Bastilha, assim como a França precedente e a que àquela se sucedeu, tudo fizeram para calar a voz de um homem que reclamava um direito que, a todos nós, hoje, parece elementar: liberdade de expressão.Sade foi um incorrígivel espírito revoltado contra o seu tempo, um tempo que o quis calar. Por isso mesmo, e por nada mais, Sade faz, mais de duzentos anos depois, parte da história da literatura. Pela ruptura que impôs e, principalmente, por nunca ter cedido em algo em que acreditava profundamente: a sua liberdade criativa.Sade não passou à história por causa da pornografia e do sadismo em si próprios. Qualquer estudante de História sabe que textos e gravuras pornográficas existiam antes de Sade. Sade chocou o seu mundo por causa disso? Ainda hoje, pelos vistos, choca o nosso. Mas o que lhe garantiu um lugar na história foi a sua crença de que, acima de todas as concepções morais, se encontrava a sua liberdade criadora.Não criava nada que valesse a pena ser lido? Discordo, porque há que saber enquadrar as épocas em que as coisas foram escritas. No entanto, hoje isto é consensual, mal estará a arte quando tiver que se subjugar a princípios morais. No tempo de Sade era assim. Hoje, por vezes, ainda o é. Sade não seguiu essa regra e foi livre na sua expressão artistíca. Foi esse, em última análise, o mais importante legado que a obra de Donatien Alphonse François de Sade nos deixou.

(Ricardo Simães)